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Workshop reúne comunicadores para discutir criatividade, conteúdo e IA na Expointer
Encontro promovido pelo Sistema Ocergs reuniu mais de 50 profissionais na Casa do Cooperativismo na Expointer na última sexta-feira.
Encerrando a programação da Casa do Cooperativismo na Expointer, o Sistema Ocergs promoveu, nesta sexta-feira (4), mais uma edição do workshop de comunicação voltado às equipes de marketing das cooperativas. O encontro reuniu mais de 50 profissionais e teve como eixo a busca por estratégias de comunicação capazes de gerar conexão com os públicos, com apresentações de Tevo Farneda, diretor de Criação da HOC; Natalie Ardizzo, presidente da Termolar; e Manuela Bordasch, da Steal The Look.
A abertura contou com a apresentação de cases do próprio Sistema Ocergs, como a campanha “O Coop tá em Tudo. O Coop tá com Tudo”, conduzida pela gerente-geral de Negócios do Sistema Ocergs, Simone Zanatta. Na sequência, foram compartilhados, em primeira mão, os resultados de uma pesquisa sobre o impacto das ações de comunicação e o reconhecimento, pelo público, do carimbo SomosCoop.
“Comunicar o cooperativismo passa também por fazer com que as pessoas entendam que esse é um dos principais movimentos socioeconômicos que transformam vidas. Para isso, precisamos mostrar, de forma cada vez mais clara, como o coop está presente no cotidiano e gera impacto na vida das pessoas”, afirmou Simone Zanatta.
A inteligência artificial esteve presente nas discussões, mas sempre acompanhada da reflexão sobre o papel das pessoas na construção das estratégias de comunicação. A perspectiva também dialogou com uma característica central do cooperativismo: a atuação coletiva e próxima das comunidades, que exige compreender diferentes públicos e realidades.
Insights diretamente de Cannes
Diretor de Criação da HOC, Tevo Farneda compartilhou aprendizados de sua participação no Festival Internacional de Criatividade de Cannes e apresentou referências e cases relacionados a três pilares: critério, consistência e conteúdo. A proposta foi traduzir tendências e discussões do mercado global para a realidade das cooperativas, incluindo iniciativas que podem ser aplicadas mesmo com estruturas e recursos mais enxutos.
“Cannes passou a semana tentando ensinar as marcas sobre como voltar a ser humana e comunitária”, destacou Tevo, ao relacionar as discussões do festival com o próprio DNA do cooperativismo. Para ele, a escala pode ser diferente, mas os desafios de comunicação são semelhantes.
“Quando vejo as marcas falando sobre a importância de se conectar com o humano, trabalhar com a comunidade, ir para o micro e entender quem são as pessoas, vejo que isso já faz parte do que o cooperativismo faz. Às vezes, a gente não se valoriza e não percebe que tem um ativo muito grande. O que quis trazer aqui foram referências e dicas práticas que podem ser aplicadas à realidade das cooperativas.”
Criatividade como ferramenta acessível
A presidente da Termolar, Natalie Ardizzo, abordou a criatividade como uma ferramenta para gerar resultados em comunicação mesmo quando as equipes não dispõem de grandes estruturas ou recursos tecnológicos. A partir da trajetória da empresa, apresentou exemplos de aplicação da criatividade em diferentes frentes, como portfólio, projetos de cocriação, estratégia, territórios de marca e relacionamento com consumidores.
“Hoje, a criatividade é uma das formas mais acessíveis de fazer as coisas simplesmente de uma forma diferente. Muitas vezes, as pessoas associam ser criativo a fazer algo muito disruptivo, muito diferente, quando, na prática, pode estar nos detalhes. Foi isso que quis trazer: como pequenas escolhas podem gerar engajamento, pertencimento e resultado”, resumiu Natalie.
Conteúdo a partir das comunidades
A última apresentação foi conduzida pela empresária Manuela Bordasch, da Steal The Look, que compartilhou a trajetória da plataforma e estratégias de produção de conteúdo baseadas em identificação e nas conversas geradas pelas próprias comunidades.
Manuela apresentou cases desenvolvidos em parceria com grandes marcas e destacou a importância do planejamento para criar espaço para a criatividade. A abordagem também considerou os desafios de equipes menores e a possibilidade de transformar histórias e situações que já acontecem dentro das próprias organizações em conteúdo.
“Em um mundo em que a comunicação está descentralizada, a ideia foi mostrar como trabalhamos para atrair os públicos a partir das conversas que já acontecem nas comunidades. Para as cooperativas, isso pode significar olhar para dentro de casa e identificar histórias que já existem, sem depender necessariamente de grandes produções”, destacou a executiva.
