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O aumento da participação feminina em posições que antes eram consideradas estritamente masculinas é um desafio mundial. Compartilhando do desejo de um mundo mais justo, solidário e diverso, o Sistema OCB apoia o Programa Mulheres e Negócios Internacionais, da ApexBrasil, lançado no dia 02 de junho. A analista de Negócios do Sistema OCB, Layanne Vasconcellos, participou do evento.
A iniciativa está alinhada ao quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), presente na Agenda 2030 das Nações Unidas, que trata da igualdade de gênero e empoderamento feminino. “Temos parceria com a Apex de longa data e quando propuseram esse programa logo apoiamos, porque, para nós, faz muito sentido. É muito importante estimular negócios liderados por mulheres e que tenham visibilidade internacional. Este olhar mais direcionado, com metas para negócios geridos por mulheres está em sintonia com o propósito do Sistema OCB e alinhado com as práticas ESGCoop, que traz a questão da equidade de gênero”, evidenciou a gerente-geral do Sistema OCB, Fabíola Nader Motta.
O programa prevê apoio à participação de empreendimentos liderados por mulheres no mercado externo por meio de ações de inteligência comercial e qualificação para desenvolvimento de competências e competitividade para exportação, expansão internacional e investimentos. Segundo a diretora de negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, a iniciativa é mais um instrumento para alcançar a equidade de gênero.
“Notadamente, a gente precisa aumentar a participação de mulheres nos negócios internacionais. Para se ter uma ideia, a média mundial de empresas lideradas por mulheres exportando gira em torno de 20% do total de empresas exportadoras. Hoje, temos na Apex menos de 10% das empresas exportadoras lideradas por mulheres. Há estudos do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio (OMC) que demonstram que a exportação é um grande vetor de desenvolvimento e que empresas que exportam, via de regra, pagam melhores salários e têm melhores condições de trabalho”, destacou.
Ana Paula acrescentou ainda que “na busca pela paridade de gênero, no que diz respeito ao empoderamento econômico, a Apex está buscando fazer sua parte e o apoio das entidades contribuem para que mais empresas lideradas por mulheres passem a exportar mais e conhecer melhor o mercado internacional”.
O programa prevê ainda a inclusão de parcerias institucionais, patrocínios e iniciativas próprias voltadas a sensibilizar e capacitar as empresárias e empreendedoras brasileiras em relação à exportação e atração de investimentos.
Participaram do lançamento do programa o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a secretária executiva do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiavelli, representantes do Parlamento, do Ministério de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (MDIC), da Rede Mulher Empreendedora, do Sebrae Delas, da Rede Mulheres do Comex, da Women Inside Trade, da Organização Brasileira de Mulheres Empreendedoras e do Clube de Mulheres de Negócios de Portugal.
Fonte: Sistema OCB
Representantes da Cooperativa Vinícola Aurora estiveram nesta terça-feira (13) em Brasília (DF) para apresentar à Organização Internacional do Trabalho (OIT) seus avanços na reestruturação das áreas de compliance, ESG e Boas Práticas Agrícolas, após o episódio trabalhista envolvendo fornecedor de mão-de-obra terceirizada.
O presidente da cooperativa Renê Tonello, o gerente Agrícola Maurício Bonafé e o consultor da área agrônoma Felipe Bremm foram recebidos na representação pelo diretor da entidade no Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro, e pela equipe técnica da OIT, composta por Maria Claudia Falcão (coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho), José Ribeiro (Oficial Nacional de Geração e Análise de Dados para a Promoção do Trabalho Decente) e Laura Abramo Díaz (Oficial de Projeto em Políticas Públicas). O secretário Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Profissional do Rio Grande do Sul, Gilmar Sossella, e o diretor-geral da pasta, Ricardo Barbosa, também participaram do encontro.
Durante a conversa, a OIT reforçou a importância da assinatura do setor no Pacto pela Adoção de Boas Práticas Trabalhistas na Vitivinicultura do RS do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O documento, segundo a entidade, está servindo de base para o trabalho que estão desenvolvendo em outras cadeias produtivas.
