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Cooperativismo tem grupo de trabalho no governo do Estado

 

     Em reunião-almoço realizada ontem (18/04) no Galpão Gaúcho do Palácio Piratini, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, oficializou o Grupo de Trabalho do Cooperativismo Gaúcho, formado por lideranças políticas, de entidades públicas e representativas e gestores de cooperativas gaúchas. A missão do Grupo de Trabalho é formular, nos próximos 90 dias, um projeto de reestruturação do cooperativismo gaúcho, fundamentado em uma pauta discutida anteriormente pelo governo estadual e diversas entidades ligadas ao setor cooperativista do campo.

     “Queremos constituir um sistema político-administrativo na base e em torno do cooperativismo”, declarou o governador Tarso Genro. “A riqueza do Estado está centrada nas cooperativas e elas precisam se fortalecer. Em conjunto, de maneira organizada, sustentadas por uma política estadual firme. Precisam intercooperar, não competir. Vamos duplicar a importância do cooperativismo e colocá-lo em um novo patamar do desenvolvimento”, afirmou o governador.

     O secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, foi quem apresentou os itens que constituem a pauta do projeto. Ele explicou que “o Grupo vai trabalhar, inicialmente, pelo desenvolvimento do cooperativismo rural, que é emergencial. Posteriormente, o cooperativismo urbano também será pensado”.

Gestão e inovação
 
     O primeiro item da pauta do futuro projeto é a formulação de um novo modelo para o sistema cooperativista do Rio Grande do Sul. “O cooperativismo tem grande força política, mas pouca intercooperação no mercado”, opinou, afirmando também que é importante oferecer às cooperativas um novo modelo de gestão. Para Pavan, a inovação tecnológica, tanto na produção quando na gestão, é um grande desafio para o cooperativismo.

Políticas tributárias e acesso ao crédito

     Pavan apontou a reformulação das políticas tributárias como um compromisso do governo estadual com o cooperativismo. De acordo com ele, as cooperativas, que produzem matéria-prima, sofrem concorrência desleal das empresas que apenas compram essa matéria-prima no Estado. “Precisamos adequar a legislação para acabar com a disparidade de tributação entre pequenas empresas e cooperativas, inclusive com relação ao Fundopem”, disse o secretário.

     O governo estadual apontou ainda a dificuldade de acesso ao crédito como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do cooperativismo. Para Pavan, “o BNDESPAR tem sido uma política predatória”.

     Finalizando a apresentação, o secretário citou a importância de revisar a questão do endividamento das cooperativas para que se viabilize o desenvolvimento do sistema.
 
Reconhecimento

    “Hoje, o Estado está reconhecendo a importância das cooperativas, que sempre investiram em infraestrutura e assistência técnica para o produtor e são responsáveis pela inclusão social de 40 mil pequenos produtores de leite”, declarou o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius. “O Rio Grande do Sul pode ter certeza de que as cooperativas estarão sempre a seu lado para crescer junto com o Estado e fortalecê-lo”, garantiu Perius, apoiado pelo presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (FecoAgro/RS), Rui Polidoro Pinto, e dirigentes de cooperativas”.
 
Grupo de Trabalho:

Coordenador:
Secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan

Representantes do Governo:
Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo: Gervásio Plucinski;
Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento: José Miguel Pretto;
Secretaria da Fazenda: Sílvio Barbosa dos Reis;
Banrisul: Guilherme Cassel;
BRDE: José Hermeto Hoffmann;
Badesul: Lindamir Teresinha Verbiski;
Assessoria Superior do Governador: João Vittor Domingues e Milton Viário.

Representantes da Ocergs/FecoAgro/RS:
Vergílio Frederico Perius, presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS
Rui Polidoro Pinto, presidente da FecoAgro/RS
Caio Vianna, presidente da CCGL;
Aquelino Delalibera, presidente da Coopibi;
Hélio Marchioro, diretor da Fecovinho;
Nei Mânica, presidente da Cotrijal;
Tarcísio Mineto, economista da FecoAgro/RS.
 
Representantes da Unicafes:
Claúdio Risson; Ailton Croda; Clamir Balen; Paulo Kreutz.

Representante da Coceargs:
Emerson Giacomelli.
 

 

Assembleia Geral Ordinária da Ocergs ocorre hoje

      Todas as cooperativas registradas na Ocergs (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul) estão convocadas a participar da Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade, que ocorrerá no dia 26 de abril. O encontro será no auditório do Centro de Formação Profissional Cooperativista, localizado na Rua Berlim, 409, Porto Alegre. A primeira convocação será às 8h e a última às 10h.

      A pauta da AGO é a seguinte:
1- Apreciar a Prestação de Contas do exercício de 2010, incluindo o parecer do Conselho Fiscal e o da Auditoria, o Relatório de Gestão, o Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Resultados.
2- Apreciar o Plano de Trabalho, o Orçamento de Receitas e Despesas do exercício de 2011.
3- Homologar a fixação do valor de Cédulas de Presença dos integrantes do Conselho Diretor, Fiscal, Ética e da remuneração do presidente e do 1º vice-presidente.
4- Autorizar o presidente da entidade a firmar convenções coletivas e/ou acordos em processos de revisão e/ou dissídios coletivos.
5- Definir o valor da Contribuição Assistencial para o exercício de 2012.
6- Autorizar a propor dissolução do IDESC.
7- Assuntos gerais, sem caráter decisório.

ESCOOP é credenciada por Conselho Nacional de Educação

      Em reunião ordinária realizada na tarde de hoje (07/04), o Conselho Nacional de Educação (CNE) deu parecer positivo e unânime à ESCOOP – Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo do Sescoop/RS. Esta é a primeira faculdade de cooperativismo do Sistema S brasileiro.

