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Prêmio Cooperativa do Ano 2010 consagra 12 vencedoras

     As cooperativas brasileiras são destaque na economia nacional e têm investido, cada vez mais, em uma gestão profissionalizada e inovadora. Este ano, 12 delas receberão, no dia 26 de outubro, em Brasília (DF), o Prêmio Cooperativa do Ano 2010. A iniciativa, que está em sua sétima edição, é realizada anualmente e promovida pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e revista Globo Rural, da Editora Globo. O objetivo é reconhecer iniciativas pautadas na inovação, criatividade e eficiência e torná-las referências para o setor.
     Foram avaliados 114 projetos enviados por 91 cooperativas. Destas, 53 foram finalistas e 12, vencedoras. A cooperativa gaúcha Certel, de Teutônia, será uma das agraciadas com a premiação.

Conheça as vencedoras do Prêmio Cooperativa do Ano 2010 - 7ª edição:

Agropecuário - Educação Cooperativista
Cooperativa - Coopavel Cooperativa Agroindustrial (Coopavel)
Projeto - Educação Continuada - aperfeiçoamento profissional

Agropecuário - Gestão para a Qualidade
Cooperativa - Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm)
Projeto - Gestão Compartilhada, um modelo certificado de inclusão social e produtiva

Agropecuário - Desenvolvimento Sustentável

Cooperativa - Cooperativa Agrária Agroindustrial (Agrária)
Projeto - Programa Gestão Ambiental Agrária

Crédito - Desenvolvimento Sustentável
Cooperativa - Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados São Miguel do Oeste (Sicoob São Miguel SC)
Projeto - Plantação de mudas e implantação de cerca de arame para preservação de cursos de água em comunidades dos municípios de Paraíso, Bandeirante, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Princesa, Dionísio Cerqueira e Anchieta

Crédito - Gestão para a Qualidade
Cooperativa - Cooperativa de Economia e Crédito da Serra da Cantareira (Sicoob Cantareira)
Projeto - Gestão de Controles Internos e de Riscos

Educacional - Gestão para a Qualidade
Cooperativa - Cooperativa Educacional de São Carlos (Cesc)
Projeto - Os Sentidos da Leitura

Infraestrutura - Desenvolvimento Sustentável
Cooperativa - Cooperativa de Distribuição de Energia Teutônia (Certel Energia)
Projeto - Energia Verde - Em harmonia ambiental

Saúde - Desenvolvimento Sustentável
Cooperativa - Unimed Alto Vale Cooperativa de Trabalho Médico (Unimed Alto Vale)
Projeto - Óleo de cozinha reciclado

Saúde - Gestão para a Qualidade
Cooperativa - Unimed Brusque Cooperativa de Trabalho Médico (Unimed Brusque)
Projeto - Implantação do Balanced Scorecard como Ferramenta de Gestão Estratégica

Trabalho - Desenvolvimento Sustentável
Cooperativa - Cooperativa Agrícola de Assistência Técnica e Serviços (Cooates)
Projeto - Transforma e Renascer

Trabalho - Gestão para a Qualidade
Cooperativa - Atrium São Paulo Consultores Cooperativa de Profissionais de Informática Assessoria e Consultoria Técnica (Atrium)
Projeto - Tecnologia Cooperativa - Projeto Social de Informação

Transporte - Gestão para a Qualidade
Cooperativa - Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Cargas de São Carlos - SP (Coopertransc)
Projeto - Programa Renovafrota - A força da Cooperação
 

* Com informações do Sistema OCB.

Rio Grande Cooperativo vai ao ar neste domingo

     Neste domingo (26/09), assista ao Rio Grande Cooperativo, transmitido pela Rede Vida de Televisão a partir das 19h30. O programa é exibido todos os últimos domingos de cada mês e mostra as prinicpais ações do cooperativismo. Nesta edição, trará a cobertura completa do XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo, promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília, de 9 a 11 de setembro.

     A Rede Vida tem cobertura nacional. Confira os canais da emissora na sua região no site, através do link “Cobertura”.

Seminário das Frencoops reúne lideranças em Farroupilha

    

      Vereadores e lideranças cooperativistas da Serra gaúcha participaram, na quinta e sexta-feiras (16 e 17/09), do Seminário das Frencoops Municipais Gaúchas. O evento ocorreu em Farroupilha e teve como objetivo difundir o cooperativismo aos parlamentares e estimular a formação de Frentes Parlamentares de Apoio ao Cooperativismo. O encontro foi dividido em dois momentos: o primeiro, na tarde de quinta-feira, teve lições sobre cooperativismo, incluindo história, doutrina, tendências e a apresentação de um exemplo de sucesso: a Sicredi Serrana; o segundo ocorreu na sexta-feira, com a presença de lideranças que abordaram políticas públicas em favor das cooperativas.

     O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, ressaltou que é grande o número de deputados que começaram a vida política na vereança. Por isso, é fundamental que os vereadores conheçam e defendam o sistema cooperativista. “Só assim garantiremos o futuro do cooperativismo”, acrescentou Perius. Para o presidente da Assembleia Legislativa e coordenador da Frencoop Estadual, Giovani Cherini, política e cooperativismo devem andar juntos, independente da sigla partidária. “Acredito na força do cooperativismo, mas temos que avançar mais no campo político para termos mais ajuda do poder público”, afirmou.

     Farroupilha se destaca pela força do cooperativismo Habitacional. O presidente da Frencoop do município, vereador José Roberto Calábria, informou que ramo possui 15 cooperativas, sendo nove complexos habitacionais já prontos, cinco em fase de conclusão e um em andamento. De acordo com o prefeito Ademir Baretta, embora a habitação tenha impulsionado a formação de cooperativas, outros ramos como Agropecuário, Saúde, Transporte, Crédito e Turismo também são representativos. “Temos sido parceiros do cooperativismo, pois colocamos os seres humanos em primeiro lugar em nossas ações”, salientou.    

     O Seminário das Frencoops Municipais Gaúchas de Farroupilha foi o terceiro realizado pelo Sescoop/RS este ano. São Luiz Gonzaga e Capão do Leão também já sediaram o evento; o próximo será em Não-Me-Toque, nos dias 14 e 15 de outubro.
 

 

Encontro Cooperativo dos Países de Língua Portuguesa será no RS

     A Organização Cooperativista dos Povos de Língua Portuguesa (OCPLP) promove, de 6 a 8 de outubro, o 9º Encontro Cooperativo dos Países de Língua Portuguesa. O evento será em Porto Alegre, no Centro de Formação Profissional Cooperativista do Sescoop/RS, que fica na Av. Berlim, 409. Estão previstas as participações de representantes de Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O Encontro é realizado com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e Sistema Ocergs-Sescoop/RS.
     A programação inclui a apresentação do cooperativismo nos países participantes e uma visita a Nova Petrópolis, a Capital Nacional do Cooperativismo. Estão confirmadas, na abertura, as presenças do presidente do Sistema OCB, Marcio Lopes de Freitas; do presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius; e do presidente da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) e secretário executivo da OCPLP, Eduardo Graça. Mais informações podem ser obtidas com a Assessoria Internacional da OCB, através do telefone (61) 3217.2142.
     O evento acontece a cada dois anos. A última edição, em 2008, foi em Lisboa, Portugal, durante a ICA Expo World Co-operatives Exhibition (Exposição Mundial de Cooperativas), organizada pela Internacional Cooperative Alliance (Aliança Cooperativa Internacional).