“Viemos reafirmar nossos compromissos com o trabalho digno e demonstrar o quanto estamos investindo de forma célere na reestruturação da cooperativa. Foi uma conversa muito proveitosa, onde a OIT se colocou à disposição para colaborar em projetos que beneficiem a cadeia da vitivinicultura e propiciem aos trabalhadores boas condições de trabalho. Com certeza temos na OIT uma grande parceira nessa jornada", afirmou Renê Tonello, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Vinícola Aurora, que fez questão de agradecer e elogiar a participação Governo do Estado do Rio Grande do Sul na construção da agenda em Brasília.
Na capital federal, a comitiva da Cooperativa Vinícola Aurora ainda esteve no Congresso Nacional, onde visitou os senadores gaúchos Hamilton Mourão e Paulo Paim. Os parlamentarem demostraram interesse em entender melhor o tema para propor ações.
O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, esteve em Brasília nesta segunda-feira, 12/6, reivindicando apoio aos produtores rurais gaúchos, que amargam duas frustrações consecutivas na safra de verão. Muitos ainda estão com dívidas referentes à safra 2019/20, que também foi impactada pela falta de chuvas.
A demanda foi levada em conjunto com os presidentes da FecoAgro/RS, Paulo Pires, e do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, dentre outras lideranças do Estado. A comitiva manteve reuniões com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e com o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage, e o diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, Jayme Pinto Júnior. O grupo esteve ainda com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, entidade que também trabalha junto ao governo federal em defesa dos produtores gaúchos.
“O intuito das reuniões foi reforçarmos a realidade do Rio Grande do Sul, que é diferente dos demais estados, e reivindicarmos um olhar especial do governo federal para as cooperativas e nossos produtores. O governo informou que está estudando alternativas”, explica o presidente da Cotrijal.
Na safra 2021/22, segundo a FecoAgro/RS, a falta de chuvas impactou todo o estado, com perdas estimadas a R$36 bilhões (levantamento divulgado em janeiro de 2022). Na safra 2022/23, embora o impacto não tenha ocorrido em todas as áreas produtoras, há regiões que tiveram redução de 70% de produtividade.
Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal
As novelas são um meio de entretenimento enraizado na sociedade brasileira. Mais do que cativar a atenção e distrair quem assiste, seus autores, elenco e emissora buscam, muitas vezes, retratar narrativas baseadas em realidades polêmicas e situações que façam o telespectador refletir e repensar suas atitudes. São inúmeros os exemplos. A nova novela das 21h da Rede Globo, Terra e Paixão, ainda não completou um mês de exibição, mas já provocou debates, sinalizou pautas polêmicas e mostrou vários temas que envolvem o dia a dia da sociedade em seus primeiros capítulos. Entre os principais temas, a força do agronegócio e a importância do cooperativismo para o desenvolvimento de uma região.
A novela é uma obra de ficção com licença poética e, nesse contexto, pode trazer diálogos, situações e contextos adversos, que precisam ser analisados com olhar crítico quando comparados com a realidade. O Sistema OCB e as unidades estaduais têm acompanhado os capítulos de Terra e Paixão com a ciência de que o tema do cooperativismo está em destaque e, com certeza, tem sido foco de conversas, publicações em redes sociais e notícias.
O tema na pauta é uma oportunidade para o SomosCoop promover, ainda mais, as características desse modelo de negócios centrado nas pessoas e que objetiva o bem comum, levando prosperidade para as comunidades onde está presente e, consequentemente, para todo o país. Uma chance única para mostrar que cooperar é muito mais produtivo que competir e de engajar a sociedade como um todo na defesa do movimento #SomosCoop.
Um conjunto de ações já estão em andamento. Antes mesmo do início da novela, o programa Globo Rural veiculou reportagem sobre a cooperativa Coamo Agroindustrial, em Mato Grosso do Sul, parte do cenário do folhetim que se passa na fictícia cidade de Nova Primavera. O mote principal da reportagem foi “Trabalhar junto para chegar mais longe”, um dos princípios do cooperativismo.