      A ESCOOP é uma iniciativa do Sescoop/RS surgida de uma lacuna na capacitação das lideranças de cooperativas gaúchas. A primeira experiência, que culminou na criação da Faculdade, ocorreu entre os anos de 2007 e 2010, no Curso Superior em Gestão de Cooperativas, o Gescoop, realizado em parceria com a Univates. A graduação formou sua primeira turma em maio de 2010.

      Antes do credenciamento, a Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo já havia tido duas avaliações do Ministério da Educação: sua estrutura obteve conceito 4 e o Curso Tecnólogo em Gestão de Cooperativas recebeu conceito 5, o máximo creditado.

      O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, ressalta que a ESCOOP tem como objetivo formar gestores para melhorar a governança cooperativa do Rio Grande do Sul. A Faculdade de Tecnologia é a primeira do País direcionada especificamente para o ensino do cooperativismo. Seu funcionamento, na visão de Perius, representará um salto de qualidade no cenário das cooperativas gaúchas.

      A sede da ESCOOP é o Centro de Formação Profissional Cooperativista do Sescoop/RS, localizado em Porto Alegre. Trata-se de uma estrutura com salas de aula, biblioteca, auditório, sala de informática, estacionamento e espaço de conveniência. O local já está disponível às cooperativas para capacitações e cursos de pós-graduação realizados pelo Sescoop/RS em parceria com universidades desde 2009, quando foi inaugurado.

Inicia primeira fase do projeto de Reestruturação das Agropecuárias

        Os presidentes das cooperativas integrantes do projeto de governança corporativa, que tem como objetivo a reestruturação das Agropecuárias, reuniram-se em Porto Alegre no dia 05 de abril para discutir as próximas etapas. Os dirigentes examinaram as obrigações contratuais e a participação financeira das cooperativas, além de definirem o cronograma de ações dos próximos 18 meses.

        Na reunião anterior, realizada no final de 2010, o grupo definiu os principais critérios para a contratação de uma empresa de auditoria e consultoria especializada para execução do processo. A empresa vencedora da licitação foi o Rabobank International Brasil, que faz parte do grupo holandês Rabobank, um banco com mais de nove milhões de clientes e presente em 43 países. “Estamos muito felizes em participar deste projeto. A comissão já foi composta e grandes nomes de nossa equipe foram designados para fazer parte dela”, afirmou o gerente de projetos do Rabobank, Dante Pozzi, que veio de São Paulo para participar do encontro. “Sabemos que há um longo caminho a ser percorrido. Internamente, o projeto recebeu o apelido de Hércules”, declarou, garantindo que o status do projeto no Rabobank é dos mais elevados.
 
        A partir de agora, o desafio é a execução do objeto contratado: auditoria e consultoria às 48 cooperativas que participam do Projeto. De acordo com o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, o trabalho dos próximos 12 meses será de análises, avaliações e pesquisas.

       Inicialmente, será fornecido um relatório de análise dos cenários internacional, nacional, regional e local das cadeias produtivas, englobando as atividades de todas as cooperativas envolvidas. Depois, cada uma delas receberá um relatório individual, no qual constarão informações sobre os aspectos gerais, quadro social, empregados e prestadores de serviços, situação da cooperativa no mercado e análise estratégica. Perius explica: “O primeiro relatório é setorizado. O setor vitivinícola, por exemplo, organiza-se em uma governança. Depois, cada cooperativa vinícola terá seu relatório individual.” Por fim, dentro de 11 meses, as cooperativas receberão o relatório de estratégias de negócios.

       A fase seguinte à dos relatórios é colocar em prática a governança. Para isso, serão levados em conta todos os aspectos analisados anteriormente e executadas ações de planejamento mercadológico, estratégias competitivas e projetos de capitalização. “O relatório final apontará alternativas, mas os dirigentes escolherão os caminhos”, ressalta o gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Mario De Conto.

       No dia 25 de abril, um dia antes da Assembleia Geral da Ocergs, os presidentes das 48 cooperativas assinarão o contrato de execução e participação financeira. O investimento estimado para a realização do projeto de reestruturação é de R$ 4,2 milhões. Deste valor, 70% será custeado pelo Sescoop/RS, 20,13% pelo Sicredi e 9,87% pelo grupo de cooperativas participantes. Conforme explicou o superintendente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Norberto Tomasini, essas cooperativas serão divididas em três grupos, de acordo com o faturamento, e o investimento aplicado por elas será proporcional a esse valor. Juntas, elas somaram um faturamento de R$ 8,5 bilhões em 2009.

      Histórico do projeto de Reestruturação das Cooperativas Agropecuárias

      As discussões sobre a reestruturação das cooperativas Agropecuárias começaram em janeiro de 2010. Para encaminhar o projeto, foi instituída uma comissão, coordenada pelo presidente da Cotrijal, Nei Mânica. Além dele e do presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, participam da comissão os presidentes Rui Polidoro Pinto, da FecoAgro/RS; Orlando Müller, da Central Sicredi Sul; Álvaro Lima da Silva, da Fecolã; Alceu Dalle Molle, da Fecovinho; André Barreto, da Fearroz; Paulo César Pires, da Coopatrigo; Walter Vontobel, da Cotrisal; Darci Hartmann, da CCGL; Daniel Colombo, da Cotriel. Também auxiliam no processo o gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Mario De Conto; o diretor financeiro do Banco Cooperativo Sicredi, Fernando Marchet; e o auditor da CCGL, Airton Donatti.

     Para o presidente da Cotrijal e coordenador do projeto, Nei Mânica, o procedimento visa identificar problemas e reorganizar o cooperativismo. “O maior desafio é que as cooperativas tenham o entendimento de que são um sistema. Esse diagnóstico vai mostrar o potencial e a realidade de cada cooperativa”, disse. O dirigente garante que o sigilo das informações levantadas nas cooperativas será mantido.