 

Inscrições para encontros do Sescoop encerram hoje (17/09)

 

     O Conselho Nacional e o Conselho Fiscal do Sescoop definiram como atividade prioritária para o exercício 2010 a realização dos Encontros de Alinhamento nas unidades estaduais, que estão orçados como atividades da unidade nacional. Assim, serão realizados dois encontros em datas separadas: nos dias 06, 07 e 08 de outubro ocorrerá o Encontro dos Conselheiros Fiscais Estaduais; em 13, 14 e 15 de outubro acontecerá o Encontro de Conselheiros Administrativos Estaduais.
     O objetivo dos eventos é capacitar os membros desses colegiados para o exercício efetivo de suas atividades. Além disso, eles servirão também como alinhamento dos Conselhos Nacional e Fiscal do Sescoop com os Conselhos Fiscais e Administrativos Estaduais.
Os encontros contarão com instrutores do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para realização do treinamento, trazendo inclusive informações sobre as melhores práticas de governança. Haverá ainda a presença do ministro substituto do TCU, André Luís de Carvalho, para realizar palestra sobre as responsabilidades dos Conselheiros frente ao Tribunal de Contas da União, e apresentação do Planejamento Estratégico do SESCOOP 2010-2013, aprovado na 61ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional.
     Para otimizar recursos e tempo, no dia 13/10 será realizado também o Encontro de Presidentes e Superintendentes do SESCOOP, cujo objetivo é a apresentação do Planejamento Estratégico do Sescoop, bem como a discussão de continuidade das ações de planejamento, além de outros alinhamentos institucionais.
     A confirmação de presença deve ser feita até hoje, 17/09, através do e-mail Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.. No e-mail devem constar o nome completo, CPF, nome do banco, número de agência e conta bancária, para fins de emissão das passagens e diárias.

Informativo OCB - XIII CBC

Leia abaixo:

1. O que significa ser sustentável
2. XIII CBC abre em clima de emoção
3. Seminários nos Estados prepararam o caminho
4. Cooperativas querem mais educação
5. As reivindicações aos presidenciáveis


* Todos os textos foram fornecidos pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

* A edição de setembro do jornal O Interior trará detalhes sobre o Congresso, palestras, temáticas discutidas e propostas apresentadas.

1. O que significa ser sustentável

     O tema sustentabilidade está na pauta da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). Ele é o foco do XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo, do Prêmio Cooperativa do Ano, do Comitê de Sustentabilidade do Sescoop e da própria rotina das organizações do segmento cooperativista.
     “A verdadeira sustentabilidade”, diz o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, “vai além do desempenho econômico e financeiro: tem a ver com o grau de compromisso das cooperativas com os cooperativados, com a satisfação de todos os envolvidos e com todo o contexto”. Para o presidente, “sustentabilidade é aquilo que resulta em melhor qualidade de vida para a nossa gente”.
Colocando em termos simples, sustentabilidade consiste em promover o melhor para as pessoas e para o ambiente, tanto no presente como no futuro. Para um empreendimento humano ser sustentável, ele deve levar em conta quatro princípios fundamentais. A atividade precisa ser ecologicamente correta; economicamente viável; socialmente justa; e culturalmente aceita.
     “A ideia das cooperativas – como negócio que ganha e distribui lucros à comunidade - já é, por si só, sustentável”, defende Glaucia Terreo, coordenadora da Global Reporting Iniciative, organização que tem como missão lutar pelo desenvolvimento sustentável no planeta.  No caso das cooperativas ligadas à OCB, Terreo destacou que a sustentabilidade significa um “efetivo controle do que se gasta e se produz, medindo os resultados e tomando decisões a partir deles”.
Um pensamento voltado para a sustentabilidade começa a adquirir contornos de vantagem competitiva quando, em interação com os temas de gestão, garanta a sobrevivência e o crescimento da organização, a longo prazo. Nesse sentido são organizadas cadeias de sentido, e não só de valor, que signifiquem rentabilidade e bons dividendos para os empreendimentos, as pessoas e as comunidades.
     Uma consciência sustentável por parte das organizações tem chance de significar uma vantagem competitiva se for encarada como um componente estratégico e importante. Os resultados não se farão esperar: atração de investimentos para a cooperativa, manutenção da carteira de clientes, melhoria da gestão e melhor acesso ao crédito.
Como forma de pensamento sistêmico, relacionado aos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana, o ideal do desenvolvimento sustentável é um meio de configurar a civilização e a atividade humana de tal forma que a sociedade, seus membros e suas economias possam preencher as necessidades no presente.
Ao mesmo tempo, terão que lutar por preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir e manter níveis de excelência no futuro.

2. XIII CBC abre em clima de emoção

     Com a presença de 800 delegados de todos os Estados, o XIII Congresso Brasileiro do cooperativismo foi aberto no dia 9 de setembro, no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, em Brasília. O homenageado da noite, Roberto Rodrigues, em um discurso emocionado, fez um retrospecto da história do cooperativismo no Brasil. “Quem não sabe de onde vem, não sabe para onde vai”, lembrou Rodrigues, exortando os participantes à reflexão sobre o tema central do XIII CBC, “Cooperativismo é sustentabilidade: o desafio da inovação”. O mote havia sido dado pelo presidente da OCB, Márcio de Freitas, quando disse que o objetivo do evento seria “pensar o passado, enxergar o presente e lançar nossos olhares para o futuro”.
     “Foi isso que imaginamos para este congresso. Não era hora de fazer mais uma convenção, onde discutiríamos mais um tema e as decisões ficariam apenas nos anais do encontro. É um momento de maturidade, de trabalhar nossos anseios”, convidou Márcio. “Quarenta anos atrás, em Belo Horizonte, um congresso tomou a decisão de formar um organismo como a OCB. Agora vamos decidir como iniciar a caminhada dos próximos 40.”
     Roberto Rodrigues rememorou a iniciativa do ministro da Agricultura Cirne Lima de unificar o cooperativismo brasileiro. Em 1970, a Organização das Cooperativas Brasileiras foi reconhecida como órgão consultivo do governo brasileiro e em 1971, com a lei do cooperativismo, o Sistema ganhou consistência. Em 1985, Rodrigues assumiu a presidência da OCB às vésperas da Assembléia Nacional Constituinte e 47 deputados federais criaram a Frente Parlamentar do Cooperativismo.
     “Tenho andado muito pelo mundo, como conselheiro de empresas internacionais ligadas à sustentabilidade. As grandes organizações vêm perdendo protagonismo no planeta. A sociedade precisa se organizar e tomar rumo. É a hora das organizações sociais tomarem esse lugar. Sob a ótica da sustentabilidade, isto está no DNA do cooperativismo”, previu. Roberto Rodrigues recebeu das mãos do presidente da OCB Márcio de Freitas a medalha que tem o seu nome e simboliza a participação dos cooperados na construção da entidade.