A matéria Cooperativas: Assunto está em destaque na TV Globo, publicada no site SomosCoop, destaca informações sobre a reportagem do Globo Rural e também da Rede Gazeta, afiliada da emissora no Espírito Santo, que mostrou a força feminina no cooperativismo com a reportagem sobre as experiências do grupo Pó de Mulheres, da Cafesul (Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Estado do Espírito Santo), na cidade de Muqui, no programa Em Movimento.
As situações polêmicas envolvendo o cooperativismo também foram o tema da matéria Terra e Paixão: Erros e acertos da novela sobre as cooperativas, como no caso em que a protagonista Aline, interpretada pela atriz Bárbara Reis, tenta entrar para a cooperativa da região e recebe um não como resposta. A adesão livre e voluntária é o primeiro dos sete princípios que orienta o modelo de negócios cooperativista e, por isso, a recusa na novela é apenas uma licença poética para justificar os passos seguintes da narrativa.
A cidade cenográfica de Nova Primavera, onde a trama acontece, também ensejou a produção da matéria Nova Primavera da vida real: conheça São Gabriel do Oeste. Na matéria, a cidade fictícia é comparada com um município real, localizado no interior do Mato Grosso do Sul. São Gabriel do Oeste é um dos inúmeros exemplos e referência de como o cooperativismo transforma realidades, impulsionando o desenvolvimento econômico e social. Na cidade, as cooperativas da região contribuem para elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) local para o terceiro maior do estado. A cidade também é cenário de um dos episódios da segunda temporada da websérie SomosCoop na Estrada, que tem estreia prevista para o final de junho.
Na matéria sobre cooperação como chave para o sucesso dos negócios, falamos sobre as cenas em que os personagens da trama citaram a relevância do cooperativismo e das cooperativas.
O Sistema OCB, por meio dos canais de comunicação do SomosCoop, seguirá acompanhando a trama e seus desdobramentos para promover o coop e esclarecer o que é ficção e como o cooperativismo funciona na realidade. Para acompanhar as iniciativas de promoção e valorização do coop, acesse o site: somos.coop.br
Fonte: Sistema OCB
Com o objetivo de conhecer o panorama do cooperativismo de crédito no Brasil, uma comitiva formada por 55 dirigentes cooperativistas vinculados à Federação de Cooperativas de Crédito e Poupança do Paraguai (Fecoac) realizaram missão no Brasil para conhecer as experiências, estratégias de inovação e acesso a novos mercados praticados pelo coop brasileiro.
A federação paraguaia congrega 76 cooperativas, presentes em todo o território paraguaio. Destas, 15 participaram da missão de estudos junto ao cooperativismo brasileiro no Sul do país. Este é o segundo ano consecutivo em que a organização paraguaia escolhe o Brasil como destino do seu programa de formação de dirigentes.
A missão teve início na cidade de Francisco Beltrão (PR) com a visita à sede do Sistema Cresol, onde a delegação teve a oportunidade de visitar dois cooperados e uma agência de atendimento. A comitiva foi recebida pelo Vice-Presidente da CRESOL Baser, Luiz Tomacheski, e pelo Gerente do Instituto CRESOL, Itamar Vodzicki.
Sistema Ocergs
Na segunda etapa da viagem, em Porto Alegre, a delegação se reuniu com o time do Sistema Ocergs. A recepção aconteceu no Instituto Caldeira e contou com a apresentação do plano estratégico do RSCOOP150bi, o projeto da nova sede do Sistema e os objetivos e projetos da Escoop, através de uma oficina que abordou as temáticas Cooperativismo, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e Estratégias de ESG: Respeito Ambiental, Cuidado Social e Boa Administração.
Já em Nova Petrópolis, a capital nacional do coop brasileiro, a delegação visitou a sede da Sicredi Pioneira, cooperativa financeira mais antiga e em funcionamento da América Latina. A Pioneira foi fundada em 1902 e conta com 226 mil cooperados distribuídos nas 48 agências da região. O grupo pôde também conhecer o parque histórico do cooperativismo e a casa onde viveu o Padre Theodor Amstad, o Patrono do Cooperativismo Brasileiro.
