Os sindicatos exercem importante papel de representação em diversos âmbitos da sociedade, para garantir os direitos de seus associados (empregados e empregadores). No cooperativismo isso também ocorre. Para se ter uma ideia, todos os dias os interesses das cooperativas, enquanto categoria econômica, são defendidos no âmbito dos Três Poderes da República por sindicatos, federações e pela Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop).
Essa estrutura de defesa também possui três níveis de atuação: municipal, estadual e nacional, com prerrogativas exclusivas, dentre elas a possibilidade de propor ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal e a participação em fóruns, conselhos e demais órgãos colegiados dos poderes públicos.
CONTRIBUIÇÃO
E se de um lado existe a atuação dos sindicados de empregados, do outro existe um trabalho consistente voltado aos empregadores, no caso, as cooperativas. Por isso é tão importante ter um sistema sindical fortalecido. “Todo esse trabalho é custeado por uma contribuição confederativa anual, baseada na classe de capital social de cada cooperativa. É essa contribuição que nos permite atuar pela defesa do cooperativismo brasileiro, buscando avanços e melhorias para o setor. É muito importante, em um estado democrático de direito, a organização sindical em prol das categorias representadas e da coletividade, e isso não é diferente para o cooperativismo”, comenta a gerente sindical da CNCoop, Jucélia Ferreira, que faz um alerta: “Essa contribuição vence no próximo dia 30/6”.
INFORMAÇÕES
Os interessados podem encontrar todas as informações a respeito do trabalho dos sindicados, federações e da própria CNCoop, clicando aqui.
BREVE HISTÓRICO
Anteriormente, o cooperativismo era representado, na esfera sindical, por entidades genéricas que representavam outras categorias econômicas e, assim, os interesses das cooperativas acabavam ficando em segundo plano.
Por isso, desde a década de 90, as cooperativas começaram a ser representadas por entidades sindicais específicas, que hoje contam com três níveis: os sindicatos de cooperativas (1º grau), que atuam no âmbito municipal, estadual e nacional; as federações (2º grau), que agrupam esses sindicatos; e, em terceiro grau, a CNCoop, que reúne as federações.
Essa organização sindical, que completa quase 30 anos, foi fundamental para a representação das cooperativas enquanto categoria econômica. A relação entre os sindicatos dos empregados em cooperativas (representação laboral) e os sindicatos das cooperativas (representação patronal) funciona muito melhor. É uma linguagem paralela e simétrica na promoção do cooperativismo como gerador de trabalho, emprego, renda e desenvolvimento social.
SAIBA MAIS
Atualmente, existem no Brasil cerca de 50 sindicatos de cooperativas, seis federações e a CNCoop. E mais: o Sistema Sindical Cooperativista é fundamental para gerar espaços de interlocução com o governo, com outras instituições públicas e privadas, para colaborar com a divulgação e o aprimoramento da doutrina cooperativista. O Sistema Sindical também auxilia as cooperativas em assessoria e consultoria jurídicas; assistência em negociações coletivas, estrutura física para eventos e reuniões; e outros muitos serviços.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sistema OCB
Representação
O deputado Zé Nunes homenageou, no Grande Expediente da Assembleia Legislativa do dia 18 de junho de 2019, a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul Ltda, localizada no município de São Lourenço do Sul. Antes da homenagem realizada no Plenário 20 de Setembro, a direção da Coopar foi agraciada com a Medalha da 55ª Legislatura, conferida pelo parlamentar, numa cerimônia que reuniu, no Salão Júlio de Castilhos, lideranças políticas e comunitárias da Metade Sul do Estado. O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, e o presidente da Frencoop/RS, deputado Elton Weber, participaram das solenidades.
Fundada em 1992 por um grupo de 41 agricultores familiares, a organização representa, conforme o deputado Zé Nunes, uma alternativa de produção e geração de renda. “Foi uma construção desafiadora, trabalhosa, mas gratificante e com ótimos resultados”, frisou, lembrando que a Coopar é a soma de um trabalho coletivo, no qual atuaram técnicos do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor, vinculado à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), que incentivaram a adoção de modelos de produção sustentável.
A entidade nasceu sem capital. Um projeto enviado à Alemanha para captar recursos garantiu US$ 17 mil para a aquisição de uma área de terras com um prédio comercial desativado, onde está instalada a sede da cooperativa. Hoje, a Coopar está presente em 14 municípios, conta com 4.750 famílias associadas e distribuiu suas atividades entre duas indústrias, que empregam 250 pessoas.