3. Seminários nos Estados prepararam o caminho

    Nos últimos meses o setor cooperativista brasileiro esteve mobilizado para identificar os mecanismos que poderão promover a sustentabilidade do sistema na próxima década. Um total de 2000 cooperativistas de todo o país participaram dos debates que foram travados durante os Seminários Preparatórios ao XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo, a partir do mês de abril. “Ao longo desse período preparatório, tivemos a preocupação de prezar pela transparência, informando a todos sobre o andamento dos trabalhos”, destacou o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas. Um total de 40 Seminários Estaduais Preparatórios alicerçaram o caminho para o sucesso do XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo. A Comissão de Sistematização teve em mãos 1083 proposições apresentadas pelas cooperativas.
    “Essa foi a primeira fase do encontro, momento em que reunimos as demandas da base, das cooperativas, sobre as estratégias que deviam ser definidas para se garantir a sustentabilidade do cooperativismo brasileiro”, explicou o coordenador do evento, Maurício Landi. “O levantamento foi o ponto de partida”, acrescentou. As propostas foram direcionadas aos quatro eixos temáticos do XIII CBC, estabelecendo-se 27 proposições básicas e 113 linhas de ação.
O sistema cooperativista brasileiro ocupa hoje um espaço expressivo na economia do País, respondendo por 5,39% do PIB nacional, com uma movimentação econômico-financeira de R$ 88,5 bilhões. O setor, que congrega 7.261 cooperativas, 8.252.410 associados e 274.190 empregados, tem uma receita de US$ 3,6 bilhões em exportações.
     Os indicadores mostram o resultado de um processo de amadurecimento, aprimoramento e consolidação. Como órgão máximo de representação do setor, a Organização das Cooperativas Brasileiras congrega 547 cooperativas dos mais variados ramos de atividade.

4. Cooperativas querem mais educação

     O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, convidou Delfim Netto a integrar a Rede Nacional de Pesquisadores do Cooperativismo e o ex-ministro aceitou, “com muita honra”. Delfim foi o palestrante do dia 10/09, com o tema “Cenário Político e Econômico”. A tônica de todos os pronunciamentos foi a questão da educação e da pesquisa para o desenvolvimento.
     “O Brasil está na ponta da produção de etanol. Recebemos um bônus energético, o pré-sal. E as novas tecnologias que o país já está empregando em larga escala na indústria, no comércio e em todos os setores, vão ser outra revolução. Temos que garantir força à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e aos institutos de pesquisa para conservar o estado da arte na produção de combustíveis. Estas são as grandes oportunidades que estão colocadas para nós”, disse Delfim.
     Em seguida à conferência de Delfim, Roberto Rodrigues coordenou um painel com cooperativados, que trouxeram sua experiência ao palco. Respondendo a uma indagação de Roberto Rodrigues, os participantes da mesa falaram sobre os valores do cooperativismo. A cada pronunciamento, ele pontuava as observações e fazia novo questionamento.
“As cooperativas necessitam atrair mais jovens e precisam explicar aos que estão chegando o que é o cooperativismo”, sugeriu Argemira Fátima, colaboradora da Unimed de Manaus, pedindo mais cursos que esclareçam e divulguem os valores do cooperativismo. “Em nossa cooperativa, a gente percebe a divulgação desses valores, mas vemos que eles não são colocados na prática”, rebateu José Cláudio da Silva, da Coates, de Pernambuco.
      Ademar Schardong, presidente do Sicred de Santa Catarina, defendeu a integração do Sistema. Já o presidente da Cooperbio, João Luiz Ribas Pessa, alinhou seis ações que vê como prioritárias para a próxima década: 1) entidades e associações de classe mais atuantes; 2) reconhecer que a cooperativa não é um fim, mas um recurso para prosperar com as pessoas; 3) incentivar as cooperativas a contribuir para a melhoria dos cooperativados; 4) evitar a concorrência predatória entre cooperativas; 5) atualizar as leis do cooperativismo; e 7) unificar alguns ramos, como os das cooperativas de crédito e rural, para aumentar o potencial.
Enquanto isso, o vice-presidente da OCB, Ronaldo Scucato, representante da OCEMG, defendia a emoção. “Na vida não se consegue nada sem emotividade”, assegurava. Citando o filósofo Domenico de Masi, disse que “o cidadão de 2020 vai ser guiado pela emotividade, tem que ter flexibilidade, ser contra todas as formas de corrupção e portador da bandeira da ética”.
     Para finalizar, Roberto Rodrigues simulou estar recebendo um telefonema de sua esposa para passar um recado aos cooperativados reunidos no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC): “Amanhã vai todo mundo embora e o risco é esquecer tudo o que discutimos aqui nesses três dias. A vida real, com seus problemas, nos afasta dos compromissos. Não podemos deixar que isso aconteça. Temos que transformar tudo o que falamos aqui em ação”.