O sistema de crédito cooperativo do Paraguai tem uma participação relevante no mercado financeiro do país equivalente a 20%. A organização, diferente do Brasil, conta com organizações locais e com abrangência vinculada às instituições públicas e privadas como universidades, órgãos de governo e até mesmo na esfera militar. As práticas de inovação brasileira instigaram os paraguaios a buscarem, no Brasil, capacitação, intercâmbio de conhecimentos e abertura para processos de intercooperação entre os dois países.
Fundada em 1987, a Fecoac é composta por cooperativas financeiras independentes que estão espalhadas por todo o território do país vizinho. Elas congregam mais de 500 mil membros e administram cerca de 5 bilhões de dólares em ativos. A federação tem como foco a oferta de assistência técnica e treinamento para dirigentes e gerentes de cooperativas de crédito do país.
Fonte: Sistema OCB
A Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgaram o manifesto conjunto sobre as propostas previstas no escopo da Reforma Tributária (PEC 45/19) em debate. O texto destaca os pontos de reflexão das entidades e pede que eles sejam respeitados para a plena manutenção das atividades destes setores da economia.
“Todos estamos atentos à reforma e debatendo os impactos, porque sabemos que estas mudanças vão promover crescimento econômico ao criar novas oportunidades, gerar emprego e aumentar a renda dos brasileiros. Sob o aspecto das sociedades cooperativas e empresariais, a garantia da segurança jurídica e a estabilidade nos negócios é a tônica desta reforma. Precisamos, no entanto, de um texto que respeite as especificidades de cada setor para não provocar o efeito inverso, que seria o fechamento de negócios, o aumento do desemprego, e a alta nos preços e do custo de vida das pessoas”, avalia o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, entidade que congrega a CNCoop.
A unificação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Programa de Integração Social (PIS), do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS), do Imposto Sobre Serviços (ISS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), é considerada uma janela que deve ser aproveitada, segundo as entidades. Contudo, elas reforçam que as demandas setoriais precisam ser analisadas uma a uma para não comprometer o desenvolvimento de cada segmento.
Aperfeiçoamento Constitucional
Dentre os tópicos levantados pelas Confederações está o aperfeiçoamento de dispositivos constitucionais para ampliar a segurança jurídica. O adequado tratamento tributário ao ato cooperativo, por exemplo, é considerado mais do que necessário para respeitar as particularidades do modelo societário cooperativista e impedir dupla tributação (para o cooperado e a cooperativa).
Ao final do documento, as confederações solicitaram ao governo federal a realização de estudo que demonstre as diferentes realidades e os impactos setoriais para mensurar os ganhos de eficiência com a simplificação dos tributos.
Manifesto
O Brasil não pode errar na Reforma Tributária
A Reforma Tributária é fundamental para viabilizar um crescimento econômico mais sólido, a partir de um melhor ambiente de negócios e maior segurança jurídica, capaz de gerar mais emprego e renda para os brasileiros.
Na qualidade de Confederações de setores produtivos que empregam 41,7 milhões de trabalhadores e representam quase 60% da economia nacional, compete-nos alertar que as propostas em discussão no Congresso Nacional (PEC 45/2019 e PEC 110/2019) necessitam de ajustes para evitar impactos perversos e riscos à sociedade brasileira.
Não faz sentido reduzir a carga sobre bens nacionais e importados para aumentar sobre os alimentos e serviços, que geram tanta riqueza e empregos em todo o país.
Diante disso, é preciso adotar diferentes alíquotas nos novos tributos que se aproximem das realidades atuais de carga incidentes sobre os respectivos setores, bem como considerar as particularidades dos seus diferentes sistemas de produção. Isso sim garantiria um crescimento econômico sustentável e distribuído.
Se prevalecer a ideia de alíquota única para bens e serviços, haverá um pesado aumento de impostos sobre setores estratégicos no Brasil. A reforma acarretará elevação geral nos preços dos alimentos (mais 22% sobre a cesta básica), dos transportes, da habitação, da mensalidade escolar, da saúde (mais 38% sobre medicamentos e 22% sobre planos de saúde), do advogado, do turismo, da ginástica, do lazer, da segurança e de diversos outros serviços.