As políticas públicas instituídas a partir do ano 2000 contribuíram, conforme o petista, de forma decisiva para o desenvolvimento da agricultura familiar e o crescimento da cooperativa, que adotou uma gestão eficiente com controle social exercido por sua base. Além de São Lourenço do Sul ter sido pioneiro na aquisição de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar, fato que ajudou a alavancar os negócios, a Coopar se beneficiou também do Programa de Incentivos Sociais Produtivos (Proinco), do BNDES, que foi fundamental para que entrasse no ramo industrial, e do Fundopem, que a partir do governo Tarso alcançou as cooperativas, permitindo a construção de sua segunda unidade fabril. Somados aos programas de fomento, “a união e o zelo com as coisas da cooperativa e o respeito aos associados”, na avaliação do deputado, fizeram a diferença para a sobrevivência e o avanço da organização, que tem fortes referências na economia solidária, no novo sindicalismo e na sustentabilidade ambiental.
Pomerano
Inicialmente, a Coopar procurou organizar a produção e a comercialização de batata, grãos, hortifrutigranjeiros e suínos, buscando diversificar a produção familiar. Em 2001, a cooperativa passou a atuar também no setor leiteiro, redefinindo seu destino produtivo, do município e também da região. Hoje, a cooperativa é uma referência na produção de leite no Rio Grande do Sul, sendo São Lourenço o maior produtor das regiões Sul, Centro e Campanha. “O município ocupa a 9ª colocação no Estado na produção de leite, entre 496 municípios”, apontou Nunes.
Em vez de apenas fomentar a produção e atuar no recolhimento e comercialização do leite a granel, a Coopar optou por enfrentar um mercado competitivo e dominado por grandes empresas, passando a agregar valor por meio da industrialização do produto. Atualmente, a entidade recebe a produção de 1250 associados, que é utilizada na fabricação de leite UHT, queijos, requeijão, nata, doce de leite, bebida láctea e leite em pó, que carregam a marca Pomerano, presente nas prateleiras de supermercados de mais de 100 municípios gaúchos e de cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. “Não faltou quem dissesse que a cooperativa não se viabilizaria num mercado competitivo. Entretanto, foi uma decisão correta, que mostra que os pequenos podem sobreviver quando atuam de forma cooperada e solidária”, salientou. Além do trabalho na área de lacticínios, a Cooperativa tem três unidades de secagem, beneficiamento e armazenamento de grãos, dois postos de combustíveis e duas lojas agropecuárias.
Desafios
Nunes encerrou seu pronunciamento analisando os desafios do cooperativismo no mercado mundial, formado por grandes produtores, que influenciam na formação dos preços, e por grandes empresas transacionais, que produzem em escala e buscam impor regras. Abordou também os obstáculos existentes em nível nacional, especialmente, o aniquilamento das políticas de proteção social e os cortes orçamentários. “É neste contexto que temos de renovar a convicção na importância do cooperativismo. Em tempos de neoliberalismo, é tentador o individualismo, mas é preciso fortalecer a ação coletiva”, recomendou.
Os deputados Elton Weber, Frederico Antunes, Airton Lima, Luiz Henrique Viana, Fernando Marroni e Sérgio Peres se somaram à homenagem por meio de apartes.
Com informações fotos da Agência de Notícias ALRS
Representação
O Departamento de Meio Ambiente da Cotribá realizou, entre os dias 3 e 7 de junho, diversas ações para celebrar a Semana do Meio Ambiente. Internamente, para os funcionários, foram realizadas palestras e distribuição de mudas de árvores frutíferas e nativas. No entanto, o ápice das atividades aconteceu na sexta-feira, dia 7 de junho, numa ação externa junto à ONG Filhos do Coração.
A atividade aliou consciência ambiental e cooperação e também foi a iniciativa inscrita pela Cotribá no Dia de Cooperar (Dia C). A ideia era revitalizar o espaço externo da organização e construir uma horta vertical para que as crianças possam cultivar as hortaliças e levar para casa. A equipe do setor de Apoio realizou a pintura do muro e construiu os canteiros reutilizando paletes e peças dos elevadores dos armazéns. Também foram plantadas árvores frutíferas no local.
