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Sescoop/RS é patrocinador do Troféu Guri

      O Sescoop/RS foi um dos patrocinadores do Troféu Guri, homenagem do Grupo RBS e Rádio Gáucha a profissionais que ajudam a promover imagem do Rio Grande do Sul no País. O vice-presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Irno Pretto, entregou o troféu ao Cláudio Bier, presidente do Sindicato das Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Estado (Simers). A cerimônia foi realizada ontem à noite (30/08), na Casa da RBS na Expointer.

     Foram entregues dez prêmios a personalidades, gaúchos de nascimento ou escolha, que se destacam em suas respectivas profissões. Este ano foram homenageados o escritor Carlos Nejar, a senadora Ana Amélia Lemos, o presidente do Sindicato das Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Estado (Simers), Cláudio Bier, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, o presidente do grupo Dimed-Panvel, Julio Mottin, a pecuarista Lila FrancoTellechea, a jornalista Patrícia Poeta, o agropecuarista Paulo Cesar Teixeira, o advogado e criador de cavalos Roberto Davis Jr. e o presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, Rodi Borghetti.
 

Cooperativismo de Trabalho é debatido em Seminário

 
     Associados e dirigentes de cooperativas de Trabalho participaram, na manhã desta sexta-feira (12/08), do Seminário das Cooperativas de Trabalho, promovido pela Ocergs em parceria com a Fetrabalho/RS, em Porto Alegre. Os cooperativistas discutiram assuntos pertinentes ao ramo, que enfrenta dificuldades no Estado, como a insistência do Ministério Público do Trabalho em assinar Termos de Ajuste de Conduta que impedem a participação das cooperativas em licitações e o fato de alguns tomadores de serviço exigirem que sejam assinadas carteiras de trabalho em cooperativas. Os presentes no Seminário também debateram a Lei 4622/2004.
     O gerente Jurídico da Ocergs, Mario De Conto, relatou que os argumentos em favor das cooperativas participarem de licitações são bastante sólidos. Também salientou que os editais de licitação, embora não descartem a participação das cooperativas, têm inserido indiretamente a proibição, exigindo a comprovação de vínculo empregatício para contratação, o que é um grande equívoco.
     O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, afirmou que os assuntos relacionados ao ramo devem ser trabalhados em nível nacional. “Precisamos formar um pensamento jurídico consistente em todo o País para fortalecer as cooperativas”, ressaltou. O assessor jurídico da Organização das Cooperativas Brasileiras, Adriano Campos, afirmou que a entidade está trabalhando para acompanhar as questões referentes ao ramo, considerando as particularidades de cada Estado, e na constituição de um diretório online que contenha informações jurídicas julgadas em Tribunais que possam auxiliar o ramo Trabalho e os demais.
     Os representantes das cooperativas de Trabalho salientaram que o ramo precisa se unir e trabalhar coletivamente, mostrando à sociedade a sua força. Entre os presentes, estavam o presidente da Fetrabalho/RS, Paulo Dias, e as representantes do ramo Trabalho, Margaret Garcia da Cunha e Elisabete dos Santos Freitas. Participou também a representante nacional do ramo, Nanci Andrade Ramos.

OCB pede atenção do governo para as importações de lácteos

       Os contínuos aumentos das importações de leite em pó têm preocupado o sistema cooperativista lácteo nacional. Esta semana, a Gerência de Mercados (Gemerc) da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) elaborou, a pedido do presidente da Subcomissão de Leite da Câmara dos Deputados, deputado Domingos Sávio, um diagnóstico sobre o atual cenário do setor, que servirá como subsídio à análise de comércio exterior do país com o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

       Segundo o gerente de Mercados da OCB, Gregory Honczar, “o governo precisa saber qual o impacto resultante das importações no setor lácteo, para que possa proporcionar um ambiente favorável às discussões entre os países do bloco”.  O saldo da balança comercial brasileira desses produtos, no primeiro semestre de 2011, foi deficitário em US$ 217 milhões, valor que só não é pior que o registrado em 2000, ano em que o Brasil ainda figurava como um grande importador e sofria práticas desleais de comércio, como dumping e triangulação.

       Honczar destaca a sensibilidade do segmento, principalmente a conjuntura momentânea de mercado: “os Estados Unidos, por exemplo, já defenderam a produção interna em momentos de apreciação cambial. Atualmente, com a desvalorização do dólar americano frente a grande parte das moedas, o país ganhou competitividade e passou a ser um dos maiores players do mercado internacional.

       A produção brasileira de leite, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), apontou crescimento de 5,3% ao ano, no período de 1999 a 2009, atingindo pouco mais de 29 bilhões de litros no último ano. Observando somente o leite inspecionado, 8,3 bilhões de litros passaram pelas cooperativas em 2010. O setor responde por aproximadamente 40% do total inspecionado no País.
 
Fonte: OCB

Grupo de estudos analisa normas contábeis internacionais para cooperativas

     O grupo de discussão instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) para analisar as normas contábeis para cooperativas se reuniu  na terça-feira (19/07), em Brasília, para dar continuidade ao trabalho de propor orientações sobre a Interpretação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis nº 14 (ICPC 14). O normativo trata das cotas de cooperados em entidades cooperativas e instrumentos similares.
     O grupo, integrado por representantes do CFC, CPC, do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), foi constituído pelo CFC com o intuito de discutir a melhor forma de aplicação do normativo, sem prejuízo para as sociedades cooperativas.
     Na reunião, foram apresentadas as características e diferenças do sistema cooperativista em relação a outros tipos de sociedades. “O grupo entendeu, por unanimidade, que as cotas-partes de cooperados não devem ser reclassificadas do Patrimônio Líquido para o Passivo, como requer a ICPC 14”, explica o analista de Monitoramento e Desenvolvimento de Cooperativas e coordenador da Comissão Contábil-Tributária do Sescoop, Edimir Santos.
     O assessor Jurídico da OCB, Adriano Alves, participou da reunião a convite do grupo, para auxiliar na defesa com fundamentos relacionados aos aspectos societários e jurídicos das cooperativas. O documento contendo esses e também os aspectos contábeis das cooperativas, produzido pelo grupo de discussão, será entregue ao CPC até a próxima quarta-feira (27/7). Com base nessa documentação, o CPC terá subsídios para validar, junto ao CFC, a não aplicação da ICPC 14.
 
Fonte: Sistema OCB. 

OCB organiza encontro de cooperativas de Transporte

 

       A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) participará da maior feira de insumos, serviços e logística para o agronegócio, a Agrinsumos Expo&Business, que será realizada na próxima terça-feira (26/7), em São Paulo. Durante o evento, a instituição vai promover o I Encontro de Negócios das Cooperativas de Transporte de Cargas, com o objetivo de identificar oportunidades comerciais e aumentar a representatividade desse setor no mercado. O encontro oferece às cooperativas do ramo boas oportunidades para angariar potenciais clientes ou parceiros.

       Peças importantes para o sucesso logístico das comercializações no agronegócio, as cooperativas de Transporte de carga buscam cada vez mais a excelência profissional para atender satisfatoriamente ao mercado. O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca a importância do setor de distribuição e revenda de produtos agropecuários para as cooperativas que atuam no campo. “Esses são artigos essenciais para viabilizar a produção. E, nesse contexto, no sentido de atender seu quadro de associados de forma mais econômica, barateando o processo de compras, as próprias cooperativas se tornam revendedoras. Essa é uma atividade que muitas vezes supera a comercialização da produção, representando uma grande parcela dos negócios”, declarou.