Considerando que a população nacional está concentrada nas classes C, D e E, se a carga tributária de impostos sobre o consumo subir para 25% ou mais, os brasileiros teriam menos acesso aos serviços e alimentos. Haveria um forte aumento da informalidade. A Reforma Tributária destruiria parte importante do setor produtivo existente.
O emprego sofreria fortes reflexos negativos. Setores de serviços são os mais intensivos em mão de obra e estão espalhados por cada cidade do Brasil, além de ter maior participação feminina e empregar mais a população de baixa renda.
Os setores econômicos signatários deste manifesto têm plena convicção de que o Brasil não pode errar na Reforma Tributária e, por isso, defendem que as propostas não podem onerar e prejudicar os diferentes setores econômicos e a população brasileira. É possível e necessário buscar consensos para avanços verdadeiros.
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
Confederação Nacional do Transporte (CNT)
Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde)
Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop)
Fonte: Sistema OCB
Os comitês de jovens e mulheres do Sistema OCB – Geração C e Elas Pelo Coop – conquistaram assento em colegiados da Aliança Cooperativa Internacional para as Américas (ACI Américas). A coordenadora Alana Adinaele da Silva Souza ocupará cadeira no Comitê Regional Juvenil de Cooperativas das Américas e Luzi Jorge Reis Vergani, no Comité Regional de Equidad de Género. Os anúncios foram feitos durante as reuniões ordinárias dos dois colegiados, nessa quinta-feira (25). Os grupos foram criados para fomentar os debates acerca da equidade de gênero e da inclusão de jovens alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS’s), previstos na Agenda 2030 da ONU.
Em ambos os encontros, o coordenador de Relações Internacionais do Sistema OCB, João Marcos Martins, falou sobre atuação do cooperativismo brasileiro junto à pauta internacional e contextualizou sobre a relevância da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) para o movimento coop mundial. A ACI é considerada uma das instituições privadas mais antigas do mundo. Foi criada em 1895 e está presente em 112 países. Embora sediada em Bruxelas (Bélgica), há escritórios em outros continentes, como é o caso da ACI Américas – com sede em Costa Rica – que contempla 22 países.
“Essa distribuição vem promovendo o cooperativismo no mundo por meio da integração. Temos 1,2 bilhão de cooperados, 280 milhões de postos de trabalho criados e espalhados em 3 milhões de cooperativas. O Brasil foi o primeiro país não-europeu a presidir a Aliança Cooperativa Internacional, com a liderança de Roberto Rodrigues, que também foi o responsável pela entrada da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) na ACI, em 1989. Depois dele tivemos conselheiros e atualmente o presidente do Sistema OCB, Márcio, é membro do Conselho de Administração da ACI”, contou Martins.
O coordenador explicou que o Sistema OCB atua em assessoria, representação, cooperação e parcerias internacionais. “Estamos presentes na organização das cooperativas dos Brics [bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], do Mercosul e tantas outras. Junto à Organização das Nações Unidas ampliamos nossa atuação na Conferência do Clima e realizamos workshops internacionais. Trabalhamos também em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão vinculado ao Itamaraty, e por meio de parcerias temos capacitado cooperados em Botsuana, Argélia e Timor-Leste. Além de documento traduzido em 13 línguas para venda de nossos produtos e serviços”, descreveu.
Sobre a participação nos comitês internacionais, ele esclareceu que há dois anos – quando os comitês brasileiros estavam se formando - o coop brasileiro tem reservadas as cadeiras nos comitês de jovens e de mulheres da ACI Américas.
Geração C
A coordenadora do Geração C, Alana Adinaele, recebeu a notícia com alegria e disse que se empenhará para fazer um bom trabalho também no comitê estrangeiro. Ela deu continuidade à reunião, relatando o que tem sido feito até o momento pelo colegiado. “Elaboramos nosso regimento interno, o manual de núcleos e comitês e o manual de identidade visual. Na parte de formação e atuação, fizemos a previsão de nossa participação em cursos e palestras (como alunos), ministrando palestras e avaliando conteúdo (como instrutores) e convidando mais jovens a participem (engajadores). Na parte de representação institucional estaremos presentes em eventos regionais e nacionais. E, em intercooperação, estamos mapeando as boas práticas para compartilhamento de informações e incentivo de criação de novos comitês”.