      “Nós, que vivemos sob a mesma bandeira do cooperativismo, não podemos nos conformar com o insucesso do sistema. Temos que fortalecer a imagem do cooperativismo e, para isso, temos que nos ajudar”, destacou o presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Müller. O presidente da FecoAgro/RS, Rui Polidoro Pinto, salientou que o projeto de reestruturação das cooperativas Agropecuárias é um grande desafio: “Seguramente, no decorrer desses dois anos, teremos dado passos importantes”, estima. 
 

Sescoop/RS inaugura novo conceito de comunicação

 

     A campanha do Sescoop - entidade responsável pelo fomento, desenvolvimento e promoção do cooperativismo gaúcho, que estreia na mídia no próximo dia 24 de março, inaugura uma nova fase na comunicação da instituição. Trabalhando pela primeira vez com uma agência de publicidade, escolhida através de processo licitatório, o objetivo é promover o cooperativismo, mostrando a sua força para o desenvolvimento do RS e despertar assim o orgulho dos seus associados em fazer parte deste negócio.

     A campanha assinada pela Competece traz o conceito “Cooperativismo, a grande força do Rio Grande”, refletindo um mercado que hoje movimenta R$ 18 bilhões em faturamento anual, responde por 50 mil empregos diretos e envolve 2 milhões de associados de diversos segmentos da cadeia produtiva do Estado. A construção da logomarca, segundo João Satt, diretor-presidente do Grupo Competence, se pautou nesta força. O símbolo utilizado expressa a união das pessoas e as cores identificam o estado. “A logo tem o propósito de humanizar. De mostrar a força da união das pessoas,” anuncia João.

     A primeira fase da campanha, que tem início no dia 24, é composta de anúncios nos principais jornais e rádio do RS, sendo que primeiro dia trará uma ação especial ao longo da programação da Gaúcha. “Ao longo de todo o dia, os apresentadores da rádio farão intervenções ao vivo sobre todas as áreas onde o cooperativismo está inserido e o quanto movimenta,” informa.

     Para reforçar a mensagem da força gaúcha, a interpretação do jingle ficou por conta do cantor e compositor Neto Fagundes.
 

Ocergs solicita Procap-Agro à presidência do BNDES

     A Ocergs – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul, em nome das cooperativas singulares, federações e centrais do Rio Grande do Sul, solicitou ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a consolidação do financiamento do Procap-Agro às cooperativas que já se encontram aptas à contratação junto aos seus agentes financeiros. O documento foi enviado hoje (22/03) ao Banco de Desenvolvimento Econômico e Social.    

    Desde 2009, as cooperativas Agropecuárias pleiteiam o Programa Específico de Capitalização, oferecido pelo BNDES e regulamentado através do Procap-Agro. Tão logo o Procap-Agro foi criado, as cooperativas passaram a elaborar projetos, avaliar bens, minutas de contratos, elevações nos limites de crédito e providenciar toda a documentação exigida. Foram requeridas reuniões e assembleias gerais com associados e, por conta disso, demandou-se muito tempo até a assinatura do termo de adesão entre essas e os bancos.

    Depois de tudo pronto e atendido, faltando apenas a assinatura do contrato, as cooperativas foram surpreendidas com o aviso da Seagri (Secretaria de Gestão da Carteira Agropecuária), que, através do comunicado 4/211, suspendeu o encaminhamento dos pedidos que já existem nos bancos.

    A Ocergs ressalta que as Agropecuárias representam 25,66% do total de cooperativas existentes no Estado e participam com 60% do PIB agropecuário gaúcho, empregando 60% das pessoas que trabalham no sistema cooperativo no Estado. Elas são o suporte social e econômico dos produtores e da produção agropecuária do Rio Grande do Sul, auxiliando o governo em seus programas de armazenagem, escoamento da safra, compras para os programas sociais, na comercialização dos produtos agrícolas, bem como assistência técnica continuada.

Jovem Aprendiz realiza formatura no Mundo Cooperativo Gaúcho

     A tarde desta quinta-feira (17/03) marcou a formatura de 49 alunos do Programa Jovem Aprendiz promovido pelo Sescoop/RS. A cerimônia ocorreu no Mundo Cooperativo Gaúcho, espaço do cooperativismo na Expodireto Cotrijal. Os formandos de Não-Me-Toque realizaram mil horas entre teoria e prática para serem capacitados no curso de assistente administrativo para cooperativas. Executado pela Coeducars no município, o Programa contemplou jovens de 14 a 24 anos das cooperativas Cotrijal e Sicredi Alto Jacuí.
     Para o vice-presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Irno Pretto, a profissionalização é fundamental para a entrada no mercado de trabalho. Conforme ele, o Jovem Aprendiz formará gestores para as cooperativas. “Nós, como dirigentes, ficamos felizes vendo jovens que poderão nos substituir”. O presidente da Cotrijal e da Expodireto, Nei Mânica, também ressaltou a importância do Programa para o futuro do cooperativismo. “Vocês são a essência de um projeto que nos trará grandes lideranças”, disse. Mânica apontou que dez alunos de turmas anteriores  já foram contratados pela Cotrijal.
     Também participaram da formatura o presidente da Coeducars, Ricardo Lermen; o presidente do Sicredi Alto Jacuí, José Celeste De Negri; o gerente da Unidade da Cotrijal de Não-Me-Toque, Airton Mário Gorgen; o gerente administrativo da Cotrijal, Ivanir Tognon; e o gerente de Desenvolvimento Cooperativista, Enio Schroeder.

Jovem Aprendiz
     O Programa Jovem Aprendiz é desenvolvido em cumprimento à Lei Federal 10.097/2000, que determina que as empresas devem ter, em seu quadro de funcionários, no mínimo 5% e no máximo 15% de jovens aprendizes, cujas funções exijam formação profissional. O Programa promovido pelo Sescoop/RS capacitou mais de 800 jovens no ano passado, distribuídos em 36 turmas pelo Estado.