A equipe da Cooperativa, formada pelos funcionários do Departamento de Meio Ambiente, Comunicação, Auditoria Interna e Apoio, foram recebidas com música pelas crianças, que fizeram questão de agradecer com uma apresentação ensaiada nas aulas de música.
A iniciativa, que aliou consciência ambiental e cooperação contemplou três projetos: Preserva Cotribá, Trabalhador Sustentável e Dia C.
Preserva Cotribá – Desenvolvido pelo Departamento de meio Ambiente da Cotribá, visa celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente com ações internas e externas. As ações internas geralmente contemplam a atividade do setor para o Trabalhador Sustentável.
Trabalhador Sustentável – Desenvolvido pelo Departamento de Recursos Humanos, visa celebrar duas datas importantes: Dia do Trabalhador e Dia Mundial do Meio Ambiente, por isso geralmente ocorre entre maio e junho. Além de uma ação conjunta, que neste ano foi a arrecadação de tampinhas de garrafa pet para a Apae, o projeto estimula os funcionários a desenvolverem ações conjuntas em seus setores, no sentido de preservar a natureza e criar um ambiente de trabalho melhor.
Dia C – Incentivado pelo Sistema OCB e pelas unidades estaduais do Sescoop, coloca em prática o princípio cooperativista do Interesse pela Comunidade. As cooperativas se empenham em melhorar não só a vida de cooperados, familiares e empregados, mas de todos aqueles que vivem ao redor delas. Trata-se de um movimento de responsabilidade social que prevê iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Cotribá
Representação
O resultado da atuação das cooperativas de Crédito com produtos vinculados ao crédito rural foi destaque na edição do jornal Valor Econômico dessa quinta-feira (13/6). Segundo o periódico, entre os planos safra 2013/2014 e 2018/2019, a participação delas no mercado financeiro cresceu de 9% para 17,2%.
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que a presença das cooperativas de Crédito em municípios onde nenhum banco público ou privado está é uma das razões para o fenômeno. Já o economista da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antônio da Luz, afirma que as cooperativas de Crédito são muito mais “leves” que os bancos tradicionais.
Márcio Freitas e Antônio Luz foram ouvidos pelo jornalista Cristiano Zaia, que, para compor a matéria, também entrevistou o presidente do Banco Cooperativo Sicredi, João Tavares, e o presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada.
Confira, abaixo, a íntegra da reportagem do Valor Econômico.
Cooperativas de crédito ganham força
Por Cristiano Zaia | De Brasília
Impulsionadas por uma estratégia concentrada nos principais polos do agronegócio espalhados pelo interior do País, as cooperativas de Crédito viram seus desembolsos de crédito rural dobrarem nas últimas seis safras e superarem R$ 27 bilhões no ciclo atual (2018/19).
O avanço ultrapassa com folga o crescimento dos outros agentes que atuam nesse mercado e já incomoda tanto o Banco do Brasil, líder histórico no segmento, quanto as instituições privadas que também estão fortalecendo sua atuação no campo.
Com o crescimento, a fatia do ramo cooperativo no volume total de financiamentos liberados ao setor agropecuário saltou de 9%, na safra 2013/14, para 17,2% agora, de acordo com dados do Banco Central. O incremento médio, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), foi de 8,8% ao ano em valores deflacionados, enquanto o BB amargou queda de 3,4% ao ano e os bancos privados registraram baixa de 5,3% no intervalo.
E o avanço tende a continuar acelerado, sobretudo diante da maior concorrência no segmento estimulada pelo governo. Nesse contexto, o perfil mais simplificado de gestão, com executivos mais próximos dos cooperados e estrutura de gerência menor e menos burocrática, é uma das vantagens competitivas do setor cooperativista, de acordo com especialistas.
"As cooperativas de Crédito são muito mais leves que os bancos tradicionais. Conseguiram furar o bloqueio de um grupo muito fechado de bancos e são, hoje, as que mais estão ganhando share no crédito rural, crescendo a uma taxa de dois dígitos há um bom tempo", diz o economista Antônio da Luz, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Atualmente, 437 cooperativas de Crédito atuam no segmento rural no País. Em cerca de 600 municípios, segundo dados da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), elas atuam praticamente sozinhas, e em boa parte com agências digitais. Márcio Freitas, presidente da entidade, reforça que em muitos casos essa atuação se dá onde não há nenhuma outra agência bancária. "Estamos ocupando espaços que, muitas vezes, os bancos não querem. E é aí que as cooperativas são mais competitivas", diz.