O grupo tratou ainda sobre a criação de um sistema de registros de informações para coletar quantitativos e fortalecer o propósito de cada cooperativa ter seu comitê. Para isto, eles destacaram a importância do alinhamento com as cooperativas e organizações estaduais para trabalhar em conjunto na elaboração de estratégias. Entre as ideias levantadas está o curso de boas práticas em termos de sucessão – disponível na plataforma de aprendizagem CapacitaCoop – e o curso de oratória e comunicação, a ser disponibilizado nas próximas semanas.
Elas Pelo Coop
Na reunião do colegiado feminino foi divulgado o crescimento dos comitês estaduais. Segundo a analista da Gerência de Desenvolvimento de Cooperativas do Sistema OCB, Divani Souza, o Elas Pelo Coop já tem nove comitês estaduais implementados no Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, e o do Rio de Janeiro, implementado em 2010 e chamado de Comitê de Gênero Dona Terezita. A reunião também abordou temas como a utilização dos cursos já disponíveis na plataforma CapacitaCoop como forma de fomentar as novas lideranças. Elas solicitaram a criação de cursos sobre inclusão e igualdade de gênero.
A analista do Núcleo de Inteligência e Inovação, Hellen Beck, participou da reunião e fez uma dinâmica com as mulheres utilizando a ferramenta Miro. Cada participante pôde trabalhar os desafios e oportunidades observados na constituição e manutenção dos comitês femininos, bem como onde pretendem chegar.
Entre as principais oportunidades identificadas para chegar mais longe, elas classificaram como importante o apoio das organizações estaduais com a formação, conhecimento de histórias de sucesso, utilização da CapacitaCoop, liderança participativa, inclusão, garra feminina, a inovação e as redes de apoio. Já sobre os desafios, os apontados foram falta interesse, de evidências de resultados, de incentivos, de comunicação e excesso de atividades, de engajamento e apoio. O medo, o machismo e a centralização de poder também foram citados pelas mulheres.
Como forma de resolver os impasses, elas consideram necessárias a formação e capacitação de mulheres, a criação de curso específico para criação de comitê feminino, o fomento à liderança feminina, o incentivo das organizações estaduais, a cota em conselhos, a comunicação clara e objetiva e o fortalecimento dos núcleos femininos existentes.
Fonte: Sistema OCB
O cooperativismo é uma forma de organização econômica que atua em vários segmentos,
conforme ramos de atuação. A Ocergs é a entidade máxima de representação do cooperativismo e
de seus sete ramos: Agropecuário, Saúde, Crédito, Infraestrutura, Consumo, Transporte e Trabalho,
Produção de Bens e Serviços.
O principal objetivo é a defesa dos seus interesses visando o fortalecimento e desenvolvimento
do sistema, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico de nosso Estado. O
cooperativismo cuida das pessoas e das comunidades nas quais está inserido, gerando trabalho,
renda e melhor oportunidade para todos.
O Sistema ao longo dos anos vem se deparando com uma série de preocupações em relação a
temas que interferem no desempenho e crescimento do cooperativismo no RS.
Com base nesse contexto, o Sistema Ocergs, em nome das cooperativas gaúchas, destaca as pautas que envolvem o cooperativismo gaúcho, como ampliação de espaços de representação, de políticas institucionais e fiscais, além de adequação de políticas de crédito para o segmento.
