Notícias ESG
Abrir as portas do mercado de trabalho para jovens em um dos segmentos que mais crescem no Brasil: o cooperativismo. Essa é a proposta do Programa Aprendiz Cooperativo, desenvolvido pelo Sescoop/RS. E para organizar o fluxo de trabalho e projetar o orçamento de 2024, as cooperativas têm o prazo até 22 de setembro para preencherem o formulário com o planejamento para o ano que vem. O objetivo é mapear as necessidades das cooperativas para 2024 e quantificar o número de aprendizes cooperativos que serão demandados no próximo ano, por trimestre.
Para que cada vez mais estudantes possam aprender uma profissão e entrar em contato com a cultura cooperativista, a sua coop é protagonista nesse projeto. Acesse aqui nosso formulário, e cadastre o planejamento para 2024.
Sobre o Programa Aprendiz Cooperativo
O Programa Aprendiz Cooperativo do Sescoop/RS abre as portas do mercado de trabalho para estudantes entre 14 anos (completos) e 24 anos (incompletos no momento do encerramento do curso). Trabalhando em uma cooperativa, os jovens aprendem uma profissão e também entram em contato com a cultura cooperativista, pautada em valores como igualdade, solidariedade, honestidade e transparência. Além da formação técnico-profissional, o programa contribui para a inclusão social e o desenvolvimento das comunidades.
Em 2023, o modelo de atendimento do Programa Aprendiz Cooperativo mudou. As mudanças foram realizadas no processo de solicitação de vagas do Programa por parte das cooperativas. A partir de agora, as entidades qualificadoras participarão de um edital de credenciamento para se habilitarem para a prestação de serviços às cooperativas através da aquisição de vagas.
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A Foodex Japão é uma grande feira japonesa de alimentos e bebidas, sendo um evento de grande relevância para organizações desses setores que querem impulsionar suas exportações. A exposição oferece uma excelente chance para cooperativas que buscam expandir sua base de compradores, adentrar no mercado asiático e desejam se manter atualizadas sobre as tendências do mercado.
A feira, que acontece de 05 a 08 de março de 2024, em Tóquio – Japão, contou com 2,5 mil expositores de 60 países e mais de 73 mil visitantes em sua última edição, em 2023. Para a próxima edição, estima-se cerca de 85 mil compradores e mais de 3 mil expositores de diversos países. O evento contará, além da área normal para exposições, com uma área focada apenas em produtos congelados, que tem apresentado grande crescimento no mercado japonês.
Com o sucesso da participação brasileira em 2023, a Agência Brasileira de Exportações e Investimentos – ApexBrasil decidiu aumentar o número de vagas de 16 para 24 empreendimentos expositores na edição de 2024.
O Japão é uma potência mundial e possui alta influência em sua região, se tornando um local estratégico para quem deseja adentrar no mercado asiático. A seguir, temos algumas características relevantes do mercado japonês:
- Apesar de seu tamanho reduzido, o Japão possui o 3º maior PIB do mundo.
- O país contava com cerca de 125 milhões de habitantes em 2021, de acordo com o Banco Mundial. Os consumidores japoneses são conhecidos pela alta exigência de qualidade dos produtos, além de valorizar biodiversidade e sustentabilidade.
- O Japão apresenta uma autossuficiência alimentar de 38%, conforme dados do Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, consequentemente, o país importa uma grande quantidade de alimentos para complementar esse número. A taxa é menor para produtos pecuários (17%), trigo (16%) e para óleos e gorduras (3%).
- O país possui uma grande influência econômica, militar e cultural em outras regiões, podendo abrir oportunidades para quem se instalar no mercado local. O relatório de Índice de Poder na Ásia de 2023, do Lowy Institute, constatou que o Japão é o 3º país mais influente dentre 26 países e regiões da Ásia.
- Segundo a própria Foodex Japão, a produção e o consumo de alimentos congelados têm apresentado alto crescimento nos últimos anos, acarretando um aumento no volume de importações.
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) estimula a inscrição de cooperativas que tenham planos de inserção no mercado internacional e cujos produtos se adequem ao perfil da feira. Confira os detalhes para participar da feira:
- Perfil: cooperativas de alimentos e bebidas.