Unidades estaduais trabalham pelo alinhamento estratégico do Sistema

 

     Superintendentes e técnicos de planejamento das unidades estaduais do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) estão reunidos em Brasília (DF) para construir um alinhamento estratégico sistêmico. Eles participam de um evento de capacitação promovido pela unidade nacional do Sescoop, na sede do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). A ação reúne cerca de 60 participantes e tem a coordenação da Assessoria de Gestão Estratégica da unidade nacional. O Rio Grande do Sul está sendo representado pelo superintendente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Norberto Tomasini, e pelo coordenador de projetos do departamento de Formação Profissional do Sescoop/RS, Helio Loureiro de Oliveira.

     Na abertura do encontro, o superintendente do Sescoop, Luís Tadeu Prudente Santos, enfatizou que o trabalho será realizado a partir de um processo de construção participativa. “Nossa intenção é disseminar informações e capacitar os estados para a elaboração dos seus respectivos planejamentos estratégicos, contemplando suas especificidades, tendo como  diretriz o Planejamento Estratégico Sescoop 2010-2013", informou ele.

     O evento tem duração de três dias, de 7 a 9 de fevereiro. Ontem (7/2), foram apresentados o ciclo de planejamento estratégico do Sescoop, princípios e premissas, metodologia de elaboração, entre outros temas, além de trabalhos em grupo. A programação inclui ainda trabalhos em grupo e sessões plenárias.

Pesquisadores em cooperativismo se reúnem na Capital Federal

     A OCB sediou nesta segunda-feira (7/2) a primeira reunião da Rede Brasileira de Pesquisadores em Cooperativismo (RBPC). Participaram dez professores que se dedicam ao estudo do tema e que constituem o núcleo central de discussão sobre a formatação e atuação da Rede. O coordenador técnico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Derli Schmidt, representou o Rio Grande do Sul. 
 
     Segundo Andréa Sayar, gerente de Apoio ao Desenvolvimento em Gestão (GEADG), do Sescoop, o grupo tratou de propostas referentes a linhas de pesquisas a serem desenvolvidas e seu alinhamento com as demandas de conhecimentos apresentadas pelo Sistema Cooperativista Brasileiro. O evento tratou ainda da forma de trabalho e da interlocução das universidades com a  OCB, e o Sescoop. “Hoje nós  verificamos que uma das principais demandas é a criação de um banco de dados nacional das cooperativas que viabilize a fundamentação de novas pesquisas do setor”.

     A RBPC foi criada no ano passado durante o I Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo, promovido pelo Sescoop, com o apoio da OCB, em Brasília. "Entre outros objetivos", destaca Andréa, "a RBPC pretende contribuir para a geração de estudos e pesquisas que sejam aplicáveis a todo o Sistema Cooperativista".

* Com informações do Sistema OCB

Ramo Transporte constitui Central

 

     O cooperativismo gaúcho tem uma nova Central: no dia 25 de janeiro, o ramo Transporte constituiu uma cooperativa de segundo grau, chamada Central Rede Transporte. “O objetivo é organizar o setor nas áreas técnica, contábil, jurídica e comercial”, explica o presidente da Câmara Temática de Transporte Internacional da Ocergs (CTTI), Abel Paré, um dos idealizadores do projeto.

     A reunião do dia 25 aprovou o estatuto social da Central, aprovou a adesão das cooperativas singulares para filiação e elegeu o Conselho de Administração, cuja composição é: Abel Moreira Paré como presidente; Luiz Helio Girotto, conselheiro fiscal da Cooperlogin, na vice- vice-presidência; Roberto Brezolin, presidente da Cotraibi, como diretor administrativo-financeiro; José Luis Santin, presidente da Cotramar, na função de diretor Operacional, de Desenvolvimento e Educação; e Astrogildo Frederico Saballa dos Santos, integrante do Conselho de Administração da Coomabel, como secretário.

Histórico

    Segundo Paré, os planos de criar uma Central do ramo Transporte existem desde 2004. Em julho de 2010, criou-se a Comissão de Constituição da Central de Cooperativas de Transporte – Rede Transporte, secretariada pelo pedagogo e administrador Paulo Campos e sob a coordenação de Luiz Helio Girotto. Para definir o regimento e funcionamento da futura Central, a Comissão de Constituição contou com o apoio da Ocergs e visitou Centrais de outros ramos. Releia matéria publicada em dezembro do ano passado.   
 

Ocergs reforça propostas de políticas públicas junto ao governo estadual

 

    A Diretoria da Ocergs e outros representantes do setor cooperativista gaúcho se reuniram na manhã do dia 11 de janeiro com o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan. O objetivo foi reforçar, junto à Secretaria, as propostas apresentadas em agosto de 2010 ao atual governador do Estado, Tarso Genro, e aos demais candidatos ao governo.

    A plataforma de políticas públicas para o cooperativismo se fundamenta, basicamente, em cinco temas, que abordam questões institucionais, fiscais, de infraestrutura, de habitação e de trabalho. Participaram do encontro, além do secretário Pavan, o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius; o vice, Irno Pretto; o assessor jurídico da Ocergs, Mário de Conto; o superintendente do Sistema, Norberto Tomasini; o vice-presidente da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld; o presidente da Fecolã, Álvaro Lima da Silva; e Gervasio Plusinski, representante da Secretaria. Os representantes do cooperativismo ressaltaram algumas das propostas da plataforma, detalhando alguns pontos.

    Um deles é a questão da rede elétrica no meio rural. Perius salientou que o Rio Grande do Sul tem cerca de 40 mil pequenos produtores de leite, que sofrem com deficiências na rede elétrica e têm seu produto e sua qualidade de vida prejudicados. A Ocergs propõe, entre outros itens relacionados à infraestrutura, a constituição de um programa de financiamento para os pequenos produtores rurais, visando a transformação de redes de distribuição de energia elétrica monofásica em redes bifásica e trifásica. Pede também incentivo para implementação de melhorias nos serviços de infraestrutura e logística, armazenagem, movimentação de cargas e sistema de segurança nos terminais portuários, com vistas a alcançar a integração de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos do estado. “Sabemos que as áreas com cooperativas de eletrificação são onde a comunidade está mais bem atendida”, reconhece Pavan.