ESPAÇOS DE REPRESENTAÇÃO: Geração de espaços de representatividade e de participação das cooperativas gaúchas nas políticas públicas;
POLÍTICAS INSTITUCIONAIS: Melhoria da legislação e políticas públicas de apoio e estímulo ao cooperativismo como parte da agenda estratégica de desenvolvimento do Estado;
POLÍTICAS FISCAIS:
a) Inovação e adoção de novas tecnologias e processos para garantir às cooperativas desempenho eficiente, competitividade e garantia de condições necessárias para o seu desenvolvimento.
b) Revisão da política tributária, para dar isonomia e equilíbrio competitivo às cooperativas frente a outros estados nos distintos setores da produção;
POLÍTICAS DE CRÉDITOS:
a) Atuação do ramo Crédito em todas as questões que envolvam operações bancárias com atuação direta no segmento público;
b) Disponibilização de programas e adequação de linhas de crédito para todos os ramos do cooperativismo gaúcho, garantindo a continuidade das atuais políticas de fomento ao modelo de negócio cooperativista.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA:
a) Investimentos setoriais, priorizando a integração do sistema rodoviário, ferroviário, hidroviário e portos na melhoria da logística de transportes, bem como energia de qualidade no setor rural e urbano;
b) Incentivo às cooperativas de Infraestrutura para levar conectividade ao campo;
c) Segurança jurídica para as cooperativas e ambiente favorável para atuar no setor, melhorando sua competitividade em relação aos outros estados.
RAMO SAÚDE: Implementação de parcerias público-privadas entre as cooperativas do ramo Saúde e o governo do Estado, oportunizando prestação de serviços especializados.
POLÍTICA AMBIENTAL: Revisão e implementação de mecanismos mais ágeis no processo de licenciamento nos projetos de investimentos para viabilizar a irrigação e a reservação de água/atualização da legislação.
DEFESA SANITÁRIA: Investimento e atenção aos serviços de defesa sanitária, condição importante para manutenção e abertura de novos mercados.
EDUCAÇÃO COOPERATIVA:
- Inclusão da educação cooperativa na base estadual curricular das escolas do Rio Grande do Sul de forma interdisciplinar, estimulando o conhecimento e aprendizado sobre cooperação desde infância até o nível técnico e médio.
Conheça também a Agenda Institucional do Sistema OCB que contempla os temas prioritários para o setor em 2023, por ramos AQUI.
A relevância dos serviços de distribuição de energia elétrica e internet prestados por cooperativas gaúchas motivou os coordenadores de Meio Ambiente e Energia e de Ramos da Gerência de Relações Institucionais, Marco Morato e Hugo Andrade, a visitarem nesta semana as sedes da Coprel e da Ceriluz para conhecerem as obras de infraestrutura e novos projetos. Os coordenadores foram acompanhados pela engenheira de Energia e trainee do Ramo Infraestrutura, Thayná Côrtes Pereira.
“Achei fantástica essa visão da Coprel de criar um braço voltado apenas para soluções. Isso é a materialização de ouvir os cooperados e entender o processo. Quando você presta esse tipo de serviço, significa que tem uma afinação muito grande com o seu público e que está entregando uma solução, facilitando a vida dele e criando um novo negócio, com novos colaboradores, gerando emprego e renda ali na região”, parabenizou Morato.
De acordo com ele, as ações das cooperativas de energia simbolizam grande potencial para o futuro do coop. “Acreditamos muito na evolução do Ramo Infraestrutura, que hoje reúne 20 milhões de cooperados vinculados ao Sistema OCB. Então, somos 20 milhões de consumidores de energia. É essa a nossa aposta: que nossas cooperativas de infraestrutura sejam capazes de suprir todo o cooperativismo”.
Já Hugo Andrade expressou estar impressionado com a pluralidade de atuação das coops. “Elas são referência e mergulhar um pouco no funcionamento desses processos é uma experiência muito rica para nós que atuamos junto aos órgãos reguladores e normatizadores. Certamente voltaremos para Brasília munidos de informações para avançarmos ainda mais no Ramo Infraestrutura, que é bem abrangente”, declarou.
As impressões da engenheira de Energia, Thayná, também foram positivas. “O mais interessante foi observar de perto como a cooperativa se preocupa com os anseios dos cooperados. A demanda telecom chegou, e mesmo sendo coops de energia, elas pensaram: o cooperado precisa e a gente vai fazer. Muito importante integrar várias atividades e desenvolver comunidades, municípios, além de ofertar serviços de grande importância com qualidade”, considerou.