A maioria das cooperativas de Crédito sempre emprestou aos produtores rurais por meio dos dois bancos cooperativos em operação no país (Bancoob e Sicredi). Mas há algumas que operam sem esses bancos. São as chamadas "solteiras", ligadas a cooperativas de produção, como a Credicoamo, que recentemente receberam aval para captar poupança para o crédito agrícola.
"Enquanto alguns bancos deixaram de crescer nos últimos anos, estamos inseridos na atividade econômica dos pequenos municípios, onde o agronegócio é pujante e tem ficado um pouco alheio às crises", afirmou ao Valor João Tavares, presidente do Banco Cooperativo Sicredi.
Guarda-chuva para 114 cooperativas de Crédito, o Sicredi tem hoje 1,7 mil agências no País e mantém uma carteira de crédito rural de R$ 22,1 bilhões, ou 40% de toda sua carteira de crédito. Em 2018, o Sicredi cresceu 27,7% na comparação com o ano anterior.
Com forte atuação na região Sul, o Sicredi, que tem 81,2% de suas agências no meio rural, busca agora avançar em São Paulo, Minas Gerais e no Nordeste, e também em cidades onde é a única instituição financeira. Com boa penetração entre pequenos e médios produtores e funding baseado em poupança rural e depósitos à vista, o Sicredi vê um crescimento cada vez maior dos empréstimos com Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).
No Bancoob, as LCA já despontam como principal fonte de recursos, o que comprova que os bancos cooperativos também estão antenados na maior demanda por recursos a juros livres com o patamar abaixo da taxa básica de juros (Selic). Oriundo de cooperativas do Sudeste, o Bancoob conta com uma carteira de R$ 15,2 bilhões no crédito agrícola e vem crescendo cerca de 14% ao ano nas últimas seis safras - das 430 cooperativas do sistema Sicoob, 80% operam com crédito rural.
"Nossa atuação no crédito rural, que era nada há 20 anos, fez empurrar o share do BB para baixo. E estamos na frente dos privados, porque adquirimos uma experiência maior operando sistematicamente nesse setor em escala nacional há 22 anos", afirma o presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sistema OCB
Representação
Na tarde de quarta-feira, dia 12 de junho, um grupo de representantes das cooperativas de Moçambique realizou visita institucional à Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop. O objetivo dos integrantes da comitiva do país africano na visita ao Brasil foi buscar elementos para a formulação de propostas de políticas públicas que possam beneficiar e estruturar o cooperativismo em Moçambique, em especial na educação cooperativista e em questões tributárias. Ao recepcioná-los, o presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, apresentou a história e os dados atualizados do cooperativismo gaúcho, com ênfase na legislação cooperativista. “Nossa lei cooperativista é de 1971, elaborada após a unificação dos sistemas cooperativistas do país no Sistema OCB. A nossa lei cooperativista, a 5.764/71, é uma lei que nos atende muito bem. Sobre as questões tributárias, tivemos a consolidação do ato cooperativo com a norma constitucional de 1988”, concluiu Perius.
Na sequência, o diretor da Escoop, Mário de Conto, apresentou a Faculdade e os projetos que podem, no futuro, gerar possibilidades de intercooperação. “Temos a faculdade desde 2011, como uma estratégia de execução direta para o atendimento das cooperativas. Atuamos também como outras instituições de ensino superior, mas através da Escoop chegamos na real necessidade das cooperativas”, complementou o diretor. De Conto explicitou ainda as funções da Escoop para o cooperativismo gaúcho, como executar o ensino de formação profissional para as cooperativas, fomentar a produção científica no campo do cooperativismo e disseminar o conhecimento do cooperativismo em seus aspectos sociais e econômicos.
Nos últimos dez anos, os movimentos cooperativistas do Brasil e de Moçambique tem cooperado para o fortalecimento das cooperativas no país africano. Neste período, OCB e Ocesp prestaram cooperação técnica e jurídica que resultou na proposta e aprovação da Lei Geral de Cooperativas de Moçambique. O diretor executivo da Associação Moçambicana de Promoção do Cooperativismo Moderno, Cecílio Valentim, agradeceu a oportunidade de conhecer o sistema cooperativista do Rio Grande do Sul e do interesse na busca de conhecimentos e subsídios para o aprimoramento do cooperativismo em seu país. “Decidimos, uma vez que o cooperativismo ainda é um desafio em nosso país, em forma de cooperação, aprender o que pudermos sobre as cooperativas do Brasil para conseguirmos da melhor forma estruturarmos o setor em nosso país”, ressaltou. Em Moçambique, existem 102 cooperativas e 210 mil cooperados, com atuação principal na agropecuária, consumo e produção.