5. As reivindicações aos presidenciáveis

     As 7261 cooperativas brasileiras, em 13 ramos de atividade, geram 274.190 empregos diretos a cada ano, produzem R$ 88,5 bilhões em receita – o que representa 5,39% do PIB – e exportam US$ 3,63 bilhões. É com a certeza da importância de sua representatividade na quinta economia mundial que o Sistema OCB elaborou uma carta de reivindicações aos candidatos ao pleito de 3 de outubro.
     Rever a lei geral das cooperativas (5764/71), mantendo resguardados os princípios do movimento; fixar critérios para o ato cooperativo, evitando a cobrança dupla de tributos; e participar mais dos órgãos, conselhos e agências reguladoras federais são as maiores expectativas em relação ao próximo ocupante da Presidência da República. Assim, entre os anos 2011 e 2014, o cooperativismo espera contribuir mais e melhor para a agenda de desafios do governo federal.
No vasto documento que fez chegar às mãos dos presidenciáveis, o Sistema OCB alinhou pedidos que devem beneficiar todos os ramos do cooperativismo. Como o da extensão do programa de capitalização de cooperativas (Procapcred) para atender à demanda e melhorar o desempenho e a competitividade das cooperativas no mercado. Ou a adoção de políticas que garantam os direitos à propriedade rural e urbana. Uma outra idéia importante é a de se dar apoio ao programa Cooperjovem, que visa formar, por meio das escolas fundamentais e médias, uma cultura pró-cooperação.
     Entretanto, há propostas específicas destinadas aos ramos do trabalho, transporte, produção, habitação, infraestrutura, saúde e educação, além do meio ambiente. Em relação ao escoamento da produção, por exemplo, a pauta vai desde a ponderação de que existe uma sobrecarga nas estradas – pois 58% da movimentação de cargas acontece por essa via, quando o ideal seria restringir-se a 30% - até a definição de parâmetros para certificação de grãos e cereais, que tornem mais competitivas as cooperativas.
Uma das sugestões mais relevantes é a de se criar um seguro de renda agropecuária, como forma de assegurar a continuidade da produção, evitando as perdas do produtor rural com quebras de safra ou redução dos produtos agrícolas. Ciente de que tem prestado um enorme serviço ao setor agripecuário, os cooperativistas conclamam o próximo ocupante do Palácio do Planalto a ampliar a capacidade estática de armazenamento no Brasil, no âmbito da segurança alimentar, com vistas a atenuar o gargalo na cadeia produtiva de cereais, oleaginosas e fibras.
     Finalmente, na questão ambiental, o presidente brasileiro deveria priorizar a revisão do Código Florestal, de modo a reconhecer as áreas de agropecuária; promover a simplificação das exigências legais relacionadas ao licenciamento ambiental; viabilizar a participação do Sistema OCB no debate sobre mudanças climáticas e resíduos sólidos; e instituir programas de pagamento por serviços ambientais que estimulem medidas ambientalmente adequadas às propriedades rurais.
 

Farroupilha terá Seminário das Frencoops

 

     O Seminário das Frencoops Municipais Gaúchas ocorrerá nesta semana, durante os dias 16 e 17 de setembro. O evento será em Farroupilha, na Rodovia dos Romeiros, 1211, bairro Bela Vista. O objetivo é articular vereadores e comunidades para a instalação das Frentes Municipais de Apoio ao Cooperativismo nos municípios gaúchos. A participação é gratuita e as inscrições serão realizadas no local.
 
     No dia 16, o encontro será das 13h30 ás 18h; no dia 17, das 9h às 13h30. A programação conta com palestras sobre cooperativismo, incluindo legislação, história e doutrina. Além disso, os participantes podem conhecer experiências de cooperativas da região e políticas públicas do município. O Seminário de Farroupilha é o terceiro realizado este ano. São Luiz Gonzaga e Capão do Leão já sediaram o evento; o último será em Não-Me-Toque, nos dias 14 e 15 de outubro.

     Mais informações podem ser obtidas junto ao Departamento de Promoção Social do Sescoop/RS, através do telefone (51) 3323.0002 e do e-mail Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..
 
PROGRAMAÇÃO

Primeiro dia – 16/09
13h30 – Credenciamento
14h – História e Doutrina Cooperativista - José Zigomar Vieira dos Santos, gerente de Desenvolvimento Humano do Sescoop/RS
15h30 – Intervalo
15h45 – Legislação Cooperativa - Mario De Conto, gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS
17h – Experiência local do cooperativismo – Liderança do cooperativismo local
18h – Encerramento

Segundo dia – 17/09
09h – Cooperativismo e Legislativo – Vergilio Perius, presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS
10h – Intervalo
10h30 – Políticas Públicas Municipais – Prefeito do município sede do evento
11h – Frencoop Municipal – Presidente ou representante da Frencoop Municipal
11h30 – Frencoop Estadual – Giovani Cherini, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
13h30 – Encerramento e almoço

 

Sustentabilidade e inovação no cooperativismo são discutidos em Brasília

   

     Iniciou na quinta-feira (09/09), em Brasília (DF), o XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo (XIII CBC), promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O objetivo do Encontro é identificar mecanismos que promovam a sustentabilidade do cooperativismo. Além disso, a ideia é avaliar também o passado e o presente, e pensar o futuro do segmento, a partir de uma reflexão sobre o tema “Cooperativismo é sustentabilidade: o desafio da inovação”. O evento, que termina sábado (11/09), reúne dirigentes das organizações estaduais do Sistema OCB e de cooperativas dos 13 ramos de atividades econômicas nos quais atua o setor.

     O XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo está sendo transmitido ao vivo pelo portal www.brasilcooperativo.coop.br. Além das palestras e painéis previstos no evento, a grade de programação contemplará entrevistas com líderes cooperativistas de todo o País, na tarde de sexta-feira (10/09) e na manhã de sábado (11/09). A transmissão será encerrada por volta das 12h do último dia do Congresso, com uma avaliação das discussões feita pelo presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.  

Programação:

Dia 9
19h – Sessão solene de abertura

Dia 10
8h30 - Conferência “Cenário Econômico e Político”
10h – Painel “O Sistema OCB e o desafio da inovação”
15h às 18h  - Entrevistas com líderes cooperativistas

Dia 11
9h às 12h – Entrevistas com líderes cooperativistas
12h – Encerramento da transmissão

*Fonte: Sistema OCB.

Cooperativistas criam rede brasileira de pesquisa

     A  Rede Brasileira de Pesquisadores em Cooperativismo (RBPC) foi instituída nesta quinta-feira (9/9) durante o I Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC).O evento aconteceu em Brasília (DF), e contou com mais de 100 especialistas na área. A proposta é manter pujante o processo de discussão, produção e disseminação de informações sobre as realidades cooperativistas no Brasil e em outros países. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileira (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participou da conclusão das atividades.
 
     A iniciativa também vai unificar de forma organizada  e  mais intensa, os diversos estudos e pesquisas relacionados ao desenvolvimento do cooperativismo sob os diversos aspectos econômicos, sociais, tecnológicos e outros, além de estabelecer o contato entre as pessoas que estudam o cooperativismo no Brasil. Outro ponto importante é que o RBPC pretende contribuir para a formação de núcleos universitários de ensino, estudos e pesquisas em cooperativismo em universidades públicas e privadas nacionais, distribuídas por todas as regiões brasileiras.
 
     O comitê científico do evento teve a participação do professor Sigismundo Bialoskorski Neto, titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP); Alessandra Bandeira Antunes de Azevedo, da Universidade Federal Recôncavo da Bahia – Cruz das Almas; Brício dos Santos Reis, da Universidade Federal de Viçosa, (MG); José Odelso Schneider, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo (RS); e Roberto Max Protil, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
 
* Fonte: Sistema OCB.

OCB dá sugestões para o manual do DNRC


     No dia 03 de setembro, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) apresentou ao Ministério do Desenvolvimento e Indústria do Comércio Exterior Reunião (MDIC), em Brasília (DF), sugestões ao manual de arquivamento de atos de cooperativas do Departamento Nacional de Registro do Comércio (DNRC), órgão vinculado ao MDIC. O secretário executivo da OCB, Renato Nobile, acompanhado de Aramis Moutinho Júnior, superintendente Corporativo da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) e do coordenador jurídico da OCB, Adriano Alves, foram recebidos pelo secretário Nacional de Comércio e Serviços, Edson Lupatini Junior e pelos diretores do DNRC, Jaime Herzog e Mauricio do Val.