       A Feira Agrinsumos, que tem como público-alvo traders, produtores rurais, indústrias, multinacionais e outras empresas de transporte, permitirá que as cooperativas de transporte de cargas de diferentes estados se conheçam, troquem informações e formem alianças estratégicas. Segundo o gerente de Mercados da OCB, Gregory Honczar, a demanda por logística e soluções criativas está crescendo e as cooperativas e empresas transportadoras de cargas integram um mercado dinâmico e otimista, com sinais de vitalidade. “A cada dia, a disputa para ofertar soluções construídas sob medida, tanto para as cargas industriais quanto para as commodities, aumenta. É por isso que as cooperativas devem buscar soluções conjuntas, por meio da intercooperação, e também ofertar serviços especializados e de maior custo benefício.”, diz.

Serviço

      A Feira Agrinsumos Expo&Business ocorrerá  de 26 a 28 de julho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP). O I Encontro de Cooperativas de Transporte de Cargas está marcado para o primeiro dia do evento, das 13h às 18h.

 

Fonte: OCB

Serafina Corrêa promove Encontro de Cooperativas

 


     A Câmara de Vereadores de Serafina Corrêa realizou, na sexta-feira (15/07), o primeiro Encontro de Cooperativas. O assessor de formação cooperativista do Sescoop/RS Paulo Vianna Lopes ministrou uma palestra sobre educação cooperativista durante o evento. Ele afirmou que a visão cooperativista deve ter um objetivo comum e buscar modelos de uma sociedade diferenciada e destacou ações e exemplos de formas de cooperar de todo o Brasil, incentivando e motivando os participantes do Encontro. Estiveram presentes vereadores, secretários municipais, servidores, autoridades, representantes das cooperativas e a comunidade.
     O presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo (Frencoop) no município, vereador Jairo Vidmar, salientou que a missão da Frente Parlamentar é promover o desenvolvimento sustentável através da cooperação e representar o cooperativismo em Serafina Corrêa. Após o pronunciamento das autoridades, ocorreu a apresentação das cooperativas de Serafina Corrêa Cooperlate, Copserva, Coohal e Sicredi. Durante essa parte do Encontro, todas puderam falar dos associados e de seus trabalhos, exemplificando que cooperar é crescer junto e que o sistema é fundamentado na união de pessoas e não no capital.

 

* Com informações da Assessoria de Imprensa da prefeitura de Serafina Corrêa.

Primeira Casa Cooperativa do Brasil é fundada no RS

 

        O dia 15 de julho foi muito importante para Nova Petrópolis, a Capital Nacional do Cooperativismo. A data marcou a assembleia de fundação da primeira Casa Cooperativa do País, presidida por Márcio Port, também presidente da Sicredi Pioneira RS, e vice-presidida por Gilberto Kny, presidente da Cooperativa Piá.

      Os principais objetivos da Casa são promover a educação e a cultura do cooperativismo, incentivando a criação e o desenvolvimento de cooperativas e associações através da articulação de redes de cooperação, além de estimular o desenvolvimento de lideranças.  Os associados podem ser pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, desde que tenham o princípio de valorizar o cooperativismo e o associativismo. A Assembleia Geral da Casa será anual e a Diretoria e os conselhos Fiscal e Executivo terão mandatos de três anos. Os recursos serão captados via doações, promoções, subvenções e auxílios público e privado.

      As entidades fundadoras da Casa Cooperativa são: Associação Amstad, Acinp, Ahica, Construcia, Combosul, Piá, Sicredi Pioneira RS, Escola Bom Pastor, Facenp e Prefeitura de Nova Petrópolis.

       A Diretoria e os conselhos Fiscal e Executivo da Casa Cooperativa tomaram posse após a Assembleia. Compuseram a mesa oficial o presidente da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) Américas, Ramon Imperial Zuñiga; o prefeito em exercício de Nova Petrópolis, Ricardo Lawrenz; o prefeito de Sunchales, Oscar Trinchieri; o deputado federal Pepe Vargas e o diretor do Departamento de Cooperativismo do governo do Estado, Gervásio Plucinski,  representando o governador Tarso Genro, e o presidente da Casa Cooperativa de Sunchales, Raul Colombetti, eleito membro benemérito da Casa.

      A vice-presidente da Câmara de Vereadores de Sunchales, Laura Balbuino, leu uma homenagem do poder legislativo da cidade argentina à Casa Cooperativa. O prefeito de Sunchales, Oscar Trinchieri, disse sentir-se em casa quando está em Nova Petrópolis. “Tenho certeza que Sunchales e Nova Petrópolis vão continuar se desenvolvendo ainda mais no cooperativismo, sempre uma podendo contar com a outra”, afirmou.

      A noite teve ainda apresentação dos alunos do Colégio Bom Pastor e homenagens ao relator da lei municipal que tornou Nova Petrópolis capital do cooperativismo, Jorge Luiz Lüdke, e ao deputado federal Pepe Vargas, que auxiliou município a conquistar este título em nível federal.

Participação de Ramón Imperial    
 
       O encerramento das celebrações foi feito por Ramon Imperial Zuñiga, que ministrou a palestra magna “Cooperativismo nas Américas”.

       Para Zuñiga, a cooperativa tem como diferencial ser uma empresa social que gera benefícios para todos os participantes e para a comunidade. Para ele, um dos aspectos mais importantes do cooperativismo é a educação. “É muito importante aplicar de maneira permanente programas de educação e formação cooperativa. Os princípios do cooperativismo só conquistam as pessoas com a educação. Por isso fico muito feliz com projetos como os das cooperativas escolares, que são constantes em Sunchales e que estão mexendo com o coração dos alunos de Nova Petrópolis. Isso é cultivar a semente do cooperativismo nas pessoas”, disse.

      O palestrante ressaltou que as entidades precisam ter equilíbrio, ser competitivas no mercado e, ao mesmo tempo, garantir o desenvolvimento cooperativo, pensando sempre na sociedade. “Numa cooperativa os seres humanos são o mais importante, mas é importante manter o equilíbrio entre o desenvolvimento empresarial e os próprios associados”, afirmou.

      Zuñiga ainda falou sobre a Aliança Cooperativa Internacional e lembrou que 2012 será o Ano do Cooperativismo, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “Temos que aproveitar esse momento para fomentar ainda mais o cooperativismo”.

       Ao final, o presidente da ACI Américas foi aplaudido de pé e recebeu uma lembrança do coordenador do Conselho Fiscal da Casa Cooperativa, Adriano Fiorini. Márcio Port, Raul Colombetti, Gilberto Kny e Gervásio Plucinski descerraram uma placa que comemorou a vinda de Zuñiga ao Brasil e que será fixada no monumento ao cooperativismo de Nova Petrópolis.

       Pela manhã, Imperial já havia apresentado a “Caja Popular Mejicana”, da qual é presidente. A entidade possui 1,96 milhão de associados, 430 sucursais, 4.900 empregados e 3.000 dirigentes. Suas funções são promover e fomentar a cultura, tornar os serviços de crédito e poupança acessíveis a todos, combater a usura, formar e educar pessoas.