A comitiva moçambicana foi representada pelo diretor executivo da Associação Moçambicana de Promoção do Cooperativismo Moderno, Cecílio Valentim, chefe do departamento de Política Comercial no ministério da Indústria e Comércio, José Maria do Rosário Guilherme, e pelo funcionário da Autoridade Tributária de Moçambique, Edson Cláudio Lifaniça. Estavam presentes no evento, além do presidente do Sistema e do diretor da Escoop, a coordenadora de Pós-Graduação da Escoop, Paola Londero, e a analista técnica do Sescoop/RS, Ubiraci Ávila.
Os dirigentes gaúchos deixaram em aberto a possibilidade de convênios e estudos técnicos de cooperação com as cooperativas de Moçambique, com a alternativa de capacitação de professores e técnicos do país para o atendimento das demandas do setor naquele país. Após a visita ao Sistema Ocergs-Sescoop/RS e a Escoop, a comitiva de Moçambique visitou a Confederação Sicredi, em Porto Alegre, a cooperativa Piá e a Fecoopes Pioneira, em Nova Petrópolis, e a Cooperativa Coogamai, do ramo Mineral, sediada em Ametista do Sul.
Representação
Com o objetivo de promover a educação e conscientização no trânsito, informação sobre saúde, bem-estar, qualidade de vida, prevenção na saúde, bem como a intercooperação com a comunidade em geral, a Cooral Cooperativa de Transportes de Cargas Geral realizou no dia 31 de maio, na sede da Cooperativa, o evento Saúde + Segurança = Vida, que contou com o apoio da BRF, Sest Senat, Clínica Reabilitare e Prefeitura Municipal de Marau.
Entre os serviços oferecidos, o Sest Senat realizou palestra na Escola Municipal Afonso Volpato, com o tema “Álcool, Tóxicos e Direção”, para alunos do sétimo e oitavo anos, com intuito de educar e informar sobre as consequências de dirigir sobre o efeito de tóxicos e álcool. Para os demais participantes do evento, os instrutores do Sest Senat realizaram rodas de conversa, dinâmicas e distribuições de brindes voltados a educação no trânsito.
A Prefeitura Municipal de Marau realizou exames de saúde de glicemia, pressão e doenças sexualmente transmissíveis (DST), com auxílio de uma enfermeira, uma técnica em enfermagem, bem como orientações sobre o cuidado com a saúde. Já a Clínica Reabilitare disponibilizou duas fisioterapeutas para repassar orientações aos participantes do evento sobre postura, teste da pisada e ergometria, e alongamentos que podem ser realizados pelos motoristas dentro do veículo.
Dia de Cooperar (Dia C)
A iniciativa conta com o apoio do Sescoop/RS e foi inscrita na edição de 2019 do Dia de Cooperar (Dia C), um grande movimento nacional de estímulo às iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas, com o irrestrito apoio do Sistema OCB e de suas unidades estaduais, e faz parte da agenda estratégica do cooperativismo brasileiro.
Aqui no RS foram mais de 770 mil pessoas beneficiadas nos últimos quatro anos. Só no ano passado, quase 10 mil voluntários de 307 cooperativas e entidades parceiras estiveram presentes em 186 municípios gaúchos, atendendo mais de 251 mil pessoas.
Fonte: Divulgação Cooral
Representação
Atualmente, para uma cooperativa participar do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), pelo menos 60% dos filiados precisam ser agricultores familiares com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Mas isso pode mudar em breve, já que o secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, garantiu que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, vai encaminhar uma nova regulamentação.
O objetivo, segundo Schwanke, é que todos os produtores que têm Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) possam se beneficiar. “Esse é um pleito antigo do setor cooperativista”, reforçou. A declaração foi dada nesta quinta, dia 6, durante painel na 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa (RTC), em Gramado (RS).
O secretário ainda informou que deve sair, dentro de 15 dias, o ajuste que permitirá que cooperativas centrais possam acessar programas da agricultura familiar, desde que atinjam a proporção de produtores com declaração de aptidão — o mesmo exigido de cooperativas singulares. Hoje, as centrais só podem ter DAP jurídica se 100% dos filiados estiverem habilitados, o que torna o acesso praticamente impossível.