Na Coprel, a comitiva foi recepcionada pelo presidente da associação e também da Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop), Jânio Stefanello; e pelos facilitadores Edson Pedrotti, Herton Azzolin, Luis Fernando Volpato, Marcos Eidt e Mateus Stefanello. O grupo também visitou as obras da da PCH Tio Hugo. Já na Ceriluz o grupo foi recebido pelo presidente, Guilherme Schmidt de Pauli, e dirigentes, além do presidente da Cooperluz de Santa Rosa, Querino Volkmer, e pelo presidente da Certhil de Três de Maio, Celso Benedetti. Na visita à Ceriluz, os coordenadores e a trainee visitaram ainda as obras da PCH Linha Onze Oeste. Em Coronel Barros, visitaram a barragem, o túnel e a casa de máquinas.
Ceriluz: A Ceriluz atende 24 municípios da região Noroeste do Rio Grande do Sul com as usinas: Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Nilo Bonfanti, em Chiapetta; Pequena Central Hidrelétrica (PCH) José Barasuol e PCH RS-155, ambas em Ijuí/; além da parceria com empresas de Sociedade de Propósito Específico (SPE), de geração de energia. A coop conta também com as subestações Chorão, em Ijuí e São Jacó, em Santo Augusto. Em números gerais, a cooperativa possuiu 4.095 transformadores monofásicos; 1.021 transformadores trifásicos; 42.690 postes de concreto; 3.144 km de rede de média tensão e 1.039 de baixa tensão.
Coprel: Já a Coprel, com 55 anos de atuação, atende 72 municípios com 17.998 km de rede, 183 postes; 17.167 transformadores; 12 usinas; 4 subestações. Atende ainda 43 municípios com seus serviços de internet. A coop já se consolidou no mercado gaúcho como referência em internet, telefonia, TV por assinatura e soluções para seus cooperados e consumidores residenciais e empresariais.
Fonte: Sistema OCB
Com apoio de todos os deputados, a Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo (Frencoop) estadual foi reinstalada na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (3). Liderada pelo deputado Elton Weber, a Frencoop-RS busca dar protagonismo para as pautas que envolvem o cooperativismo gaúcho, como ampliação de espaços de representação, de políticas institucionais e fiscais, além de adequação de políticas de crédito para o segmento.
Para o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, a adesão em peso de todos os parlamentares gaúchos é fundamental para o fortalecimento do cooperativismo. “É aqui no Parlamento que as coisas acontecem. Temos uma série de demandas em todos os ramos do cooperativismo e precisamos dessa integração para que nossas pautas tenham voz. O cooperativismo é um caminho irreversível para o crescimento da economia gaúcha", destacou Hartmann.
O Plano Gaúcho de Cooperativismo (RSCOOP150), planejamento estratégico para os próximos cinco anos do Sistema Ocergs, foi detalhado pelo presidente durante a reinstalação. A partir desse planejamento, as cooperativas gaúchas projetam 100 mil empregos diretos e R$ 300 milhões de investimento em capacitação até 2027. Planejam ainda R$ 7,5 bilhões de sobras líquidas anuais em cinco anos.
“Estamos investindo em capacitação porque temos de ser melhores que qualquer instituição. Nesse período, queremos dobrar o faturamento, aumentar o número de associados e crescer em rentabilidade. Precisamos avançar mais para termos cooperativas rentáveis, que possam realmente ser pujantes na construção desse modelo econômico tão importante para o Rio Grande do Sul”, reiterou Hartmann.
Além da presença de diversos deputados, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa, Vilmar Zanchin, o ato foi prestigiado pelos secretários Artur Lemos (Casa Civil), Ronaldo Santini (Desenvolvimento Rural), Beto Fantinel (Assistência Social) e Ernani Polo (Desenvolvimento Econômico).
Cooperativas crescem em 2022, mesmo com PIB em queda
Uma prévia do relatório anual Expressão do Cooperativismo do Rio Grande do Sul 2023, do Sistema Ocergs, aponta que as cooperativas do ramo agropecuário apresentaram, em 2022, crescimento de 3,4% em seus ingressos e de 13,6% em suas sobras. A análise completa será lançada em junho deste ano.