       A Caja Popular Mejicana (Caixa Popular Mexicana) é equivalente ao sistema cooperativo de Crédito brasileiro, mas com diferenças significativas: no México, os associados ainda não podem utilizar talão de cheques e cartões da Caja Popular, ao contrário do cooperativismo de Crédito de nosso País.

      “O êxito de uma cooperativa depende do equilíbrio entre os aspectos social e empresarial. Se uma cooperativa se concentra apenas no lado filosófico, ela não funciona. Mas se ocupar-se apenas com a parte empresarial, deixa de ser cooperativa. Isto é muito difícil, mas se dá a partir do equilíbrio entre a participação de sócios, dirigentes e empregados”, declarou Zuñiga, no encerramento de sua palestra sobre a Caja Popular.

Participação da comitiva de Sunchales

       Uma delegação de 70 argentinos da cidade-irmã de Nova Petrópolis, Sunchales, acompanhou os eventos dos dias 14 e 15. A capital argentina do cooperativismo foi uma das principais incentivadoras da Cooperativa escolar Cooebompa e da Casa Cooperativa.

       Para o prefeito de Sunchales, Oscar Trinchieri, a viagem a Nova Petrópolis foi altamente positiva porque une ainda mais as Capitais Nacionais do Cooperativismo de duas nações. “Ficamos felizes em ver que Sunchales serviu de exemplo a Nova Petrópolis”, disse o prefeito, referindo-se à fundação da cooperativa escolar Cooebompa e da Casa Cooperativa.

       Trinchieri também falou sobre as diferenças existentes entre Brasil e Argentina. “Na presença de Vergilio Perius (presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS), vemos que o Rio Grande do Sul tem uma entidade para impulsionar o movimento cooperativo. Na Argentina e Província de Santa Fé (onde fica Sunchales), isso não existe. Por quatro anos fui responsável pelas cooperativas do meu Estado, como o Vergilio, mas tive muitas dificuldades. Temos que copiar este modelo brasileiro de impulso às cooperativas”, afirmou o prefeito argentino sobre o Sistema Ocergs-Sescoop/RS.    
 
 
 
Foto: Mauro Stoffel

Audiência pública debate cooperativismo de Trabalho

     Na quinta-feira (07/07), a Câmara de Vereadores de Porto Alegre promoveu uma audiência pública para discutir a relação das cooperativas de Trabalho com a legislação. A reunião foi proposta pela presidente da Casa, vereadora Sofia Cavedon, autora da Lei 10.687/09, que prevê garantias aos associados de cooperativas, como piso da categoria, descanso anual de 15 dias e vales para refeição e transporte. O encontro, realizado no Plenário Otávio Rocha, reuniu cooperativistas, associados e representantes dos trabalhadores.  Participaram também Secretarias Municipais tomadoras de serviços de cooperativas.
     Um dos principais pontos abordados foi a relação entre a Cooperativa de Trabalho Riograndense Ltda. (Cotrario) e seus associados, que estiveram na audiência e apresentaram uma série de reclamações. A Cooperativa tem contrato com a Secretaria Municipal de Educação (Smed). O representante da Smed, Conrado Lopes, anunciou que a partir de 20 de julho todos os cooperativados que prestam serviços à Secretaria serão contratados em regime de CLT, conforme ajustamento de conduta assinado pelo Ministério Público., o que deverá extinguir a Cooperativa, que passará a ser uma empresa.
     A vereadora Sofia Cavedon destacou que o cooperativismo veio para auxiliar os trabalhadores, e que cooperativas irregulares devem ser extintas. “Há exemplos de exploração por parte de cooperativas que não funcionam como cooperativas e que não devem ser contratadas para a prestação de serviços públicos, mas isto não justifica acabar com todas as cooperativas”, disse.
     Diante das explanações, o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, garantiu que a Cotrario será auditada pela Ocergs. Ele informou que a entidade recebe denúncias de cooperativas irregulares, através do telefone 3323.0000 ou presencialmente (Rua Félix da Cunha, 12 – de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30), e fiscaliza as cooperativas apontadas. Também sugeriu que casos de denúncia de cooperativas sejam levados à Câmara de Vereadores, Ministério Público ou Tribunal de Contas.
     Perius defendeu o cooperativismo de Trabalho quando age dentro da legalidade. “As cooperativas não foram criadas para tirar os direitos dos trabalhadores, mas para dar mais ganhos aos associados”, ressaltou. Explicou que para o bom funcionamento de uma cooperativa, é preciso conhecer direitos e deveres e estatuto social. Defendeu, ainda, a participação de cooperativas em licitações e disse que cabe às comissões licitatórias garantirem a fiscalização da documentação e à administração pública manter o controle dos contratos, pois existem bons e maus exemplos em todos os segmentos, sejam eles cooperativos ou empresariais.
     A vice-presidente da Federação das Cooperativas de Trabalho do Rio Grande do Sul (Fetrabalho/RS), Margaret Garcia da Cunha, destacou que o cooperativismo significa participação: “Em uma cooperativa todos têm direitos e deveres e devem ter voz e vez”. A diretora secretária da Cootravipa, Clarisse Vianna Miguel, lembrou que apenas a carteira assinada não garante que os direitos sejam cumpridos.
     Além da fiscalização por parte da Ocergs, a audiência pública encaminhou a criação de uma comissão entre os associados presentes para acompanhar o assunto; a realização de uma reunião de trabalho com a secretária de Educação para apurar as denuncias e tratar da transição da cooperativa para empresa; o envio das notas taquigráficas  da audiência ao Ministério Público; e uma reunião entre a Smed e a cooperativa para buscar explicações.

Participantes
     Também participaram da audiência pública o assessor jurídico da Ocergs, Tiago Machado; os representantes da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), Marco Seadi; do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Eduardo Rava de Campos; do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), Ademir Maria; do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Laudenir Figueiredo; e da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Omar Ferri Junior, representando o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. A diretoria da Cotrario não compareceu.

Assembleia Legislativa homenageia o cooperativismo

     Deputados estaduais e cooperativistas participaram, na manhã desta quinta-feira (07/07), de um café da manhã em homenagem ao Dia Internacional do Cooperativismo, que foi celebrado no último sábado (02/07). O evento, que ocorreu no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, foi promovido pela Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo da Assembleia Legislativa (Frencoop/RS) e teve apoio da Ocergs.
     O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adão Villaverde, ressaltou ser uma honra muito grande participar das comemorações ao Dia Internacional do Cooperativismo. Conforme o deputado, as sociedades que possuem cooperativas têm garantias de melhores resultados econômicos e sociais. “Vocês têm, nesta Casa, não só parceiros para levarem seus projetos adiante, mas para serem afirmadores de que qualquer sociedade inclusiva que apresenta crescimento tem no modelo cooperativista um eixo organizador”, afirmou.
     O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, apresentou dados que comprovam a expressão do cooperativismo gaúcho: são mais de 2 milhões de associados que, se somados aos seus dependentes, alcançam quase metade da população do Estado ligada a cooperativas. “Quem pratica o cooperativismo está no caminho certo”, disse. O presidente da Frencoop/RS, deputado Heitor Schuch, chamou os parlamentares que ainda não fazem parte da Frente a serem integrantes: “Tenho orgulho em fazer parte desse grupo de 31 deputados da Frencoop/RS”.  