Segundo Schwanke, a pasta também está trabalhando em um projeto de intercooperação, que visa estimular a colaboração entre cooperativas de Sul a Norte do Brasil. O projeto será implementado com apoio a Organização da Cooperativas Brasileiras (OCB) e terá recursos do ministério para custear o treinamento no país. Com isso, espera-se levar a novos projetos a expertise de outros já consolidados. “Queremos um intercâmbio de boas práticas cooperativas”, disse.
A meta é colocar o programa em funcionamento no segundo semestre deste ano e a contratação dos prestadores de serviço será feita por meio de editais públicos, informou o secretário.
Sobre o projeto de integração das áreas técnicas das cooperativas gaúchas proposto pela RTC, Schwanke classificou como uma ação interessante. “Hoje, a assistência técnica pública atende apenas 20% dos produtores. Ou encontramos outros modelos ou muita gente vai acabar saindo da atividade por falta desse serviço”, ressaltou.
Fonte: EasyCoop
Representação
A 1ª Jornada Rede Técnica Cooperativa (RTC) que iniciou no dia 5 de junho e termina hoje, dia 7, em Gramado (RS), discutiu vários temas de interesse do cooperativismo. A biotecnologia, introduzida há 21 anos no Brasil, por exemplo, que abre inúmeras possibilidades para a produção agrícola nacional foi um dos temas debatidos ontem, pelo pesquisador da Embrapa Soja e conselheiro da CTNBio, Alexandre Nepomuceno. Além da já consolidada soja RR e das 130 liberações comerciais concedidas no país, novas cultivares devem chegar ao mercado para revolucionar os processos, do campo à cidade. "Uma das novidades que deve sair do forno em breve é uma nova variedade de soja com resistência ao fungo da ferrugem asiática", adianta. E apresentou diversas outras novidades que estão em pesquisa, como variedades de soja resistentes à seca que estão sendo testadas pela Embrapa e até plantas capazes de identificar presença de minas subterrâneas por meio de alterações em sua coloração.
O pesquisador ainda citou a liberação pela CTNBio de pesquisa inédita para uso de insetos transgênicos em lavouras, como a alteração no gene da lagarta do cartucho para reduzir perdas no milho. A ideia, explica ele, é semelhante a já aprovada para o controle do mosquito Aedes aegypti, que, por meio de introdução de um gene, garantiu esterilização de insetos e redução de população de mosquitos transmissores de doenças como dengue e chikungunya.
Nos últimos 28 anos, a produção de grãos no Brasil aumentou cinco vezes enquanto a área teve expansão de apenas 3 vezes. Contudo, esse resultado não foi revertido em investimentos de pesquisa. Nos Estados Unidos, existe uma lei chamada Check-Off, que prevê que 0,5% do valor de cada saca colhida seja revertido para um fundo de pesquisa. Se ela fosse aplicada no Brasil, estimou ele, na safra 2017/2018 haveria um aporte em Pesquisa e Desenvolvimento de R$ 892 milhões. Ele citou a importância de o país ter políticas de maior estímulo às mentes que fazem todo esse desenvolvimento e reter esses talentos e os lucros de todo esse processo. O pesquisador da Embrapa Soja citou que diversos países estão trabalhando na formação de bancos de dados genômicos, um trabalho que ainda engatinha no Brasil. Na China, cita ele, já se sequenciou o DNA da mandioca, produto originário na flora brasileira.
O painel foi moderado pelo professor da Ufrgs Luiz Carlos Federizzi, que relembrou os caminhos percorridos pela biotecnologia no Brasil até a atualidade. Segundo ele, o desenvolvimento ao longo desses mais de 20 anos ficou um pouco abaixo da expectativa inicial, uma vez que se limitou a apenas quatro espécies. Nepomuceno completou lembrando a polêmica criada no Brasil sobre o uso dos transgênicos no final da década de 1990 foi, na verdade, um grande jogo de interesses. “Muita gente perdeu dinheiro. Despencou a venda de outros herbicidas que acabaram substituídos pelo Roundup Ready”
Brasil tem primeiras plantas com genes editados e considerados não-transgênicos
O Brasil está iniciando pesquisas com variedades agrícolas com genes editados para fazer plantas mais tolerantes a estresses do ambiente e mais produtivas. A informação foi divulgada pelo pesquisador da Embrapa Soja e conselheiro da CTNBio Alexandre Nepomuceno, durante palestra realizada na tarde desta quinta-feira (6/6), na 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa (RTC), em Gramado. Segundo ele, essa é uma tendência e já está em teste com variedade de milho no Brasil.