     O manual de atos das juntas comerciais esta sendo atualizado e a expectativa é que, com isso, as cooperativas tenham o adequado tratamento de seus atos constitutivos, respeitando as suas peculiaridades.

     Outra questão tratada é a criação de um programa de capacitação destinado a vogais e assessores com foco no cooperativismo. Essas ações visam permitir que processos envolvendo os arquivamentos dos atos das cooperativas sejam conduzidos levando em consideração a legislação específica do setor.

Resolução proporciona novo ambiente para cooperativas de Crédito

    Representantes do Departamento de Supervisão de Cooperativas e Instituições Não Bancárias (Desuc) do Banco Central do Brasil estiveram reunidos com profissionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no dia 31 de agosto, em Brasília (DF), para avaliar os entendimentos sobre os possíveis impactos e propósitos da nova resolução do Conselho Monetário Nacional, nº 3.897, de 25 de agosto, que proporciona um novo ambiente para o crescimento do cooperativismo de Crédito brasileiro.

     Para o gerente de Relacionamento e Desenvolvimento do Cooperativismo de Crédito da OCB, Sílvio Giusti, essa nova possibilidade irá proporcionar um ambiente menos oneroso nos aspectos de custos de observância das cooperativas. "Esse retorno vai ocorrer, principalmente, para aquelas instituições que são mais segmentadas,  permitindo, assim, uma dinâmica de crescimento e desenvolvimento mais favorável ao segmento cooperativo de crédito  brasileiro".

     A mudança é um antigo anseio do cooperativismo de Crédito. Segundo representantes do BC, o objetivo do avanço é propor ajuste na norma para viabilizar o crescimento sustentável das instituições, assegurando adequada mensuração e controle do risco, mas sem obrigá-las a adotarem um grau de  sofisticação gerencial incompatível com o seu negócio e com os seus objetivos econômicos e sociais.

     Com essa proposta, segundo Giusti, surge a possibilidade da cooperativa optar pelo modelo de Regime Prudencial Completo (RPC) ou Regime Prudencial Simplificado (RPS). O prazo para fazer essa opção vai até o final do ano e deverá obedecer critérios de enquadramento. Ainda segundo os representantes do BC, a previsão é de que 80% das cooperativas de Crédito do País possam se enquadrar nesse novo ambiente, embora essa seja uma opção a ser feita por cada cooperativa. A resolução ainda depende de circulares detalhando o funcionamento prático dessa possibilidade, principalmente no que se refere à formação de cálculos de patrimônio.

     A mudança, na análise do gerente, trata de um refinamento da norma "fazendo uma sintonia mais fina e justa no que se refere a um adequado controle de risco diante do tamanho, exposição e complexidade dos negócios da cooperativa de Crédito sem perder de vista os níveis e qualidade de controle e gestão do risco".

Inicia avaliação dos projetos Cooperativa do Ano

     O comitê técnico do Prêmio Cooperativa do Ano 2010 está hoje (03/09) na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em Brasília (DF), para fazer a avaliação dos projetos inscritos, iniciada ontem (02/09). Fazem parte do comitê representantes das cinco regiões e da própria OCB. Concluída esta fase, os projetos escolhidos serão analisados pela comissão julgadora, que definirá os vencedores desta edição.

     Ao todo, foram inscritos 122 projetos. Nesta edição, o prêmio traz algumas novidades, idealizadas com o intuito de valorizar ações direcionados a temas em debate e determinantes para a sustentabilidade do setor. As cooperativas agropecuárias podem concorrer a três categorias - Desenvolvimento Sustentável, Gestão para Qualidade e Educação Cooperativista. A premiação também contempla as que estão ligadas aos ramos Consumo, Crédito, Educacional, Infraestrutura, Saúde, Trabalho e Transporte.

     Participam 94 cooperativas dos seguintes estados - Paraná (18), São Paulo (17), Rio Grande do Sul (15), Santa Catarina (12), Minas Gerais (10), Bahia (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Ceará (2), Pernambuco (2), Distrito Federal (1), Alagoas (1), Piauí (1), Mato Grosso do Sul (1), Tocantins (1) e Mato Grosso (1).

     O prêmio, que está em sua sétima edição, é uma iniciativa da OCB, Editora Globo e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). O objetivo é mostrar à sociedade as iniciativas de sucesso desenvolvidas em cooperativas de todo o País e ressaltar os valores e princípios do cooperativismo.

Definida programação do Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo

     Fomentar o intercâmbio de pesquisadores e a produção técnica e científica sobre cooperativismo, em diversas áreas do conhecimento, é a proposta do I Encontro Brasileiro de Pesquisadores do Cooperativismo, que ocorrerá no dia 9 de setembro, em Brasília (DF). O evento é uma realização conjunta do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Programa de Estudos e Pesquisas em Cooperativismo da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, campus Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP). Clique aqui e acesse a programação do evento.

Fundo de Catástrofe é sancionado

      O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no dia 26 de agosto, às 9h, o projeto de lei que cria o seguro de renda do setor rural, batizado de Fundo de Catástrofe. Este novo instrumento dará cobertura aos riscos das lavouras, da pecuária, da pesca e de florestas plantadas, caso essas atividades sejam atingidas por pragas, doenças, geadas, enchentes e secas. A medida beneficia produtores e cooperativas de todo o Brasil com a destinação de recursos públicos contra perdas ocasionadas por fenômenos climáticos ou para produtos mais sensíveis, como o milho safrinha, trigo e frutas de clima temperado.
     O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participou do evento no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). “O seguro rural bem estruturado é um sonho antigo do setor e começou com o programa de subvenção do governo federal, em 2005. Com o Fundo de Catástrofe, vamos conseguir estabilidade para ampliar esse seguro no País”, disse Freitas.
     O Fundo de Catástrofe substituirá o atual Fundo de Estabilidade do Seguro Rural (FESR), instituído em 1966. O novo fundo responderá por suas obrigações até o limite de seu patrimônio, sem garantia ou aval do poder público. A União será autorizada a emitir até R$ 4 bilhões em títulos do Tesouro Nacional para integralização de suas cotas. Desse montante, R$ 2 bilhões seriam integralizados no ato da subscrição e o restante aplicado em até três anos. O fundo também contará com recursos orçamentários federais.
     Por meio da atuação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com apoio da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o texto aprovado pelo Senado Federal assegura a presença de cooperativas, sociedades seguradoras, resseguradoras e empresas agroindustriais como cotistas do fundo. Desta forma, essas instituições irão garantir a implementação e o funcionamento da cobertura suplementar dos riscos do seguro rural, viabilizando a garantia de recursos em situações de catástrofe.
     O Fundo ainda garante a participação das cooperativas na criação do núcleo de estudos que cuidará do desenvolvimento, aperfeiçoamento e gestão sustentável do seguro rural no Brasil, nas modalidades previstas na lei. Desta forma, o fundo pretende estimular o debate e o desenvolvimento de projetos de pesquisa sobre questões relacionadas ao seguro rural, desenvolver metodologia de avaliação de perdas e promover a padronização e harmonização dos critérios para a destinação dos recursos.