Participantes
     Além de lideranças cooperativistas do Rio Grande do Sul, também participaram do evento o vice-presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Irno Pretto e o superintendente, Norberto Tomasini; os deputados estaduais Luis Fernando Schmidt, José Sperotto, Miki Breier, Edson Brum, João Fischer, Adolfo Brito, Catarina Paladini, Marlon Santos, Marisa Formolo, Maria Helena Sartori e Zilá Breitenbach; o presidente Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Elton Weber; e o presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas do RS (Sintargs), Carlos Dinarte Coelho.

Cooperativismo destaca papel dos jovens no País

       “Fazer um Brasil melhor, com mais juventude e mais cooperativismo. Este é o nosso objetivo, por isso estamos hoje reunidos, para refletir sobre o papel dos jovens no futuro do movimento e do nosso País”. Assim o presidente do Sistema OCB/Sescoop, Márcio Lopes de Freitas, deu início ao Seminário “Juventude: o futuro do cooperativismo”, na tarde de ontem (06/07), no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Jovens cooperativistas, parlamentares e representantes da sociedade civil participaram do encontro.


      Freitas ressaltou que o cooperativismo precisa de inovação e busca isso justamente no espírito empreendedor e ousado das novas gerações.  “Nossas cooperativas precisam estar renovadas e aptas a brigar por seu espaço no mercado. Para isso, precisamos permanentemente oxigenar o nosso negócio. E o caminho está no investimento às ações voltadas à juventude”.

     O presidente do Sistema OCB/Sescoop também enfatizou a importância do movimento cooperativista como instrumento de desenvolvimento econômico e inclusão social. “Somos organizações de pessoas e, por isso, temos a particularidade de oferecer, de forma simultânea, oportunidades de geração de renda e trabalho, mas, acima de tudo, de inserção na sociedade. Por tudo isso, investimos cada vez mais na juventude brasileira e fazemos isso com a realização de programas direcionados especialmente a esse público. Esse é um trabalho que começa nas escolas, levando a prática da cooperação às crianças, preparando os jovens para o exercício da liderança e o trabalho nas cooperativas”, disse Freitas.

      Compondo a mesa de abertura, além do presidente Márcio, estavam: o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Zonta; a senadora Ana Amélia Lemos, representando o senado federal; o deputado Giovani Cherini, como representante da Câmara dos Deputados; o vice-presidente da Frente Parlamentar da Juventude (FPJ), Jhonathan de Jesus, e, também integrante da diretoria da FPJ, a deputada Manuela D´Ávila.   

Parlamentares falam sobre a juventude e o cooperativismo

      O debate sobre o papel da juventude no futuro do movimento cooperativista e do Brasil também contou com a participação dos parlamentares presentes no seminário realizado pelo Sistema OCB/Sescoop. Confira o que foi enfatizado por aqueles que fizeram parte da mesa de abertura do encontro, que ocorreu na tarde de hoje (6/7), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

Deputado Zonta, presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo

      “A iniciativa da Frencoop, da OCB e do Sescoop é fazer com que o congresso nacional possa abrir espaço para discutirmos temas relevantes para o país e para o futuro. Nada mais oportuno, no momento de comemorarmos o dia internacional do cooperativismo, que falarmos da juventude, que é o presente e o futuro do nosso movimento e também do Brasil”.

Senadora Ana Amélia Lemos, integrante da Frente Parlamentar do cooperativismo

      “Nas nossas mãos, estão o presente e o amanhã e temos enormes desafios nesse caminho, que começam pela educação. Estamos muito abaixo dos níveis de qualidade do ensino básico, se comparados a outros países. Por isso, temos que acreditar cada vez mais no cooperativismo, como regime econômico mais solidário. É um segmento que já mostrou sua força social, tem papel relevante. Eu acredito no cooperativismo”.

Deputado Giovani Cherini, integrante da Frente Parlamentar do Cooperativismo e ex-coordenador da Frencoop/RS

      “O cooperativismo tem a capacidade de diminuir as diferenças e, por isso, é uma bandeira defendida pelos jovens e para os jovens. E nós, como parlamentares, temos de trabalhar por eles, assim como o setor cooperativista”.

Deputado Jhonathan de Jesus, vice-presidente da Frente Parlamentar da Juventude

      “É preciso o investimento em políticas públicas com o objetivo de preparar os nossos jovens. Precisamos de educação, capacitação e leis que apoiem isso”.

Deputada Manuela D´ávila - vice-presidente da Frente Parlamentar da Juventude

      “Temos a oportunidade de trabalhar com essa população que está no ápice da sua capacidade produtiva. A juventude quer participar, ser protagonista da história do país. Quer trabalhar, mas quer se qualificar. E, se pensarmos em protagonismo e trabalho, necessariamente pensaremos em cooperação. E pensar em cooperação é pensar em cooperativismo. Que este segmento consiga abrir caminhos para os jovens e se renovar”.
 
Fonte: OCB/Sescoop

OCB, Sescoop e Frencoop promovem evento sobre a juventude no cooperativismo

 

Programação:

14h30 - Abertura
Senador José Sarney
Presidente do Senado Federal
   
Deputado Marco Maia
Presidente da Câmara dos Deputados

Deputado Zonta
Presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop)

Deputado Domingos Neto
Presidente da Frente Parlamentar da Juventude (FPJ)

Márcio Lopes de Freitas
Presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop)
                     

15h - Painel Juventude e Cooperativismo
Mediação: Márcio Lopes de Freitas
Presidente do Sistema OCB/Sescoop

Expositores:
Laís Abramo
Diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT-Brasil)

Petrucio de Magalhães Junior
Presidente do Sistema OCB/Sescoop-AM e líder cooperativista


16h30 - Debates e pronunciamentos dos parlamentares


17h - Encerramento

Comunidade jurídica debate o cooperativismo

     Advogados renomados do Brasil e de Portugal apresentaram suas visões sobre o cooperativismo no Congresso Luso-Brasileiro de Direito Constitucional Cooperativo, promovido pelo Sescoop/RS nos dias 30 de junho e 1 de julho, em Porto Alegre. O evento reuniu a comunidade jurídica para debater o Direito Cooperativo através da perspectiva do Direito Constitucional. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo de Tarso Sanseverino encerrou a programação com a conferência magna “O cooperativismo nos Tribunais Federais”, coordenada pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius.
     Sanseverino falou sobre a história do cooperativismo, descreveu o caminho dentro da legislação brasileira até a criação da Lei 5764/71, que rege o sistema até hoje, e relatou diversas decisões do STJ que mostram a percepção do cooperativismo no Tribunal. “Existe uma compreensão dos ministros sobre o cooperativismo e se faz uma boa leitura da Lei 5.764. As perspectivas são boas para o movimento cooperativo”, disse. O ministro também relacionou os sete princípios do cooperativismo e descreveu sua importância para as atividades que envolvem as cooperativas.
     Para o gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Mário De Conto, o Congresso alcançou seu objetivo ao mostrar novas teorias dentro do Direito Cooperativo: “Trouxemos grandes especialistas do Direito português, que trataram de uma perspectiva do Direito Constitucional Cooperativo em Portugal, e também ícones do Direito no Brasil, que não são ligados diretamente ao cooperativismo e, justamente por isso, trouxeram novas inquietações, que são a fonte de novos avanços”.
     Segundo ele, existe uma incompreensão das particularidades das cooperativas – ponto abordado por grande parte dos painelistas durante o evento. “Isso decorre de uma visão do Direito que só consegue ver relações de conflito e não de cooperação, como se dá nas cooperativas. Ficou evidenciado que esse desconhecimento dos operadores do Direito vem de uma incompatibilidade de pensar o Direito como uma forma individualista da forma como a cooperativa opera. Um dos grandes contributos do Congresso é procurar, a partir de agora, trabalhar essa perspectiva das cooperativas como organizações comunitárias”, explicou De Conto.
     O Congresso Luso-Brasileiro de Direito Constitucional Cooperativo teve apoio da Cooperativa Antônio Sérgio de Economia Social (Cases), de Portugal; do Centro de Estudos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris); e da Sicredi Ajuris. O evento fez parte das comemorações alusivas ao Dia Internacional do Cooperativismo

