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Comitê Elas pelo Coop RS debate negócios, governança e liderança feminina

Comitê Elas pelo Coop RS debate negócios, governança e liderança feminina

Encontro promovido pelo Sistema Ocergs durante a Expointer reuniu lideranças femininas, apresentou dados sobre participação das mulheres no cooperativismo e empossou nova coordenação do comitê.

O papel das mulheres na gestão das cooperativas passa pela compreensão do negócio, pela participação nas decisões e pela preparação para ocupar posições de liderança. Essa foi uma das principais abordagens do encontro do Elas pelo Coop RS, comitê de mulheres do Sistema Ocergs, realizado nesta terça-feira (1º), na Casa do Cooperativismo, durante a Expointer. A programação contou com palestra da consultora em Governança e Gestão Silvana Agostini e marcou também a posse da nova coordenação do comitê.

Criado há dois anos, durante a Expodireto, o Elas pelo Coop RS é um desdobramento estadual da iniciativa nacional do Sistema OCB voltada ao fortalecimento do protagonismo feminino no cooperativismo e à ampliação da presença das mulheres nos espaços de decisão.

Na palestra, Silvana destacou que o fortalecimento do cooperativismo passa também pela capacidade de suas lideranças compreenderem o negócio e atuarem nas decisões estratégicas. 

“Quando a gente fala em trazer mais mulheres para a gestão, estamos falando também de fortalecer o nosso modelo de negócio. É preciso preparar essas mulheres para participar das decisões, assumir responsabilidades e contribuir para que o cooperativismo continue gerando negócios e desenvolvimento”, afirmou.

A consultora também defendeu o consumo de produtos e o uso de serviços de cooperativas no cotidiano como formas de movimentar recursos dentro do próprio sistema e fazer com que a riqueza permaneça nas comunidades.

“São pequenas escolhas que a gente precisa fazer no nosso dia a dia para que a gente possa realmente estar fortalecendo o cooperativismo”, concluiu.

Mais mulheres na presidência

Os números do cooperativismo gaúcho mostram avanço, embora a presença feminina na presidência das cooperativas ainda seja minoritária. Em 2025, eram 34 mulheres entre os presidentes das cooperativas registradas no estado. Em 2026, o número passou para 43, representando 12% das presidências, contra 88% ocupadas por homens.

O Sistema Ocergs também passou a contar, na gestão 2026–2030, com uma mulher no Conselho de Administração, a vice-presidente da Cootravipa, Michele Fernandes. No âmbito nacional, o Sistema OCB elegeu, no ano passado, a primeira mulher como presidente-executiva da história da entidade: Tânia Zanella.

Participação precisa fazer parte da estratégia

Na abertura do encontro, o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, defendeu a criação de espaços permanentes de discussão e participação das mulheres, para além de eventos pontuais.

“Nós temos que avançar nisso, construir mais fóruns de discussão. Espaços permanentes de participação, construção e desenvolvimento. Temos que criar oportunidades para que esse processo se fortaleça.”

A coordenadora do Elas pelo Coop RS nos últimos dois anos e meio, Luana Elicker, gerente de Marketing da Sicredi Região da Produção, destacou que a diversidade já começa a fazer parte do planejamento estratégico das cooperativas.

“A inclusão de mulheres e jovens e a diversidade dentro das cooperativas já se transformaram em uma pauta estratégica. Cada cooperativa avança no seu ritmo, respeitando seu processo de maturidade. O desafio agora é fortalecer esse trabalho para que mais cooperativas incorporem essas temáticas ao planejamento estratégico.”

Nova coordenação assume desafio de melhorar indicadores

Empossada durante o evento, a nova coordenadora do Elas pelo Coop RS é Raquel Schwingel, da Sicredi Ouro Branco. Integrante do comitê há um ano, ela também participou, em maio, da criação de um comitê voltado às mulheres dentro da própria cooperativa, em Teutônia.

Para Raquel, a equidade de gênero representa uma oportunidade de potencializar a capacidade de análise e decisão das cooperativas.

“Quando homens e mulheres trabalham lado a lado, ampliamos nossa visão de futuro”, argumentou. 
“As mulheres têm um potencial gigante de atuação. Precisamos dar visibilidade, ampliar oportunidades de desenvolvimento e eliminar alguns vieses inconscientes que nos impedem de avançar”, acrescentou.

À frente da nova gestão, ela pretende estimular, a partir do exemplo, outras mulheres a se qualificarem e buscarem posições de liderança dentro das cooperativas e da própria comunidade.

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