- Inscrições: até 29 de setembro
- A ApexBrasil oferece serviços para auxiliar os participantes, como: Reserva de espaço no pavilhão brasileiro; montagem de estande; catálogo digital da delegação brasileira a ser confeccionado pela ApexBrasil; mobiliário padrão ; recepcionistas para atendimento da delegação; outros serviços previstos em edital
- As cooperativas participantes serão responsáveis por suas despesas pessoais (passagens aéreas, vistos, vacinas, hospedagem, alimentação etc.) e pelos custos com o envio de amostras.
Acesse o regulamento aqui.
Faça sua inscrição aqui.
Fonte: Sistema OCB
As Cooperativas Certel e Coprel palestraram, na manhã desta quarta-feira, 30 de agosto, sobre as vantagens em participar do mercado livre de energia. O evento ocorreu na Casa do Cooperativismo, junto ao espaço da Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), na Expointer, em Esteio. Sediadas em Teutônia e Ibirubá, tanto Certel como Coprel já são comercializadoras, disponibilizando suas energias para todo o Brasil.
Os painelistas foram o vice-presidente da Certel, Daniel Luis Sechi e o orientador comercial de energia da Coprel, Gabriel Bathú Paulus. Ambos destacaram que, a partir de janeiro de 2024, o mercado livre estará disponível para qualquer consumidor do Grupo A que tenha transformador e subestação particulares, com contrato de demanda, sendo uma pré-condição não possuir geração distribuída. Já a partir de 2026, este mercado deverá estar liberado também para consumidores de baixa tensão.
Mais liberdade
Sechi observa que o setor elétrico está possibilitando mais liberdade para os consumidores. E as Cooperativas de energia, que existem há mais de 60 anos, surgem como uma alternativa nesse sentido. Para tanto, investem na própria geração, contando com diversas hidrelétricas e usinas fotovoltaicas. “Estamos incentivando o Cooperativismo e as formas de negócios que ele nos proporciona. E agora, consumidores de todo o Brasil já podem se tornar nossos associados também. Ou seja, a distribuição, o fio, o transformador e o atendimento da distribuidora local permanecem os mesmos. Porém, a energia elétrica que passa dentro dos condutores pode ser adquirida pelo mercado livre, possibilitando uma significativa redução no custo da energia”, afirma o dirigente da Certel.
Paulus também vê como uma grande oportunidade esta abertura do mercado. Cita que as Cooperativas contam com ampla expertise, a exemplo de usinas próprias e muitos ativos de geração que garantem segurança e confiabilidade na ponta para os consumidores. E isso, segundo o orientador comercial, torna muito viável a migração para o mercado livre. “Então, estamos aqui para levar essa solução aos nossos associados e a todo o Brasil, para que tenham, realmente, ganhos expressivos em economia. Precisamos, cada vez mais, entender que o empoderamento do consumidor é uma grande oportunidade para as nossas Cooperativas”, frisa.
Vantagem econômica
Segundo o presidente da Certel, da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Fecoergs) e diretor da Ocergs, Erineo José Hennemann, a compra de energia pelo mercado livre é uma grande vantagem econômica, visto que estes consumidores podem optar por empresas que ofereçam a tarifa mais acessível, possibilitando redução no custo da energia. “E esta é mais uma razão que leva as Cooperativas a investirem em geração própria, limpa e renovável. Isto porque, um dos fatores de escolha para quem deseja ingressar neste mercado é o aproveitamento de uma geração de energia por fontes renováveis”, pontua.
Oportunidade de futuro
Para o presidente da Ocergs, Darci Pedro Hartmann, esta oportunidade de futuro que é visualizada pela Certel e Coprel representa o início de uma grande caminhada do Cooperativismo. “Precisamos disseminar isso para todas as Cooperativas e Empresas brasileiras. Além de contemplar o projeto RSCOOP150BI, temos que avançar no share de mercado e gerar mais renda para o nosso associado. Assim como as Cooperativas de energia já auxiliam umas às outras e até às concessionárias em situações de temporal, agora, elas se colocam à disposição de todo o mercado nacional para disponibilizar uma energia renovável e mais barata. Parabéns à Certel e à Coprel por anteverem o futuro, e é assim que se constrói o Cooperativismo daqui para a frente. Precisamos gerar resultados, buscar escala e estimular cada vez mais a intercooperação”, enfatizou.
Vantagens do mercado livre
- não incidência de bandeiras tarifárias;
- confiabilidade de suprimento;
- preço de energia igual em qualquer horário;
- competitividade de preços;
- previsibilidade orçamentária;
- Livre negociação;
- redução de custos;
- sustentabilidade.