PAINÉIS
      Confira os principais pontos abordados em cada um dos painéis do Congresso Luso-Brasileiro de Direito Constitucional Cooperativo:

     O primeiro dia do evento teve o painel “Panorama constitucional das cooperativas”, coordenado pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius. Os painelistas foram a portuguesa Deolinda Meira, doutora em Direito pela Universidade de Vigo; Ingo Wolfgang Sarlet, juiz e doutor em Direito pela Universidade de Munique, Alemanha; e Mário de Conto, assessor jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS e doutorando em Direito pela Universidade do Rio dos Sinos (Unisinos).
     Vergilio Perius apresentou os artigos da Constituição Federal de 1988 que garantiram os direitos constitucionais das cooperativas no Brasil (Leia mais no link). Deolinda falou sobre a legislação referente às cooperativas em Portugal. Segundo ela, a atual Constituição portuguesa favorece o cooperativismo e coloca as cooperativas em posição de relevo no país. “Os princípios cooperativos têm dignidade constitucional em Portugal”. Para Ingo Sarlet, as cooperativas “estão em alta”, como demonstra a declaração da ONU sobre o Ano Internacional das Cooperativas, que será 2012. Ele comparou as constituições dos países, afirmando que “no Brasil, a constituição não protege as cooperativas como ocorre em Portugal”. Mário de Conto, por sua vez, apresentou a legislação brasileira relativa ao cooperativismo.
     O primeiro painel do segundo dia, “Cooperativas na ordem econômica”, foi coordenado pelo gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Mário De Conto, e contou com a participação de Pedro Luiz Pozza, juiz e doutorando em Processo Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Fábio Medina Osório, advogado e doutor em Direito Administrativo pela Universidad Complutense de Madrid; e Daniel Mitidiero, advogado e doutor em Direito pela UFRGS.
     Pedro Luiz Pozza discorreu sobre as diferenças entre relações de consumo e relações cooperativas e ressaltou que as cooperativas deveriam ter um tratamento tributário diferenciado. Fábio Medina Osório tratou sobre a participação das cooperativas em processos licitatórios. Segundo ele, quando há proibição, configura-se uma discriminação ao sistema cooperativista: “Deve ser fomentada a participação das cooperativas para incentivar a competitividade. Não se pode presumir que as cooperativas têm irregularidades sem avaliar sua estrutura”. Daniel Mitidiero falou sobre a legitimação da cooperativa dentro da situação comunitária. Ele definiu as cooperativas como relações plurilaterais fundadas em sentimentos de pertencer a um grupo assentados sob um projeto comum. “Temos que pensar nas cooperativas de outra forma conceitual e examinar o que de fato as diferencia”, salientou.
      O painel “Cooperativas, regulação e relações com o Estado” foi coordenado por Dulce Ana Gomes Opptz, representante da Ajuris, e teve a participação do desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Genaro Baroni Borges; de João Pedro Salazar Leite, advogado da Cases; e do assessor jurídico da Ocergs, Tiago Machado.
     “Não queremos privilégios. Mas que sejamos igualados porque temos diferenciais”, afirmou Genaro Borges em sua explanação. O desembargador explicou que o cooperativismo não é inferior, mas apresenta particularidades que devem ser consideradas. João Pedro Salazar Leite falou sobre a legislação portuguesa e sobre a Cases. A apresentação de Tiago Machado foi sobre as crises de representação e as novas formas de relação com o Estado. Segundo ele, há uma nova relação entre políticos e governados, onde há participação dos eleitores além do processo eleitoral. ”As cooperativas devem aproveitar esse momento e mostrar o que são”, declarou.  

Grande festa marca Dia do Cooperativismo no Rio Grande do Sul

      O Dia Internacional do Cooperativismo, comemorado neste sábado (02/07) por 1 bilhão de pessoas ligadas a cooperativas no mundo todo, foi marcado por uma grande festa no Rio Grande do Sul. O Sistema Ocergs-Sescoop/RS promoveu um evento, que reuniu mais de 1.200 pessoas em Porto Alegre. “As pessoas que estão aqui hoje têm o cooperativismo em seu DNA”, destacou o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, que parabenizou os mais de 2 milhões de associados e 50 mil empregados das cooperativas gaúchas.
     A celebração do Dia do Cooperativismo iniciou pela manhã com ato ecumênico. Após o almoço, os participantes assistiram a uma mostra do Festival O Rio Grande Canta o Cooperativismo e dançaram ao som dos grupos Os Fagundes e Fama Festa Show.

AUTORIDADES
     Durante o evento, diversas autoridades municipais, estaduais e federais falaram sobre a expressão do movimento cooperativista. Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan, que representou o governador Tarso Genro, o cooperativismo superou as últimas décadas em que o mundo se caracterizou pelo  individualismo, e prova hoje sua força econômica. O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, definiu o cooperativismo como uma nova ideologia, diferente do capitalismo e do socialismo, que mostrou que as pessoas podem trabalhar em comunhão: “O cooperativismo marcou profundamente o século XX, como uma forma nova de organização econômica”.
     O deputado federal Giovani Cherini, representante do presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Odacir Zonta, disse ter orgulho em ser associado de sete cooperativas: “O cooperativismo é a grande forma de apaziguar a sociedade”. O representante da Assembleia Legislativa do RS, deputado estadual Gilmar Sossella, afirmou que sempre acreditou na luta das cooperativas e que o sistema é uma alternativa em diversos ramos. O presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo do RS (Frencoop/RS), deputado estadual Heitor Schuch, ressaltou a necessidade de trazer os jovens para o cooperativismo.

Cooperativas de Infraestrutura discutem regulação do setor na Aneel

      Representantes de cooperativistas de Infraestrutura participaram, no dia 22 de junho, de uma audiência pública na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília (DF), para discutir o enquadramento das cooperativas que atuam no setor. O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, participou dos debates e defendeu um tratamento diferenciado para o segmento, de acordo com suas particularidades.

      “Mais que um empreendimento econômico de distribuição de energia, as cooperativas são empreendimentos de pessoas. Já na sua formação fica claro o seu caráter diferenciado. Somos organizações de gente e não de capital”, disse. Dessa forma, Freitas enfatizou em seu pronunciamento que a regulamentação proposta pela Aneel, de enquadrar as cooperativas nos mesmos critérios de regulamentação das empresas concessionárias de energia não leva em conta as especificidades do segmento e, inviabilizaria o funcionamento de muitas delas.