    Outra proposta da plataforma de políticas públicas para o cooperativismo é com relação ao fisco estadual, que não leva plenamente em conta a natureza jurídica do ato cooperativo, nem o papel social das cooperativas na inclusão de milhares de gaúchos. Perius explica: “O principal problema é a falta de isonomia tributária. O Fundopem, por exemplo, é um mecanismo importante para a atratividade de empresas que vem de fora do Estado e do País. Porém, ainda é um instrumento injusto para cooperativas e outras empresas que se estabeleceram há mais tempo no Rio Grande do Sul, já que, na agricultura e na pecuária, a matéria-prima não se dá pela natureza, ela tem que ser produzida. As empresas deveriam ter um compromisso claro de investimento de 20% do valor do financiamento e do benefício obtido, para incentivar a produção de matérias-primas”. Ainda no contexto de incentivos financeiros e fiscais, foi lembrada ao secretário a urgência em fixar alíquotas de ICMS menores no consumo de energia elétrica rural.

    Para Pavan, as cooperativas cumprem, em grande parte, o papel do Estado, mas não são compensadas por isso. “Deve haver vantagens quem se esforçou ao longo da vida para ficar ao lado dos pequenos, para mantê-los incluídos no mercado”, afirmou o secretário.

    Por último, Perius abordou a questão do cooperativismo Habitacional, retomando um projeto que nasceu em 2008 e pelo qual a Ocergs, após um trabalho realizado em conjunto com cooperativas Habitacionais de todo o Estado, sugeriu mais de 70 áreas públicas que poderiam ser repassadas a cooperativas para a construção de moradias. “São áreas ociosas, perfeitas para a construção de condomínios habitacionais”, garante Perius.

    “Assumo o compromisso de ajudar as cooperativas, pelo caminho legal e mantendo o foco no produtor”, garantiu Pavan, finalizando o encontro. O secretário recebeu, da Diretoria da Ocergs, o documento completo com as propostas do cooperativismo ao governo do Estado. A plataforma pode ser encontrada no jornal O Interior de agosto de 2010, página 12. É possível acessar a edição pelo site do Sistema Ocergs-Sescoop/RS.
 

Campanha pelos sobreviventes da tragédia no Rio de Janeiro

     O Sistema Ocergs-Sescoop/RS está engajado na campanha de auxílio aos brasileiros vítimas da tragédia que ocorreu no Rio de Janeiro. A campanha busca doações de produtos de higiene e limpeza, alimentos não perecíveis, água e roupa, e é promovida pelo Coep/RS (Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida).
     As doações podem ser entregues na sede do Sistema Ocergs-Sescoop/RS (Rua Félix da Cunha, nº 12, Bairro Floresta, Porto Alegre), que levará a caixa de arrecadações ao posto de recolhimento montado pela Defesa Civil no Cais do Porto (Armazém 7). A Defesa Civil fará o transporte até o Rio de Janeiro.

A tragédia
     A tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro completa uma semana nesta terça-feira (18/01) e já soma 680 mortos, segundo os números oficiais das prefeituras das cidades devastadas pelas chuvas. Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 318 mortos em Nova Friburgo, 277 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro, 6 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim.
     A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil informa que são 665 mortos no estado, sendo 312 em Nova Friburgo, 276 em Teresópolis, 58 em Petrópolis (incluindo corpos encontrados em São José do Vale do Rio Preto) e 19 em Sumidouro.
     Segundo a Polícia Civil, 676 corpos já foram resgatados e identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal. As buscas por outras vítimas que ainda estejam soterradas e o trabalho de resgate da população que ainda se encontra em áreas isoladas na Região Serrana do Rio entraram em seu sexto dia.
     Esta já é a maior desastre natural da história Brasil. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.
 
Fonte: Globo.com
 
O Coep
     O COEP – Comitê de Entidades no Combate à Fome e pela Vida – foi criado em 1993, em meio à intensa mobilização da sociedade civil deflagrada pelo Movimento pela Ética na Política, tendo entre seus idealizadores o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. O objetivo era reunir empresas para somar esforços na articulação e implementação de ações voltadas para o combate à fome e à miséria.
     Inicialmente, eram 30 as entidades envolvidas; hoje, o COEP é um dos principais articuladores junto a organizações públicas e privadas para a promoção de iniciativas visando o desenvolvimento humano e social, em especial as realizadas em comunidades de baixa renda de todo o país.
     São mais de 1.100 instituições envolvidas nas 27 unidades da federação e em 29 municípios, incluindo entidades de classe e universidades, nas quais funcionários, colaboradores, professores e alunos são incentivados a participar de diferentes projetos sociais.

Cooperativismo gaúcho é apresentado a grupo de São Paulo

 

     Uma comitiva de cooperativistas de São Paulo conheceu mais sobre o cooperativismo do Rio Grande do Sul durante os dias 13 e 14 de janeiro. Os profissionais do Sescoop/SP Sergio Dias, do núcleo de Formação Profissional, e Conceição Barros, consultora especializada no ramo Infraestrutura, estiveram no Estado, juntamente com o presidente da Fecoeresp (Federação das Cooperativas de Eletrificação Rural do Estado de São Paulo), Danilo Roque Pasin; e com os representantes das cooperativas de Infraestrutura Cerim e Cervam, Eraldo Francisco Sonego e Roberto Longati, respectivamente. O grupo foi acompanhado pelo presidente da Fecoergs (Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul), Jânio Stefanello, e pelo superintendente, José Zordan. O objetivo foi promover a troca de experiências no ramo Infraestrutura.