Contatos
Quem tiver o interesse de ingressar no mercado livre de energia pode contatar a Certel pelo e-mail
Mais uma boa notícia foi anunciada durante a Semana de Competitividade 2023. O Sistema OCB e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (ApexBrasil) assinaram nesta quarta-feira (9), a renovação do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para execução de uma segunda edição. O acordo que já previa o intercâmbio de informações, a promoção comercial e a qualificação de cooperativas para exportação, passa a incluir também a perspectiva de igualdade de gênero. A assinatura foi feita pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e pelo presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, além de outros dirigentes das duas entidades para dar continuidade ao trabalho desenvolvido desde 2020 e que já apresenta resultados significativos para o coop brasileiro.
O acordo prevê o desenvolvimento de ações da ApexBrasil como a elaboração de análises de oportunidades internacionais e a integração dos empreendimentos cooperativos para a promoção comercial. Em 2022, 207 cooperativas foram apoiadas pela agência e 73 delas exportaram. A parceria também garante a reserva de vagas para cooperativas iniciantes nas exportações em ações de promoção de negócios internacionais da Agência. No total, 11% das vagas em feiras internacionais do agronegócio promovidas pela ApexBrasil destinaram-se a cooperativas em 2022.
“Por meio do ACT conseguimos mais informações sobre o posicionamento e o desempenho das cooperativas no mercado externo. Hoje, quase 7% dos embarques apoiados pela Apex são provenientes do movimento. Com relação à promoção, a presença nas feiras internacionais tem representado oportunidades significativas e a renovação do acordo vai, com certeza, ampliar a participação de nossas cooperativas alcançando cada vez mais países com uma diversidade maior de produtos e serviços”, destacou a gerente-geral do Sistema OCB ao detalhar os objetivos do programa.
O presidente Márcio reafirmou a importância estratégica da internacionalização, busca de mercados e ampliação dos relacionamentos do cooperativismo brasileiro. “Foi por essa causa que assumi a missão e estou no Fórum Global da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) para de lá criar elos e abrir portas para o cooperativismo brasileiro no mundo. E esse apoio da ApexBrasil é fundamental para o aumento das oportunidades para os nossos cooperados, o que representa também desenvolvimento de suas comunidades locais e a melhoria da qualidade de vida de todos”, afirmou.
Jorge Viana declarou que a renovação do Peiex é o acordo mais importantes que ele assinou como presidente da ApexBrasil. “Digo isso por conta da história do cooperativismo, pelo que o movimento faz e vai seguir fazendo pelo Brasil. Essa parceria visa ampliar ainda mais as oportunidades para os cooperados em mercados estrangeiros, destacando principalmente os pequenos produtores e as mulheres. Queremos também fortalecer a agenda ESG e o cooperativismo já lidera de forma natural os quesitos social e de governança. E, com certeza, tem plenas condições de liderar também o quesito da sustentabilidade”.
Para o biênio de 2023 a 2025, a nova edição do acordo manterá a política de ampliar o acesso de cooperativas às ações de promoção internacional e expandirá o atendimento da Agência ao cooperativismo. Além disso, em linha com as prioridades da ApexBrasil, o acordo inclui diretriz para desenvolver e fortalecer iniciativas que incorporem a perspectiva de igualdade de gênero, assim como aquelas que tenham como foco produtos relacionados à biodiversidade amazônica e do Cerrado. Com orçamento das duas instituições, a execução do pilar de qualificação ficou por conta do PEIEX Coop, iniciativa que já está capacitando 21 cooperativas para a exportação e que deve atender 50 cooperativas até 2024.
Em 2022, as cooperativas exportaram diretamente US$ 7,4 bilhões, o que representa 2,2% do total brasileiro. O cooperativismo também foi responsável por 63% das exportações de sucos de uva (US$ 1,8 milhão) e 20% da venda de café verde não descafeinado (US$ 1,7 bilhão), em 2022. Em termos de porte, 10 cooperativas venderam para o exterior US$ 100 milhões em 2022, e outras 27 exportaram até U$ 1 milhão. Sob a perspectiva setorial, os produtos mais vendidos são carnes de aves (30,7%), café verde (22,5%) e carne suína (11,4%). Cooperativas de outros ramos também receberam apoio da agência e exportaram um volume de US$ 26,2 milhões.