      “Nós percebemos o esforço da agência como órgão regulador, mas não podemos deixar de chamar a atenção para essas questões. As cooperativas estão hoje onde muitas grandes empresas não quiserem estar, levando luz para muitos brasileiros, no campo sim, mas nas cidades também”, ressaltou o presidente da OCB.

      Freitas finalizou a sua participação reforçando, mais uma vez, a importância de criar uma metodologia justa para o setor cooperativista e, para isso, colocou a OCB e seus analistas técnicos à disposição. “Nós queremos o melhor para as nossas cooperativas, os nossos cooperados, e acreditamos que isso possa ser feito a partir de um processo participativo. Estamos, inclusive, em um momento propício para isso. A Organização das Nações Unidas, a ONU, declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas e o “slogan” será “Cooperativas constroem um mundo melhor” e elas realmente constroem”.

Mercado - Hoje, o mercado atendido pelas concessionárias é eminentemente urbano, com uma média de 20 consumidores/Km de rede, ao passo que as cooperativas atuam mais na zona rural e têm, em média, cinco associados/Km de rede.    

 

Fonte: OCB

    

ACI divulga mensagem sobre Dia Internacional do Cooperativismo 2011

      Em virtude das comemorações alusivas ao 89º Dia Internacional do Cooperativismo, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulgou uma mensagem especial sobre o tema abordado este ano. Com o objetivo maior de promover a participação da juventude no movimento cooperativista, as celebrações serão complementadas com o lançamento em novembro deste ano pela Organização das Nações Unidas (ONU) do Ano Internacional do Cooperativismo, que será comemorado em 2012.

      “Em um momento em que as mídias sociais conectam os jovens de uma maneira nunca antes vista, as cooperativas se deparam com uma oportunidade sem precedentes, por incorporarem formatos colaborativos extremamente atraentes para esse público”, chama à reflexão um trecho da mensagem.

      A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) realizam na quarta-feira (6/7) um Seminário na Câmara dos Deputados, em Brasília, intitulado “Juventude: o futuro do cooperativismo”, para discutir o papel da juventude no futuro do movimento cooperativista e do país. Clique aqui para ler na íntegra a mensagem da ACI.

Programação do Seminário

14h30 - Abertura
Senador José Sarney, presidente do Senado Federal
 
Deputado Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados

Deputado Zonta, presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (FRENCOOP)

Deputado Domingos Neto, presidente da Frente Parlamentar da Juventude (FPJ)

Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)

15h - Painel Juventude e Cooperativismo
Mediação: Márcio Lopes de Freitas

Expositores:
Lais Abramo, diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT-Brasil)

Petrúcio de Magalhães Junior, presidente da OCB/AM e Líder Cooperativista

16h30 - Debates e Pronunciamentos Parlamentares

17h - Encerramento
 
Fonte: Sistema OCB/Sescoop

Mobilização cooperativista pela aprovação do Novo Código mostra resultados

 

      Após dois anos de discussão, a Câmara dos Deputados aprovou, no dia 24 de maio, o novo Código Florestal Brasileiro, Projeto de Lei Nº 1.876-C, de 1999, cujo relator é o deputado Aldo Rebelo. A proposição que sugere a criação de uma nova legislação ambiental foi aprovada por 410 deputados federais, teve 63 votos contra e uma abstenção. Agora, a definição de um novo Código Florestal para o Brasil está nas mãos do Senado.

     O cooperativismo brasileiro acompanhou de perto todo o processo, que teve manifestações de produtores, discussões entre parlamentares, debates e três votações adiadas. “Foi um passo muito importante para os produtores rurais e para toda a sociedade. Só assim acabaremos com a sensação de insegurança jurídica no campo e o receio do setor de permanecer na ilegalidade. A nova legislação vai realmente conciliar a preservação dos recursos naturais com continuidade da produção agropecuária brasileira”, comemorou o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas.

     A Ocergs (Sindicato e Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul), representada pelo vice-presidente da entidade, Irno Pretto, e diversas outras lideranças cooperativistas do Estado, participou ativamente dos debates que culminaram no relatório apresentado por Aldo Rebelo. “Creio que a principal contribuição da Ocergs foi a inclusão das parreiras nas áreas de preservação”, opina Pretto. “O Projeto de Lei tratava apenas de maçãs, silvicultura e gado de pastoreio nas encostas. Em uma reunião com as bancadas e o relator, salientamos a necessidade de serem incluídas as parreiras, e foi o que aconteceu”.

     Durante a votação, os parlamentares avaliaram a emenda substitutiva global nº 186, de autoria do deputado Aldo Rebelo, e a emenda nº 164. Um total de 273 deputados votou a favor da autonomia dos estados para legislar sobre questões ambientais. Neste ponto, a divergência foi maior. Foram 162 votos contrários e duas abstenções. O texto também faz menção expressa à prática agrossilvopastoril, ecoturismo e turismo rural ao tratar de áreas consolidadas e diz que o Programa de Regularização Ambiental (PRA) deve atender às especificidades locais e regularizar a manutenção das atividades já desenvolvidas.

    “Na verdade, a percepção do plenário vem ao encontro da realidade do nosso país. A diversificação de solo, clima e cultura dos estados brasileiros pede legislações devidamente adequadas a essas peculiaridades e nada melhor que oferecer a eles autonomia para tratar da matéria”, afirmou o presidente da Frencoop (Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo), deputado Odacir Zonta. “Nós, da Frente, e todo o setor cooperativista, estaremos atentos, acompanhando de perto a tramitação do novo Código no Senado Federal”, complementou.    

Retrospectiva      
 
29 de março - As Comissões de Agricultura e Reforma Agrária e a de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor, ambas do Senado Federal, realizaram uma Audiência Pública conjunta para discutir as alterações no Código Florestal Brasileiro (Lei nº 4.771/65). Os principais pontos abordados foram relativos às questões que envolvem os novos parâmetros de Áreas de Preservação Permanente (APP’s) e a Área de Reserva Legal.

31 de março – O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, apresenta oficialmente o posicionamento da entidade sobre a revisão do Código Florestal Brasileiro, em coletiva de imprensa. Também foram apresentados os reflexos da atual legislação na produção agrícola e lançada a cartilha “Revisão do Código Florestal: o desafio de preservar e produzir”, na busca de alinhamento institucional e a conscientização dos parlamentares sobre o tema.

04 de abril - Caravanas de todos os estados desembarcam em Brasília para participar da mobilização pela aprovação do novo. Promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o evento reuniu cerca de 20 mil produtores e representantes das entidades ligadas ao setor produtivo para pressionar os parlamentares e sensibilizá-los pela aprovação da nova legislação ambiental. Representada pelo vice-presidente Irno Pretto, a Ocergs participa da entrega de um abaixo-assinado com mais de 100 mil adesões ao presidente da Câmara de Deputados, deputado federal Marco Maia.     

10 de maio – A votação do Novo Código, prevista para o dia 05 de maio, é adiada novamente. Sem conseguir um acordo com o relator sobre pontos polêmicos do texto, o governo movimentou sua base aliada e adiou a apreciação da matéria. Os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Agricultura, Wagner Rossi; e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, se reuniram com Rebelo na tentativa de desenhar um texto de consenso. Remarcada para o dia 17 de maio, o adiamento preocupa os cooperativistas, conforme explicou Irno Pretto: “A produção fica inviabilizada diante da incerteza dos pequenos proprietários sobre o que será válido legalmente”. A OCB, Ocergs e outras entidades representantes do agronegócio, como a Fetag (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul) orientam os agricultores a continuarem esperando e a pressionar os responsáveis para que a votação aconteça.