Ramo Crédito comemora regulamentação da Lei Complementar 130/2009

     A regulamentação da Lei Complementar nº 130/2009, que estabeleceu o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), corresponde ao reconhecimento definitivo do cooperativismo de Crédito como integrante do Sistema Financeiro Nacional. A Lei, que foi sancionada pelo presidente da República após 10 anos de tramitação no Congresso, dispõe sobre a relação entre cooperativas Centrais de Crédito e suas filiadas.

     Com a aprovação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, passam a ser proibidas a constituição de cooperativas mistas e a existência de pessoas jurídicas no quadro social das cooperativas do ramo, de maneira a conter a concorrência entre estas e a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios ou suas autarquias, fundações e empresas. Além disso, o SNCC garante segurança jurídica ao cooperativismo de Crédito, pois previne que normas gerais se apliquem as especificidades das cooperativas.

     De acordo com o gerente de Crédito da Organização das Cooperativa Brasileiras (OCB), Silvio Giusti, há em torno de 1,4 mil cooperativas do ramo no País, distribuídas em 4,4 mil pontos de atendimento. Giusti explica que, em cerca de 400 municípios, essas associações são a única instituição financeira presente, de forma a fomentar o desenvolvimento econômico do País. A nova Lei, segundo Giusti, reforça a reestruturação sistêmica do funcionamento das cooperativas de Crédito, que passam a ser reconhecidas como instituições financeiras, com todas as obrigações e direitos estabelecidos.

     Para o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, a regulamentação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo é fruto da parceria entre o Conselho Especializado do Ramo Crédito (Ceco/OCB), as centrais, as federações e as demais instituições ligadas ao setor. Márcio também ressaltou a importância da construção de um texto consensual entre o Sistema Cooperativista, parlamentares e Executivo.

Tramitação

     A atual Lei Complementar 130/2009, que institui o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, nasceu através do Projeto de Lei do Senado (PLS) 293/1999. De autoria do senador Gerson Camata, o projeto foi aprovado pelo Senado Federal em 2004. Já na Câmara dos Deputados, como Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/2004, diversas proposições foram apensadas a ele, atrasando a sua deliberação na Casa.

     Após a apresentação de diversos pedidos de desapensamento por parte de parlamentares da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), as discussões sobre o projeto foram retomadas no Congresso Nacional.  O resultado, de acordo com a Assessoria Parlamentar da OCB,  foi o substitutivo apresentado pelo presidente da Frencoop, deputado Zonta, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT), construído por representantes da OCB, Banco Central e ministérios da Agricultura e da Fazenda. No final de 2008, o projeto foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados.

     Em virtude das mudanças ocorridas no texto, durante sua tramitação na Câmara, o PLS 293/99 precisou ser aprovado novamente pelo Senado. O projeto passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde recebeu parecer favorável por parte do 1° vice-presidente da Frencoop, senador Osmar Dias, e ainda passou a tramitar em regime de urgência, por meio de solicitação do autor do projeto, Gerson Camata.

     Sistema Nacional de Crédito Cooperativo – o Sistema é composto por quatro tipos de entidades: cooperativas singulares de Crédito, cooperativas Centrais de Crédito, Confederações de cooperativas de Crédito e bancos cooperativos. Para as cooperativas singulares de Crédito são  estabelecidas as atribuições de estímulo à formação de poupança, além de oferecer assistência financeira aos associados e prestar serviços em favor da vocação societária. Estas cooperativas só realizam operações de crédito com associados, e podem aplicar suas disponibilidades de caixa em títulos e valores mobiliários e em outras opções de investimentos oferecidas pelo mercado.

(Fonte: Assessoria Parlamentar)

IBGC cria Comissão de Cooperativas

     O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) instalou, no dia 19 de agosto, sua  Comissão de Cooperativas, com a participação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).  “O grupo tem como missão criar um guia com as melhores práticas de governança corporativa nas cooperativas. A publicação deverá ser aplicável aos 13 ramos do setor”, explica Ryan Carlo, gerente Geral do Sescoop.
     Até novembro a comissão definirá os temas que comporão o guia. A conclusão do trabalho está prevista para o próximo ano. Segundo Ryan Carlo, os integrantes voltam a se reunir no dia 13 de setembro, na sede do IBGC, em São Paulo (SP), quando deverão ser apresentados cases de cooperativas que já atuam em governança. “Temos já alguns bom exemplos de unidades que utilizam tais diretrizes. Vamos reunir estas informações para elaborar um guia respeitando as peculiaridades das nossas cooperativas, mas inspirado no Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa do IBGC, que é uma referência no assunto”, conclui o gerente.

Cooperativismo gaúcho apresenta políticas públicas aos futuros governantes

     Na tarde da quarta-feira (18/08), o cooperativismo gaúcho mostrou aos futuros governantes do Estado as políticas públicas necessárias para aprimorar o setor. A pauta fez parte do Encontro de Presidentes e Executivos das Cooperativas Gaúchas (EPECOOP), promovido pela Ocergs, no Hotel Deville, em Porto Alegre. Os candidatos Tarso Genro, José Fogaça e Berfran Rosado (vice de Yeda Crusius) apresentaram aos mais de 300 participantes do evento suas propostas para o cooperativismo.

     Para o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, 2010 está preparando os próximos quatro anos, por isso o momento é fundamental para construir políticas públicas adequadas ao cooperativismo, traçadas junto com aqueles que poderão governar o Rio Grande do Sul. “Queremos que o cooperativismo não se ausente, que esteja presente para se firmar cada vez mais no Estado”, ressaltou.

     Conforme Perius, a Ocergs possui 799 cooperativas, que participam com 10,11% do PIB Estadual, 1.738.510 associados e 45.874 colaboradores, se constituindo na maior organização não governamental do Estado. O dirigente apontou, ainda, a presença de 225 cooperativas Agropecuárias no solo gaúcho, que detêm 59,57% do PIB Agropecuário do RS; os sete hospitais construídos pelo Sistema Unimed/ RS, com investimentos na ordem de R$ 111 milhões; as cooperativas de Crédito, que estão no quinto lugar do ranking das 100 Maiores Empresas do RS da Revista Amanhã; e o ramo Infraestrutura, com investimentos de R$ 204 milhões nos últimos anos, sendo R$ 77 milhões para a construção de 21 PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e R$ 127 milhões para atender ao Programa Luz Para Todos.