Os destinos principais são a China (US$ 1,6 bilhão), a Alemanha (US$ 576,9 milhões) e os Estados Unidos (US$ 563,8 milhões). Sob o viés de participação, 14,8% das vendas das coops brasileiras são para as Filipinas (US$ 226 milhões). Em Hong Kong também é expressiva com 9,9% de um total de US$ 132,4 milhões, bem como a Alemanha com 9,2% de participação do coop.
Fonte: Sistema OCB
Promover a diversidade, o pluralismo e a tolerância no ambiente de trabalho e consolidar ações que sirvam de referência para o sistema cooperativo. Com esse objetivo, o Sistema Ocergs promoveu na manhã dessa quinta-feira (27/7) o lançamento para seus colaboradores do Comitê da Diversidade.
O comitê conta com 12 membros de diferentes áreas de atuação e busca construir um ambiente mais inclusivo. Dentre as funções, o Comitê irá receber informações, demandas e eventuais denúncias oriundas de qualquer membro da organização, bem como apresentar sugestões de encaminhamento a essas demandas.
"Buscamos por um ambiente de trabalho que respeite as diferenças. Convidamos todos os colaboradores a participarem e nos ajudarem a transformar nosso ambiente de trabalho em um ambiente mais inclusivo, discutindo pautas relevantes sobre o respeito e a diversidade", afirma o assessor de comunicação, Marcelo Tavares, membro do Comitê da Diversidade.
Com o objetivo de ressignificar, a partir da ótica da economia circular, o processo de transformação e reaproveitamento dos resíduos descartados pelo Batalhão Logístico da Brigada Militar de Santa Maria, a partir da doação de fardas e vestimentas não mais utilizadas pelos militares, o Projeto Batalhão do Bem, promovido pela Unicred Ponto Capital foi um dos dez projetos contemplados pelo Fundo Social do Sescoop/RS. No dia 24 de julho, ocorreu a formatura de 19 participantes do módulo de Microempreendedorismo, que contou com a participação dos presidentes da Unicred Central Geração, Unicred Ponto Capital e Instituto Unicred, da Pró-reitora do Instituto Federal de Farroupilha (IFFAR) e da supervisora de Desenvolvimento Cooperativista do Sistema Ocergs, Rafaela Comerlato.
Economia circular e sustentabilidade
Dentro do Projeto Batalhão do Bem, as doações das fardas podem seguir dois fluxos operacionais: um deles se detém ao tingimento das fardas militares para doação aos profissionais (autônomos ou não) que trabalham em coleta e reciclagem; a outra frente do projeto é voltada para a descaracterização das fardas através de customização e costura, em parceria com um projeto de oficina de corte e costura para mulheres em situação vulnerável, cujos os produtos customizados geram fonte de renda para essas mulheres, exercendo assim a economia circular.
Fundo Social do Sescoop/RS
Criado em 2022, o Fundo Social do Sescoop/RS consiste em um conjunto de regras criadas para que as coops possam acessar os recursos dos projetos centralizados de Promoção Social do Sescoop/RS voltados à educação, saúde, cultura, integração social, geração de renda e meio ambiente. Também visa estabelecer as regras para apresentação dos projetos, critérios de seleção e prestação de contas.
O Fundo Social do Sescoop/RS visa atender os pilares “Social” e “Ambiental” da agenda ESG, além dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e o 7º Princípio do Cooperativismo, Interesse pela Comunidade.
Para saber mais sobre o Fundo Social do Sescoop/RS, clique aqui!
As usinas Abaúna e Cascata das Andorinhas de propriedade da Creral receberam o certificado de geração de energia renovável. O reconhecimento foi emitido pela Ludfor empresa gaúcha especializada na gestão, comercialização e geração de energia.
O certificado reconhece que a Creral gera somente energia elétrica proveniente de fonte limpa, totalmente renovável, iniciativa que demonstra comprometimento e contribui para o desenvolvimento sustentável. Conforme acompanhamento da Ludfor os indicadores de sustentabilidade mostram que nos últimos dez anos, juntas as duas usinas deixaram de emitir 31.690 toneladas de dióxido de carbono (CO2), equivalente a 875 mil mudas de árvores conservadas.
Os dados dos cálculos de emissões dos gases de efeito estufa (GEE) são baseados em metodologias internacionais para esta finalidade, em especial GHG Protocol e o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).