 Divergências

      Os dois pontos de conflito, que dificultaram o acordo, diziam respeito à recomposição da Reserva Legal e à definição de Área de Preservação Permanente (APP). O relator defendia a dispensa da necessidade de recomposição da reserva legal para pequenos proprietários, com imóveis de até quatro módulos fiscais, e estendia a regra a todos os agricultores, considerando o cômputo da reserva legal com o desconto dos primeiros quatro módulos. Por sua vez, o governo aceitava a isenção somente para a agricultura familiar, ponto previsto na Lei 11.326/2006, mantendo a exigência para as demais propriedades, independente de seu tamanho.

      Em relação às APPs, a polêmica estava na definição das regras para propriedades já consolidadas, ou seja, desmatadas até julho de 2008. O deputado Aldo Rebelo defendia que esses proprietários fossem obrigados a recuperar 15 metros de vegetação nas margens dos rios de até 10 metros de largura. O governo, no entanto, não aceitava a isenção e concedia o benefício apenas para as propriedades de agricultura familiar.  Já em rios largos, a área de preservação permanente pode chegar a 500 metros às margens em cada lado, comprometendo a sobrevivência de agricultores que sejam proprietários de terras menores.
 
      O sistema cooperativista, com a OCB e suas unidades estaduais, trabalhou para incluir as cooperativas Agropecuárias entre as beneficiárias das Áreas de Preservação Permanentes (APPs). “A agricultura familiar foi incluída no projeto de Lei, mas o governo exigiu que se definisse o que é agricultura familiar e essa definição excluía muitas cooperativas”, comenta Pretto.

O cooperativismo e novo Código    

      De acordo o consultor jurídico da OCB, Leonardo Papp, a aprovação não marca o fim de um processo, mas o início de uma nova fase que deverá ser desencadeada. “A aprovação do Código Florestal não é um ponto de chegada. É um ponto de partida. Depois disso, vai ser necessário muito empenho para adequar a legislação dos estados a essa nova realidade, assim como um grande esforço e vigilância para que se possa influenciar de maneira positiva na produção do decreto da presidente da República, que deverá regulamentar as atividades nas APPs (Áreas de Preservação Permanente)”, afirmou Papp.

      Irno Pretto, que acompanhou a votação, concorda: “Acredito que haverá algum acordo com relação à consolidação das áreas. O Rio Grande do Sul precisa disso, ou terá a suinocultura, a avicultura e o gado de leite dizimados. Municípios como Nova Petrópolis e Paraí desapareceriam, porque são preservados por quatro módulos, com a especificação de agricultura familiar. É necessário que isto seja acertado no Senado para que não haja veto da presidente Dilma”.

      Segundo Papp, os maiores ganhos foram contabilizados em relação à Reserva Legal (RL), como, por exemplo, a dispensa de recomposição da RL em propriedades com até quatro módulos. Já em relação às APPs, a expectativa era de que os estados tivessem mais autonomia para legislar sobre o assunto. “O setor vinha defendendo a bandeira de que, como o País é muito grande, com muitas peculiaridades, muitas das questões deveriam ser decididas pelos estados, inclusive a consolidação das áreas que já estão em produção. Porém, o resultado das negociações no Congresso foi remeter a um decreto da presidente a regularização dessas áreas, o que não é o ideal diante das expectativas iniciais mas, por outro lado, é uma oportunidade que se cria, já que na lei de hoje ela sequer existe”, disse Papp. Apesar disso, ele acredita que ainda haverá espaço para os estados. “Numa amplitude menor do que se esperava, mas os estados terão um papel mais ativo do que tem na legislação atual, na produção e na discussão da legislação ambiental”, acrescentou.

      O consultor jurídico ressaltou que o cooperativismo sai fortalecido do processo sobre o novo Código. “O cooperativismo não foi um mero coadjuvante nessa discussão. Por vários momentos assumiu o papel de protagonista. Representantes do setor foram constantemente consultados pelos políticos que estão à frente dessa discussão. O setor pode demonstrar que a forma cooperativista de produzir é própria, portanto, tem que ser vista de uma maneira diferenciada. Acho que isso foi um ganho institucional para todos nós que somos adeptos e entusiastas do modo cooperativista de produzir,” frisou.
 
 

Receita Federal adota mudanças nas contribuições de cooperativas

     A partir do mês de julho, as cooperativas terão a obrigatoriedade de entregar sua apuração de recolhimento para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) à Receita Federal. A obrigação, integrada ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), vale para empresas que operam no regime de Lucro Real.
     A declaração terá que ser assinada digitalmente para ser transmitida, via internet, ao ambiente Sped. Ela deverá ser enviada mensalmente, até o quinto dia útil do segundo mês subsequente a que se refira a escrituração. O primeiro encaminhamento está previsto para setembro, no entanto a Receita Federal prorrogou este prazo e o  contribuinte terá até fevereiro de 2012 como data limite.
     De acordo com o analista Tributário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Edimir Santos, a apresentação da EFD-PIS/Cofins não anula a obrigatoriedade da entrega do Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon). Mas ele alerta  que a punição pelo não cumprimento do prazo fixado acarretará aplicação de multa no valor de R$ 5 mil,  por mês-calendário ou fração de atraso. Para Santos, a iniciativa favorece a arrecadação, por trazer segurança jurídica para o contribuinte, pois a entrega só se dá após a validação dos dados.“É preciso que o setor se prepare para atender às exigências com antecedência, pois provavelmente terá que mudar procedimentos internos”, diz o analista Tributário da OCB.
 
Acesse a Instrução Normativa da Receita Federal que prorroga a data de entrega de apuração de recolhimento do Pis/Cofins.
 
Fonte: Sistema OCB

 

Projeto de Lei Complementar deve beneficiar cooperativas

 

      O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, participou ontem (30/05) da Audiência Pública sobre Empreendedorismo e Economia Solidária, parte do programa Destinos e Ações para o Rio Grande, da Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados do Rio Grande do Sul. O objetivo da Audiência foi debater o Projeto de Lei Complementar (PLC) 591/2010, apresentado pelo deputado federal Pepe Vargas, um dos autores, que introduz modificações na Lei da Micro e Pequena Empresa, no sistema de tributação e na contribuição ao INSS. “Este encontro faz parte dos grandes debates e discussões que definirão as linhas que levaremos ao governo do Estado”, afirmou o presidente da AL, Adão Villaverde, ao fazer a abertura do evento.

      Uma das principais alterações sugeridas pelo Projeto, e que afeta diretamente as cooperativas, é a possibilidade de elas optarem pelo regime de tributação Simples. “O Projeto de Lei Complementar diz que a cooperativa que está nos limites de enquadramento do faturamento pode optar pelo regime tributário Simples, mas aí perderia a isenção tributária. Portanto, a cooperativa deve fazer suas contas e optar pelo que for mais vantajoso”, explicou o deputado Pepe Vargas.