Confira a plataforma de políticas públicas apresentadas pelo cooperativismo gaúcho:

1º tema – A questão fiscal:
     O Fisco Estadual não leva plenamente em conta a natureza jurídica do Ato Cooperativo, nem o papel social que as cooperativas realizam pela inclusão social de milhares de gaúchos.
Propostas:
1.1) Alteração dos incentivos financeiros e fiscais do FUNDOPEM-RS, para:
   a) Exigir das empresas agroindustriais beneficiadas compromisso com a produção de matérias-primas;
   b) Oferecer programas de compensação para as demais empresas gaúchas – caso leite;
   c) Incluir a OCERGS na composição do Conselho Diretor.
1.2) Desoneração de produtos que compõem a cesta básica;
1.3) Isenção do ICMS no consumo de energia elétrica rural, hoje com a alíquota de 12%;
1.4) Legalização pró transferência do ICMS – valor agregado nas agroindústrias – aos municípios de origem das matérias-primas, visando afastar a guerra fiscal.

2º tema – A questão da infraestrutura:   
     O Estado, em que pese ter avançado em programas estruturantes, precisa fazer mais.
Propostas:
2.1) Constituição de um programa de financiamento para os pequenos produtores rurais, visando a transformação de rede de distribuição de energia elétrica monofásica em redes bifásica e trifásica;
2.2) Incentivo para implementação de melhorias nos serviços de infraestrutura e logística, armazenagem, movimentação de cargas e sistema de segurança nos terminais portuários, com vistas a alcançar a integração de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, e aeroportos do Estado;
2.3) Construção de estacionamentos junto aos pontos de pedágios para veículos de transporte de cargas.          

3º tema – A questão da habitação:

     O Estado deverá tornar-se maior parceiro das cooperativas Habitacionais, visando à construção de mais moradias aos cidadãos gaúchos.
Propostas:  
3.1) Ênfase ao lote urbanizado e à infraestrutura;
3.2) Transferência de imóveis do patrimônio do Estado para a construção de habitações, mediante parcelamento do pagamento dos valores definidos por avaliação;
3.3) Criação do Programa “Bolsa Habitação”, visando à construção de moradias, onde os beneficiários receberiam um salário mínimo mensal. A jornada teria oito horas diárias, das quais quatro seriam no canteiro de obras e quatro em sala de aula, visando a qualificação profissional através de programas do Sistema S.

4º tema – A questão do trabalho:
     Para inclusão de gaúchos no mercado de trabalho e não apenas aos empregos, a Administração Direta e Indireta do Estado deve apoiar o fortalecimento das cooperativas de Trabalho como alternativas de trabalho e renda.
Propostas:
4.1) O Estado deve abster-se de assinar TAC’s (Termos de Ajuste de Conduta) propostas pelo Ministério Público do Trabalho - M.P.T;
4.2) Buscar anular os TAC’s já assinados.

5º tema – As questões institucionais:
     As sociedades cooperativas não têm recebido a melhor atuação do Estado em questões pontuais.
Propostas:  
5.1) Assistência técnica e pesquisa comprometidas com as cooperativas;
5.2) Normatização das consignações em folha de pagamento de servidores públicos estaduais ligados às cooperativas de Crédito, de forma isonômica e equiparada ao tratamento dado às instituições financeiras oficiais (Decreto nº 43.337, de 10 de setembro de 2004, Artigo 18, inciso I);
5.3) Criação do Gabinete Especial do Cooperativismo, visando efetivas parcerias com a OCERGS e suas cooperativas;
5.4) Participação das cooperativas nos mais diversos colegiados do Estado: FEPAM, AGERGS, JUCERGS, COPERGS, FUNDOPEM-RS;
5.5) Apoio para, em nível federal, inibir a  excessiva interferência das Agências Reguladoras (ANS, ANEL, ANVISA, CONAMA) e do Ministério Público do Trabalho – M.P.T. no funcionamento das sociedades cooperativas;
5.6) Realização de parcerias público-privadas entre as cooperativas de Saúde e o governo Estadual, oportunizando prestação de serviços especializados.

Rádio Coop

OCB e CBCL discutem perspectivas para o leite

     As câmaras de leite da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e da Confederação Brasileira das Cooperativas de Laticínios (CBCL) promoveram, ontem (18/08), em Uberlândia (MG), uma reunião com 44 líderes de cooperativas produtoras de leite de todo o País. Evandro Ninaut, gerente de Mercados da OCB, falou à RádioCoop sobre os temas do encontro.

Líderes de cooperativas contribuem para a programação do XIII CBC

    O Comitê de Sistematização do XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo concluiu a organização das proposições que serão levadas ao evento, marcado para 9 a 11 de setembro, em Brasília (DF). O encontro marcou o fim dos eventos preparatórios realizados nos estados. As 27 organizações estaduais vinculadas à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) reuniram líderes de cooperativas para elencar 1083 temas importantes para a sustentabilidade do cooperativismo. Maurício Landi, coordenador do congresso, explica, em entrevista à RádioCoop, como foi este trabalho nos estados.
 
 
 
 
 

Exportações das cooperativas brasileiras crescem 14%

     No primeiro semestre de 2010, as cooperativas brasileiras mostram uma retomada de mercados e registram um aumento de 14% nos valores exportados, com um total de US$ 1,99 bilhão frente a US$ 1,74 bilhão no mesmo período, em 2009. Os indicadores fazem parte de um estudo realizado pela Gerência de Mercados (Gemerc) da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
     Quando avaliado o volume das vendas externas, constata-se a quantidade de 3,78 milhões de toneladas (t), repetindo praticamente o mesmo resultado do primeiro semestre de 2009, quando foram embarcadas 3,76 milhões t. “Neste caso, houve um pequeno incremento de 0,5%, mas, quando analisado o valor das vendas, percebe-se um reflexo da tendência de recuperação dos preços das commodities no mercado internacional e o fechamento de novos negócios pelas cooperativas. Estão neste grupo países da Ásia, Oriente Médio e África, por exemplo. Vale dizer também da retomada de parcerias comerciais importantes com os Estados Unidos, Japão e Rússia”, avalia o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas.
     O gerente de Mercados da instituição Evandro Ninaut diz que a recuperação dos preços está diretamente relacionada aos países emergentes. “Esse processo é conseqüente da expansão dos principais países emergentes favorecidos pela sua demanda interna e da "blindagem" do seu sistema financeiro, fator primordial para estabilizar os efeitos dos ajustes externos ocasionados pela crise financeira internacional. Podemos citar ainda a depreciação do dólar, que também tem contribuído para preços mais elevados das commodities, já que alimenta a demanda – especialmente nos mercados emergentes – por bens primários”, diz.