A CGH Abaúna está localizada no município de Floriano Peixoto foi a primeira construída pela coopera e opera há 23 anos, já a CGH Cascata das Andorinhas localizada em Nonoai foi a segunda a ser construída e está em operação desde 2003.
Em 2022 outras duas usinas administradas pela Creral também receberam certificação de geração de energia renovável, as PCHs Forquilha IV Luciano Barancelli localizada em Maximiliano de Almeida e Santa Carolina no município de André da Rocha.
Fonte: Assessoria de Comunicação Creral
O Sistema OCB lançou na última sexta-feira (14), o novo ciclo do Programa de Educação Política do Cooperativismo. O objetivo da iniciativa é fortalecer a representação institucional e promover a cultura da participação política no movimento cooperativista. O evento contou com a participação de dirigentes das Organizações Estaduais, de representantes do Grupo de Trabalho de Relações Institucionais.
A abertura foi feita pela superintendente Tania Zanella. Ela destacou a importância desse novo passo para tornar a iniciativa uma estratégia permanente do movimento. “Os trabalhos que desenvolvemos tem a coordenação do Sistema OCB, mas o resultado é de todos. Por isso, a relevância a de darmos continuidade a essa atuação que contribui, inclusive, para comprovar a transparência e legitimidade do cooperativismo no país. Que seja um excelente início porque, com certeza, teremos muito trabalho pela frente”, afirmou.
A atuação do Sistema OCB para a inclusão do adequado tratamento tributário ao ato cooperativo no texto da Reforma Tributária da Câmara, é um resultado que reforça a importância do Programa de Educação Política, conforme a visão da superintendente. “Foi uma construção que começou lá atrás e que contou com o apoio da base cooperativista, por meio das Organizações Estaduais, para chegar no patamar em que se encontra nesse momento. Isso nos dá a clareza de que estamos todos unidos em torno do que é melhor para o movimento”, acrescentou Tania.
Rodrigo Almeida, sócio da BMJ Consultores Associados, apresentou a palestra Criando times de excelência na representação do cooperativismo, como convidado especial do evento. Economista e consultor sênior em Relações Governamentais, Rodrigo lembrou que a atividade está em franco desenvolvimento e já conta com registro na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). “Apesar de sua regulamentação ainda estar em andamento, trata-se de uma atividade que existe e que possui grande importância para o país. Afinal, ao formatarmos políticas públicas e também estamos contribuindo para o aprimoramento das relações e normas vigentes”, declarou.
O evento contou ainda com a divulgação do Guia de Representantes do Sistema OCB, documento que visa promover boas práticas de relacionamento entre os representantes do cooperativismo e seus públicos interno e externo; e da trilha de aprendizagem Cooperativismo e Relações Governamentais, disponível na plataforma CapacitaCoop, voltada ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos específicos para a representação institucional do cooperativismo.
A gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, destacou o engajamento das Organizações Estaduais com o novo ciclo do Programa de Educação Política. “Estamos sentindo uma resposta muito positiva dos nossos representantes. Abrimos este ciclo com muitas trocas de experiências entre as Organizações Estaduais e com um alinhamento muito grande entre as nossas equipes. Tenho certeza que teremos muitos bons frutos com o fortalecimento da nossa representação institucional em curto, médio e longo prazo”, declarou.
Fonte: Sistema OCB
Neste Dia Internacional do Cooperativismo, a Coasa promoveu, junto com os seus associados, clientes e colaboradores, a campanha Frutos de Afeto. Como diz o ditado “quem planta colhe” e quem plantou as mudas adquiridas através da ação está colhendo os frutos da solidariedade e do amor ao próximo. A iniciativa funcionou da seguinte forma: durante um período determinado foram comercializadas mudas de árvores frutíferas e o valor dessa venda foi transformado em donativos que, durante a semana de 26 a 30 de junho, foram entregues para entidades selecionadas pela cooperativa.
Além do benefício direto para quem recebeu as doações, a proposta incentiva a segurança alimentar entre seus associados, clientes e colaboradores que poderão se beneficiar dos frutos num futuro próximo e, ainda, contribui com o meio ambiente.
A campanha “Frutos de Afeto” atingiu a venda de 1.510 mudas e o valor da comercialização foi revertido pela Coasa em mais de duas toneladas de alimentos que foram doados às famílias atingidas pelo ciclone em Itati e Três Forquilhas, no litoral Norte, através da Coomafitt; à APAE de Casca; à Samlave (entidade que acolhe crianças e adolescentes em situação de negligência, violência ou abandono) de Lagoa Vermelha e a Cáritas de Tapejara.