      “O Projeto 591 permite que mais empresas sejam enquadradas na tributação Simples pelo faturamento anual, criando uma série de benefícios tributários e previdenciários. As cooperativas ainda não se enquadram no Simples, com exceção do ramo Consumo”, afirma o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius.

      Segundo ele, as cooperativas que poderiam se beneficiar com as mudanças no PLC são de nove ramos: Educação, com 315 cooperativas no Brasil; Habitação, com 256; Produção (especialmente de artesanato), com 190; Saúde, com 410; Trabalho, com 1.100 cooperativas; Transporte, com 810; Crédito com 150; Turismo, com 20, e Especial/Social, com 15. “Este grupo cooperativista representa um faturamento de 5 bilhões de reais por ano e tem 1.100 associados. Vamos ficar atentos e trabalhar em nível nacional para incluir as cooperativas nesse projeto.”

      De acordo com o assessor jurídico da Ocergs, Tiago Machado, as modificações propostas pelo Projeto de Lei também são importantes para as cooperativas participarem de licitações em condição de igualdade. “Cooperativas com faturamento bruto anual equivalente seriam equiparadas às microempresas e empresas de pequeno porte, com direito aos mesmos benefícios”, declarou.

      O deputado Pepe Vargas se mostrou bastante otimista com as negociações com o governo federal: “Creio que dentro de alguns dias os teremos nova negociações, mas com certeza sairemos desse processo com um reajuste nos limites de enquadramento, que desde de 2007 não são modificados”.

      Perius ainda aproveitou a ocasião para saudar o deputado Pepe Vargas, responsável autor da Lei que deu a Nova Petrópolis o título de Capital Nacional do Cooperativismo.
 

Congresso internacional aborda o Direito Constitucional Cooperativo

      Como parte das comemorações alusivas ao Dia Internacional do Cooperativismo, o Sescoop/RS promoverá, na quinta e sexta-feira desta semana (30/06 e 01/07), o Congresso Luso-Brasileiro de Direito Constitucional Cooperativo. O evento será no auditório do Centro de Formação Profissional Cooperativista - localizado na Av. Berlim, 409, em Porto Alegre -, com início às 14h no primeiro dia e das 8h30 às 16h no segundo. A iniciativa tem como objetivo mostrar o Direito Cooperativo à comunidade jurídica brasileira, através da perspectiva do Direito Constitucional, oportunizando o debate de temas presentes em discussões judiciais e a apresentação de teorias do Direito Constitucional português.

    As inscrições estão abertas no site www.sescooprs.coop.br. O investimento será de R$ 50 reais. O evento tem apoio da Cooperativa Antônio Sérgio de Economia Social (Cases), de Portugal; do Centro de Estudos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris); e da Sicredi Ajuris.

 

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira (30/06)
 
13h – Credenciamento
14h – Abertura Oficial
Dr. Vergilio Frederico Perius – Presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS
Dr. Eduardo Graça - Presidente da Cooperativa Antônio Sérgio de Economia Social (CASES) – Portugal
Des. Leo Lima - Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)
Dep. Adão Villaverde – Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Sec. Ivar Pavan – Secretário Estadual do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo
15h30 – Painel: Panorama Constitucional das Cooperativas
Coordenador: Vergilio Frederico Perius. Presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS
Dra. Deolinda Meira - Doutora em Direito pela Universidade de Vigo, Portugal
Dr. Ingo Wolfgang Sarlet  - Juiz de Direito. Doutor em Direito pela Universidade de Munique, Alemanha
Dr. Mário De Conto - Gerente Jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS. Doutorando em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS
 
Sexta-feira (01/07)


8h30 – Painel: Cooperativas na Ordem Econômica
Coordenador da Mesa: Marcio Lopes de Freitas. Presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB
Dr. Pedro Luiz Pozza - Juiz de Direito. Doutorando em Processo Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFGRS
Dr. Fábio Medina Osório. Advogado. Doutor em Direito Administrativo pela Universidad Complutense de Madrid
Dr. Daniel Mitidiero. Advogado. Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFGRS
10h - Coffee Break
10h15 – Painel: Cooperativas, Regulação e Relações com o Estado
Coordenador da Mesa: Dr. João Ricardo dos Santos Costa. Juiz de Direito. Presidente da Associação dos Juízes do Estado do Rio Grande do Sul (AJURIS).
Des. Genaro Baroni Borges – Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.
Dr. João Pedro Salazar Leite – Advogado da Cooperativa Antônio Sérgio de Economia Social (CASES) – Portugal.
Dr. Tiago Machado – Assessor Jurídico do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs).
12h - Almoço
14h -  Conferência Magna – O Cooperativismo nos Tribunais Superiores
Coordenador da Mesa: Deputado Federal Giovani Cherini. Presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo da Câmara dos Deputados.
Dr. Paulo de Tarso Vieira Sanseverino – Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFGRS.
15h – Encerramento

Programa sujeito a alterações.

Código Florestal segue para análise do Senado

      A definição de um novo Código Florestal Brasileiro está agora nas mãos dos senadores. Após dois anos de discussão na Câmara dos Deputados, a proposição que sugere a criação de uma nova legislação ambiental foi aprovada por 410 deputados federais nesta terça-feira (24/05). A deliberação da matéria ocorreu no plenário da Casa, em meio a discussões acaloradas entre os parlamentares. Apenas 63 votaram contra o projeto e há registro de uma abstenção. O texto segue para apreciação do Senado Federal. Todo esse processo foi acompanhado de perto pelo presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, superintendente da instituição, Renato Nobile, e cooperativistas dos estados do Rio Grande do Sul, representado pelo vice-presidente da Ocergs, Irno Pretto, de  São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amazonas.

      O presidente da OCB comemorou a decisão. “Foi um passo muito importante para os produtos rurais e para toda a sociedade. Só assim, acabaremos com a sensação de insegurança jurídica no campo e o receio do setor de permanecer na ilegalidade. A proposta aprovada reflete a realidade do nosso país e não o Decreto 6514/2008, cujo prazo expira no dia 11 de junho. A nova legislação vai realmente conciliar a preservação dos recursos naturais com continuidade da produção agropecuária brasileira”, disse Freitas.

      Durante a votação, os parlamentares avaliaram a emenda substitutiva global nº 186, de autoria do deputado Aldo Rebelo (SP), e a emenda nº 164. Um total de 273 deputados votou a favor da autonomia dos estados para legislar sobre questões ambientais. Neste ponto, a divergência foi maior. Foram 162 votos contrários e duas abstenções. O texto também faz menção expressa à prática agrossilvopastoril, ecoturismo e turismo rural ao tratar de áreas consolidadas e diz que o Programa de Regularização Ambiental (PRA) deve atender às especificidades locais e regularizar a manutenção das atividades já desenvolvidas.

      “Na verdade, a percepção do plenário vem ao encontro da realidade do nosso país. A diversificação de solo, clima e cultura dos estados brasileiros pede legislações devidamente adequadas a essas peculiaridades e nada melhor que oferecer a eles autonomia para tratar da matéria”, afirmou o presidente da Frencoop, deputado Zonta. “Nós, da frente, e todo o setor cooperativista, estaremos atentos, acompanhando de perto a tramitação do novo Código no Senado Federal”, complementou.    

      Para ver a votação dos parlamentares e conferir a cobertura completa, acesse o blog OCB no Congresso.
 
Fonte: OCB