     Na tarde do dia 13, a comitiva esteve no Centro de Formação Profissional Cooperativista do Sescoop/RS. O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, mostrou dados sobre o cooperativismo gaúcho. O Estado possui 728 cooperativas, 1.924.384 associados e 49.072 empregados. As cooperativas são responsáveis por 10,11% do PIB do Rio Grande do Sul e por 59,57% do PIB Agropecuário. Também foram apresentados os principais projetos do Sescoop/RS, como a futura Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop, o Programa Jovem Aprendiz, a reestruturação das cooperativas Agropecuárias e o Festival O Rio Grande Canta o Cooperativismo. O superintendente do Sescoop/RS, Norberto Tomasini; o gerente jurídico, Mario De Conto; o gerente de Desenvolvimento Humano, José Zigomar Vieira dos Santos; e o coordenador de Projetos, Hélio Loureiro de Oliveira, especificaram os procedimentos do Sescoop/RS.

     Além da visita ao Sistema Ocergs-Sescoop/RS, a programação contou com um encontro na Fecoergs, onde foram apresentados o planejamento estratégico, os procedimentos e a capacitação de técnicos do ramo Infraestrutura. A comitiva paulista conheceu também uma escola de treinamento da Federação, em Teutônia. 

Assembleia Legislativa destaca cooperativismo do Rio Grande do Sul

 

     No dia 26 de janeiro, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL) será palco de um grande evento em homenagem ao sistema cooperativista gaúcho. “Cooperativismo: o sucesso da cooperação”, foi proposto pelo atual presidente da AL, deputado Giovani Cherini, e destacará 41 cooperativas, em diferentes categorias. Em comum, todas elas têm o mérito de trabalho a favor do desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

    O evento ocorrerá no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa e iniciará às 10h. No dia anterior (25/01), o deputado Cherini e o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, concederão entrevista coletiva a veículos de comunicação. Cherini fará um balanço sobre sua gestão na presidência da AL, cujo tema foi “Cooperação – O Rio Grande Acima das Diferenças”, enquanto Perius apresentará as potencialidades do cooperativismo gaúcho.

    “A homenagem é justa, pois reconhece a importância fundamental do processo cooperativista pela geração de renda, trabalho e riqueza em nosso Estado”, opina Perius. “As cooperativas gaúchas não acampam em nosso pampa. Elas se solidificam e se estruturam para a melhor prestação de serviços aos gaúchos e gaúchas”.

    Todos os gaúchos estão convidados a participar. A AL fica na Praça Marechal Deodoro, 101, no Centro de Porto Alegre.

Sescoop/RS firma convênio com Mondragón

      O Sescoop/RS e o centro de formação do Complexo Cooperativo Mondragón Otalora – Centro de Desarrollo Directivo y Cooperativo de Mondragon firmaram um convênio de cooperação no dia 29 de novembro. O objetivo é propiciar o estreitamento das relações entre os movimentos cooperativos brasileiro e espanhol através do fomento a projetos de pesquisa, além de promover e intercâmbio entre alunos e professores. O acordo foi assinado pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, e pelo diretor de difusão da Cooperativa Mondragón, Mickel Lezamiz.

      Para Vergilio Perius, é preciso dar ênfase à boa gestão cooperativa, por isso a realização do convênio. O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, testemunha da assinatura ao lado do presidente da Central Sicredi Sul, Orlando Müller, ressalta que, quando o assunto é formação e educação não se pode ter fronteiras. “Temos que ter capacidade de enxergar tudo o que está acontecendo no mundo inteiro e fazer alianças, criar mecanismos para buscar experiências externas. Mesmo que elas não se apliquem diretamente no Brasil, podemos aprender com esses exemplos e usá-los no País”, destaca.  

      O diretor Mickel Lezamiz apresentou alguns dados sobre o Complexo Cooperativo Mondragón. Segundo ele, o grupo de 120 cooperativas reúne 86 mil trabalhadores e tem como objetivo gerar riqueza na sociedade mediante o desenvolvimento empresarial e geração de emprego, preferencialmente cooperativo. “As pessoas preferem trabalhar em Mondragón porque tendem a ganhar de 8 a 10% a mais que no mercado”, ressaltou. Além disso, o Complexo oferece estabilidade, formação, participação e promoção, entre outras vantagens em relação às empresas.

      Um destaque do grupo é a intercooperação. Em Mondragón, o trabalho cooperativo ocorre de forma conjunta. Sendo assim, um associado que não tem trabalho na sua cooperativa durante determinado período, oferece seus serviços a outras cooperativas do grupo. Lezamiz definiu a estrutura do grupo como “um sistema integrado, onde cooperativas cooperam entre si e são sustentadas por quatro pés: educativo, financeiro, social e de pesquisas/ desenvolvimento”. 

Conferência da ACI-Américas discute Rede de Universidades e equidade de gênero

     A XVII Conferência Regional da Aliança Cooperativa Internacional (ACI-Américas), que acontece até esta quinta-feira (25/11), na capital argentina, Buenos Aires, sedia reflexões sobre temas diversos, entre eles o estreitamento nas relações academia e cooperativas e a igualdade de oportunidades para homens e mulheres.

     Representando o Sistema Cooperativista Brasileiro, Andréa Sayar, gestora de Desenvolvimento e Acompanhamento em Gestão do Sescoop, participou das discussões que ocorreram na tarde do dia 22 de novembro. Em sua apresentação durante o VI Encontro de Redes de Universidades – “Cooperativismo e universidades: da investigação à ação”, Andréa falou sobre a iniciativa do Sistema OCB/Sescoop em fomentar um Observatório do Cooperativismo e formar a Rede Brasileira de Pesquisadores em Cooperativismo (RBPC), que ocorreu durante o I Encontro de Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (I EBPC), em setembro deste ano, em Brasília (DF). "A intenção do Sistema é incentivar a produção de conhecimentos sobre o cooperativismo, que sejam, efetivamente, aplicáveis às necessidades das cooperativas, considerando as particularidades de cada ramo, região ou país. Acreditamos que esses trabalhos poderão munir o setor de informações importantes para seu desenvolvimento e consolidação”, ressaltou. Ela também frisou que a Rede vai contribuir para o fortalecimento dos núcleos universitários de ensino, estudos e pesquisas em cooperativismo em universidades públicas e particulares brasileiras.
  