Produtos exportados

     Na pauta de exportações das cooperativas brasileiras, no primeiro semestre de 2010, o setor sucroalcooleiro figura em primeiro lugar, somando US$ 749 milhões. Neste grupo, estão o açúcar refinado (cana e beterraba), com US$ 388 milhões, o açúcar em bruto, com US$ 245 milhões e o álcool etílico, com US$ 115 milhões. O destaque fica para as exportações dos açúcares de cana em bruto, que obtiveram crescimento de 92% em relação aos primeiros seis meses de 2009. O processo decorre, principalmente, da quebra da safra indiana no ano anterior. O produto respondeu por 37% das exportações totais das cooperativas brasileiras, superando os 27% observados no mesmo período do ano anterior.
O complexo soja, tradicional produto exportado pelo segmento, aparece na segunda posição entre os produtos mais vendidos pelo setor, com um total de US$ 606 milhões. No entanto, o valor mostra uma redução de 8% frente a 2009, quando foram contabilizados US$ 662 milhões. Em seguida, está o complexo carnes, que apresentou um incremento de 28% em relação aos valores exportados e 1,8% no total de volume. No primeiro semestre de 2010, houve o registro de US$ 365 milhões e 179 mil toneladas, respectivamente. Este aumento é decorrente do bom desempenho observado nas vendas de carne de frango (US$ 211,7 milhões e 211 mil toneladas) e suínos (US$ 89,7 milhões e 35 mil toneladas).  


Mercados de destino

     No que tange às 140 cooperativas exportadoras, no primeiro semestre de 2010, verificou-se uma recuperação dos principais parceiros comerciais, como Estados Unidos, Japão e Rússia. No entanto, países da Ásia, do Oriente Médio e da África também ganharam espaço nas relações comerciais e se consolidaram como grandes compradores dos produtos agropecuários das cooperativas. Os países asiáticos apareceram como o primeiro mercado de destino, com uma participação de 51% no primeiro semestre de 2010.
     Os chineses foram os principais parceiros comerciais das cooperativas brasileiras, respondendo por 13,7% do total exportado, com US$ 273 milhões, valor 12,4% superior ao mesmo período do ano anterior. Em relação aos produtos embarcados para esse mercado, o complexo soja representou 92,69% (US$ 253 milhões) do valor total de produtos exportados para esse país, com uma pequena retração diante dos 94,82% do primeiro semestre de 2009, o que se deve principalmente a uma desvalorização de 5% no valor do farelo de soja. O setor de carnes (frango) contabilizou 5,18% (US$ 14 milhões), ganhando espaço frente aos 0,2% observados no ano anterior.
     Já a Alemanha, apresentou crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período de 2009, respondendo por 9% do montante exportado pelo cooperativismo, com o registro de US$ 182 milhões. Mais uma vez, o complexo soja se destaca, respondendo por 72,88% (US$ 132,6 milhões) dos valores negociados, frente aos 69,3% apresentados no primeiro semestre de 2009. Vale destacar ainda a valorização de 31% das carnes com processos de conservação baseados em salga, que representaram 9,14% (US$ 16,6 milhões) das vendas do segmento para os alemães, ocupando a terceira posição, logo após o café em grão (11,18% do total exportado).  
     Os Emirados Árabes aparecem em terceiro lugar no ranking dos países importadores, respondendo por US$ 147 milhões dos valores exportados e 7,4% do total de vendas das cooperativas brasileiras. O açúcar refinado aparece como o principal item vendido, representando 89% (US$ 131 milhões) dos valores negociados de janeiro a junho de 2010, ganhando espaço diante dos 77,87% (US$ 75,7 milhões) apresentados em 2009, e também uma valorização de 42% em relação ao preço conseguido no ano anterior.
     Como dito anteriormente, nesse período, os Estados Unidos voltaram a ter posição de destaque entre os países importadores, com US$ 110 milhões e incremento de 236%, representando 5,5% do total. A Arábia Saudita e a Índia aparecem na sequência, com participações de 5,3% e 4,9%, respectivamente.


Principais estados exportadores

     Liderando as exportações das cooperativas brasileiras no primeiro semestre de 2010, aparece o Estado do Paraná, com um valor absoluto de US$ 840 milhões, respondendo por 42% do total das vendas. Os principais produtos exportados foram: grãos de soja (US$ 213 milhões), farelo de soja (US$ 209 milhões), carne de frango (US$ 142 milhões) e óleo de soja (US$ 75 milhões).
     As cooperativas do Estado de São Paulo ocupam a segunda posição no ranking de exportações do primeiro semestre de 2010, ampliando a sua participação, com um total de US$ 676 milhões, ou seja, 34% do total. Em 2009, este percentual foi de 23%. Entre os principais itens de venda figuram: açúcar refinado (US$ 368 milhões), açúcar de cana em bruto (US$ 198 milhões), álcool etílico (US$ 87 milhões) e grãos de amendoim (US$ 8 milhões).
     Em seguida, na terceira posição, estão as cooperativas de Minas Gerais com US$ 148 milhões, representando 7% do total. Os produtos que tiveram mais destaque foram: café em grãos (US$ 130 milhões), leite integral em pó (US$ 8 milhões), creme de leite concentrado (US$ 2,4 milhões) e álcool etílico (US$ 2,1 milhões).  


Perspectivas

     A previsão do Sistema Cooperativista Brasileiro é retomar os US$ 4 bilhões registrados em 2008, com previsão de 10% de crescimento no fechamento de 2010, comparando com o total contabilizado em 2009.

 

 

EPECOOP ocorre na tarde de hoje

     Ocorre na tarde de hoje (18 de agosto), o EPECOOP – Encontro de Presidentes e Executivos das Cooperativas Gaúchas, promovido pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS. O evento será a partir das 14h30, em Porto Alegre, no Hotel Deville – Sala Guaíba, Av. dos Estados, 1909, próximo ao Aeroporto Salgado Filho. Presidentes, diretores e gerentes de cooperativas são convidados a participar.

     O principal objetivo do evento é definir quais são as políticas públicas que devem ser exigidas dos próximos governantes. O EPECOOP contará com a presença dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, que terão oportunidade de mostrar aos presidentes e executivos das cooperativas gaúchas suas propostas com relação ao cooperativismo.

     As inscrições podem ser realizadas no site. No mesmo endereço, os participantes são convidados a sugerir políticas públicas para o cooperativismo a serem exigidas dos próximos governantes. O resultado da pesquisa será debatido durante o evento.
    
PROGRAMAÇÃO

14h30 – Credenciamento

15h – Abertura e apresentação dos temas do XIII Congresso Brasileiro do Cooperativismo, com o coordenador geral do evento, Maurício Landi (OCB)

15h15 – Apresentação da pesquisa sobre as principais políticas públicas a serem exigidas dos próximos governantes do Estado,  com o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius

15h30 – Plenária com os candidatos ao governo do Estado, para apresentação das plataformas para o cooperativismo

18h – Encerramento e coquetel