Bruno, de Três Forquilhas, membro da Coomafitt, do Conselho Administrativo da Unicafes e Coordenador da Redecoop, conta que exatamente na data do ciclone, fazia cem dias que uma outra cheia havia atingido o local, deixando consequências sérias. “Gostaríamos de agradecer muito a doação e dizer que esses alimentos vão estar chegando para as famílias e que isso é fundamental para a gente reconstruir e também apoiar essas famílias nesse momento bastante difícil.”
Maira, diretora e coordenadora pedagógica da APAE de Casca, agradeceu à cooperativa pela inclusão no projeto e aos produtores rurais que adquiriram as mudas e que colaboraram para que a doação substancial chegasse à APAE. “A nossa mensagem é de gratidão. A gente se esforça, trabalha com o intuito de melhorar cada vez mais a nossa entidade e a gente só consegue graças a solidariedade e esse olhar diferenciado que as empresas, as cooperativas e as outras instituições têm para conosco”, finalizou ela.
Fotos: Divulgação/Coasa
O Sistema OCB participou dia 05 de junho de 2023 do evento promovido pelo Ministério da Agricultura para o lançamento da consulta pública relativa ao Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizadas, o Programa Carbono + Verde. “Esta é uma iniciativa muito positiva e o cooperativismo tem muito a contribuir com sua expertise, uma vez que o movimento é protagonista na busca de soluções coletivas e sustentáveis que fazem a diferença”, afirmou o presidente Márcio Lopes de Freitas.
Ele lembrou que faz parte da natureza do cooperativismo conciliar o desenvolvimento econômico com o combate ao aquecimento global e a preservação do meio ambiente. “Somos referência mundial na produção sustentável. O agronegócio cooperativo é pautado em sustentabilidade e no desafio de alcançar uma economia neutra em carbono, com destaque para a redução das emissões de metano”, destacou.
Marco Morato, coordenador de Energia e Meio Ambiente do Sistema OCB, acrescentou que a entidade está elaborando, em conjunto com o Ministério, um acordo de cooperação com a finalidade de demostrar a descarbonização da agricultura brasileira e o quanto ela é sustentável. “Com a consulta pública, esse programa será ainda mais robusto, garantindo valor ao processo produtivo e acesso a mercados do mundo inteiro a partir das possibilidades de rastreamento e conferência das conformidades exigidas”, disse.
O Programa Carbono + Verde tem como objetivo conferir credibilidade e transparência à produção primária agropecuária de baixa emissão de carbono, a fim de criar um ambiente adequado à promoção do desenvolvimento sustentável do setor. Para isso, o Ministério da Agricultura, quer contar com a participação e validação da sociedade no seu processo de construção.
A consulta pública para a apresentação de sugestões ficará disponível por 60 dias o que, segundo a Pasta, cumpre com o requisito internacional de transparência nas ações do governo. “Com a participação social, o programa terá um engajamento e será uma política do Brasil”, afirmou a secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Renata Miranda.
Para o ministro Carlos Fávaro, o programa representa uma premiação para os produtores que já possuem boas práticas ambientais e estão em conformidade com as normas do Código Florestal. “Juros menores e, talvez, aumento de crédito podem ser recompensas do programa. Ele será um marco de divisão do sistema produtivo brasileiro e uma forma de fortalecer o setor internacionalmente, colocando o Brasil entre os países com ações que freiem efeitos da mudança climática”, ressaltou.
O programa prevê também a concessão de um selo de conformidade (Selo Carbono + Verde) para cadeias primárias de produção que, posteriormente, em 2024, serão chancelados os créditos de carbono originados no setor. Inicialmente, o programa será aplicado em 13 cadeias produtivas, mas o objetivo é atingir todas as cadeias a longo e médio prazo. “Vamos demonstrar ao mundo as boas práticas que o sistema brasileiro já faz e também reconhecer essas iniciativas”, complementou o ministro.
As 13 cadeias produtivas atendidas inicialmente são açaí, algodão, arroz, borracha, cacau, café, pecuária de corte, erva-mate, leite, milho, soja, trigo e uva. A perspectiva é que haja demanda por outros produtos, cujas cadeias já possuem iniciativas voltadas para a sustentabilidade e mitigação de carbono, como noz-pecã, amendoim e madeira.
Fonte: Sistema OCB