* Com informações do Sistema OCB

MEC emite conceito máximo ao Tecnólogo em Gestão de Cooperativas

     O Sescoop/RS comemora mais um avanço rumo ao funcionamento da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop.  Na quinta-feira (18/11), a Secretaria Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia do Ministério da Educação e Cultura (MEC) encaminhou ao Conselho Nacional de Educação o pedido de autorização do Curso Tecnólogo em Gestão de Cooperativas, que será realizado pela Escoop. Essa fase do processo, que normalmente leva um mês, foi concretizada em poucos dias, em função da avaliação positiva concedida ao Curso pelo Ministério da Educação.
    
     Entre os dias 11 e 13 de novembro, técnicos do MEC visitaram as dependências do Centro de Formação Profissional Cooperativista, local em que funcionará a Escoop. Os profissionais avaliaram o Curso Tecnólogo em Gestão de Cooperativas, considerando o projeto pedagógico, corpo docente e instalações físicas. A graduação recebeu conceito 5, o máximo creditado. Essa foi a segunda avaliação realizada pelo MEC. A primeira, em agosto, foi direcionada ao credenciamento da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo e atestou a qualidade da Escoop com a obtenção do conceito 4. A análise deste mês mostrou a excelência do Curso Superior proposto pela instituição de ensino. 
 
     Os próximos passos são o posicionamento por parte do Conselho Nacional de Educação e a publicação da portaria pelo MEC, autorizando o funcionamento.

 

Cooperativistas do Tocantins visitam Rio Grande do Sul

     Com o objetivo de permitir a troca de experiências e vivências, fundamentais para o desenvolvimento do cooperativismo, a OCB/Sescoop-TO está promovendo uma visita técnica de mulheres cooperativistas do Tocantins ao Rio Grande do Sul.  O grupo de 22 associadas, esposas e filhas de associados de seis cooperativas tocantinenses - Coapa, Ceduc, Coopernorte, Sicoob Credipar e Unimed Palmas, além de representantes da unidade estadual da OCB no Tocantins - chegou ontem ao Estado, onde permanecerá até o dia 6 de novembro.     
 

     As cooperativas da região Norte que visitarão o Rio Grande do Sul constituíram núcleos femininos recentemente. Por isso, conhecerão cooperativas gaúchas que são consideradas modelos na gestão destes núcleos. “Optamos por visitar as cooperativas do Rio Grande do Sul porque lá é muito forte a presença da cultura da cooperação nas comunidades. Os projetos sociais com mulheres e jovens já estão consolidados nas cooperativas. E para nós, que estamos iniciando esse processo de educação cooperativista, é importante conhecer experiências exitosas, bem como o caminho percorrido para se chegar aos resultados alcançados pelo cooperativismo gaúcho”, explica a superintendente da OCB/Sescoop-TO, Maria José Andrade.

 

     A programação, elaborada pelo departamento de Promoção Social do Sescoop/RS, inclui visitas a cooperativas dos ramos Trabalho, Educacional, Agropecuário, Crédito e Saúde. As mulheres ainda visitarão o Sistema Ocergs-Sescoop/RS, onde assistirão a palestras do presidente Vergilio Perius e do vice, Irno Pretto, e conhecerão o Centro de Formação Profissional Cooperativista, sede da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop. O roteiro passa, além da capital gaúcha, pelos municípios de Teutônia, Não-Me-Toque, Lajeado, Canela e Nova Petrópolis, a Capital Nacional do Cooperativismo.   

 

     A visita faz parte do projeto “Organização do Quadro Social (OQS) – Elemento de Sustentação das Cooperativas do Tocantins”, que tem como objetivos fortalecer e desenvolver o quadro social das cooperativas envolvidas, de forma que os cooperados se tornem mais conscientes, participativos e comprometidos.


* Com informações da OCB/Sescoop-TO

21/10: Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito

     “As cooperativas de Crédito são uma alternativa de acesso a crédito e produtos e serviços financeiros. Elas são vistas como mecanismos de promoção do desenvolvimento econômico e social”. A avaliação é do gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da OCB, Silvio Giusti, no dia em que se comemora internacionalmente o cooperativismo de Crédito. “Um dos destaques dos serviços prestados por esse segmento é a relação de confiança existente nessas entidades”, explica o gestor. “São instituições financeiras personalizadas para atender aos anseios e necessidades dos seus cooperados. São, também, geridas e administradas por seus sócios, que são, ao mesmo tempo, usuários e donos.”

O Cooperativismo de Crédito no Brasil

     No Brasil, as cooperativas de Crédito são autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil (BC). Segundo dados da OCB, atualmente, o cooperativismo de Crédito, um dos 13 ramos de atividade do cooperativismo, reúne 1,4 mil cooperativas no Brasil, com 4,5 milhões de associados.

     Para Giusti, com os processos de governança se aperfeiçoando cada vez mais, “o sentimento de pertencimento da cooperativa fica mais forte e, por consequência, gera cada vez mais transparência, segurança e confiança na condução da cooperativa e seus benefícios para o quadro social”.

     Prova dessa confiança foi dada durante a crise financeira mundial no final de 2008 e início de 2009, no Brasil, quando grande parte dos agentes financeiros convencionais recuou bruscamente a oferta de crédito, elevando as incertezas naquele momento. “Exatamente nesse período as cooperativas se apresentaram como alternativa de apoio e suplemento para o restabelecimento das atividades e fluxos financeiros, principalmente para pequenos e microempresários”, destaca o gerente.

O cooperativismo de Crédito no mundo

     Na Europa, no mesmo período da crise, as cooperativas de Crédito tiveram um dos períodos com maior aumento na captação de depósitos. Por serem instituições financeiras voltadas para o atendimento local, praticamente não apresentaram dificuldades em razão da crise financeira mundial e, portanto, foram alvo da população para depositarem suas economias e poupanças. As pessoas sacaram suas economias das instituições financeiras convencionais, que apresentavam problemas em razão da crise, e levaram seus recursos para as cooperativas de Crédito, pois elas foram percebidas como “ilhas de segurança”.

    Cada vez mais as cooperativas de Crédito se inserem no mercado financeiro e gradativamente vão conquistando seu espaço por meio da sua capacidade, benefícios e forma justa de promover desenvolvimento econômico, com geração de renda e qualidade de vida para seus sócios. Elas equilibram os aspectos econômicos e sociais que norteiam o cooperativismo.

     Este ano, o Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito) escolheu, para celebrar o Dia Internacional, o tema “Um lugar confiável para servi-lo”. O título incorpora as razões pelas quais 600 milhões de pessoas no mundo escolhem o cooperativismo de Crédito para serviços financeiros confiáveis e acessíveis.

A origem do Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito

     O Cooperativismo de Crédito foi celebrado pela primeira vez em 17 de janeiro de 1927, pela Federação de Cooperativas de Crédito de Massachusetts, nos Estados Unidos. A data escolhida foi uma alusão ao aniversário de Benjamin Franklin (1706-1790), conhecido como o “Apóstolo da Economia”.  Porém, foi em 1948 que a Associação Nacional de Cooperativas de Crédito (Cuna) dos Estados Unidos estabeleceu a terceira quinta-feira de outubro como data para celebrar o Dia do Cooperativismo de Crédito.

Produtividade agropecuária do Brasil é uma das maiores do mundo

     A produtividade da agropecuária brasileira é uma das mais altas do mundo, com crescimento médio anual de 3,57% de 1975 a 2009. Uma pesquisa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) analisou o comportamento do setor nos últimos 35 anos e aponta que o Brasil está à frente de outros países com tradição na produção e exportação de alimentos. Os Estados Unidos, por exemplo, apresentaram média de crescimento anual de 1,87%, no período de 1975 a 2008, segundo informações do Departamento de Agricultura daquele país (USDA, sigla em inglês). No Brasil, a avaliação dos últimos dez anos (2000-2009) mostra que esse incremento foi de 5,39% ao ano.  

     A taxa média de variação anual da produtividade nesse período recente é consideravelmente superior aos 2,85% registrados entre 1990 e 1999 e aos 2,25% observados entre 1980 e 1989.  O coordenador de Planejamento Estratégico do Mapa, José Gasques, um dos autores do estudo, explica que os principais fatores que impulsionaram esse bom desempenho foram a política de crédito e os investimentos na pesquisa agropecuária. “O financiamento para a compra de insumos e capital, como máquinas, fertilizantes e defensivos, além do trabalho desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foram essenciais para que o país crescesse em produtividade”, comenta.

     Dois momentos importantes no crédito rural foram as décadas de 1970 e 1980, épocas de formação e acumulação de capital, e o período dos anos 2000, durante a criação de programas e linhas de crédito para a modernização do setor, como o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota). Entre 2000 e 2009, o volume de crédito rural concedido a produtores e cooperativas aumentou 153%, em valores reais.

     O desenvolvimento de variedades agrícolas mais produtivas, resistentes às mudanças climáticas e adaptadas ao meio ambiente, além da geração novos métodos de cultivo, foram alguns dos resultados obtidos pela pesquisa agropecuária nos últimos 35 anos. Essas ações também foram decisivas para alavancar o setor agropecuário, em especial a produção de grãos. “O período analisado coincide com a expansão da ocupação do Cerrado e da produção de grãos naquela área, que foram, em grande parte, propiciadas pela Embrapa”, afirma o coordenador.

     Vinculada ao Ministério da Agricultura, a empresa conta com mais de três mil pesquisadores, 1,2 mil projetos de investigação e orçamento de R$ 1,8 bilhão. Essa combinação vem contribuindo para que a Embrapa atenda a desafios específicos do setor, a exemplo da produção sustentável para geração de bioenergia, do intercâmbio e disseminação de recursos genéticos em diferentes sistemas de produção e do aumento da eficácia dos fertilizantes.

     O estudo corrobora, ainda, que a produtividade brasileira não é influenciada pelo avanço da área, seja de lavouras ou pastagens. Ao longo do período estudado, a área passou de 209 milhões para 219 milhões de hectares. Entre 1975 e 2009, a produção de grãos no Brasil aumentou 240%, enquanto a área foi expandida em 44%. “Esse é um dos exemplos mais notáveis do crescimento da produtividade agrícola”, defende Gasques.

     Do mesmo modo, a produção de carne bovina (peso de carcaças) por hectare de pastagem aumentou de 10,8 para 42,3 quilos por hectare nas últimas três décadas. A produção total de carne passou de 2,7 milhões para 19,5 milhões de toneladas entre 1975 e 2009, ou seja, aumentou sete vezes.. O uso de tecnologia também teve grande incremento nesses últimos 35 anos. Gasques destaca que a aplicação de fertilizantes em lavouras permanentes e temporárias, passou de 45,6 para 123,3 quilos por hectare no período estudado, enquanto o número de máquinas agrícolas utilizadas passou de 334,8 mil, em 1975, para 528,65 mil, em 2009. “Esses números ajudam a representar os acréscimos de produtividade agropecuária observados nos últimos anos no Brasil”, avalia.

     Foram utilizadas para os cálculos de produtividade informações de 35 produtos das lavouras permanentes, 31 das culturas temporárias e os dados sobre abate divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Mapa