Uma outra tecnologia que poderá revolucionar o agronegócio é o uso do RNAi, o chamado RNA interferente. É um mecanismo natural para desativar áreas do DNA. Inicialmente, o grande desafio era sequenciar esse RNA em laboratório. Recentes pesquisas conseguiram realizar isso e já se estuda o uso de substâncias capazes de serem aplicadas por aspersores para desativar genes indesejáveis nas plantas e controlar pragas e doenças. O RNAi está na sua infância mas tem o potencial para substituir, no futuro, inseticidas, fungicidas e herbicidas, pois é uma tecnologia que permite que somente genes específicos da espécie-alvo sejam desligados.
Governo sinaliza inclusão de cooperativas no Programa de BiodieselO secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Schwanke, garantiu que a ministra Tereza Cristina deve encaminhar, em breve, nova regulamentação para as cooperativas no Programa de Biodiesel, respeitando a proporção de agricultores familiares de seus quadros. Atualmente, cooperativas que têm menos de 60% de seus cooperados enquadrados como agricultores familiares estão totalmente fora do programa e o objetivo é que todos os produtores dapianos (aqueles que possuem DAP) possam se beneficiar do programa. A declaração foi dada durante painel na noite desta quinta-feira (06/06) durante a 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa (RTC), em Gramado (RS). “Este é um pleito antigo do setor cooperativista”, reforçou.
Schwanke ainda informou que deve sair, dentro de 15 dias, ajuste que permitirá que cooperativas centrais, como a CCGL, possam também acessar os programas da Agricultura Familiar, desde que atinjam a proporção de agricultores com declaração da agricultura familiar, o qual será o mesmo exigido das cooperativas singulares. Atualmente, as cooperativas centrais só podem ter DAP jurídica se 100% das filiadas estiverem habilitadas, o que torna esse acesso praticamente inatingível. “A nota técnica já está sendo feita”, informou.
Segundo Schwanke, outro projeto em construção junto ao Ministério da Agricultura é o Intercooperação, que consiste em unir esforços e estimular a colaboração entre as cooperativas de Sul a Norte do Brasil. O projeto será implementado com apoio a Organização da Cooperativas Brasileiras (OCB) e terá recursos do Mapa para custear o deslocamento de treinamento pelo país. Schwanke informa que a meta é colocar o programa em funcionamento no segundo semestre deste ano e que a contratação dos interessados em prestar esse serviço de treinamento será feita por meio de editais públicos. “O ministério dará suporte aos projeto arcando com diárias, passagens em um método que ainda está sendo construído”. Com isso, espera-se levar a novos projetos a expertise de outros já consolidados. “Queremos um intercâmbio de boas práticas cooperativas”, disse ele.
Sobre o projeto de integração das áreas técnicas das cooperativas gaúchas proposto pela RTC e apresentado em Gramado, ele pontuou ser uma ação interessante a ser analisada dentro do propósito de criar novos sistemas de prestação de serviço de assistência técnica no país. “Hoje, a assistência técnica pública atende a apenas 20% dos produtores. Ou encontramos outros modelos ou muita gente vai acabar saindo da atividade por falta desse serviço”, ressaltou. Ao falar sobre o Plano Safra 2019/2020, garantiu foco nos médios produtores rurais, segmento que, segundo ele, é um hiato produtivo que temos há anos, que concentra 20% da área cultivada do país e carece de atenção. O aporte de recursos para a próxima safra deve ser anunciado nas próximas semanas.
O painel ainda contou com o presidente da Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo do RS (Frencoop/RS), deputado Elton Weber, que, representando a Assembleia Legislativa, pontuou a relevância de maior participação do setor cooperativo na política nacional. “Temos que falar de política porque o pilar do desenvolvimento está no cooperativismo. Não acredito que se possa construir a sociedade sem participação. Esse encontro aqui hoje é política cooperativista”, disse o parlamentar que tem sua origem ligado ao movimento e à agricultura familiar. Weber cobrou a necessidade de reformas estruturantes como a da Previdência, mas alertou que o projeto inicial do governo Bolsonaro precisa ser discutido e melhorado. “Precisamos fazer o debate. A reforma precisa acontecer e ser votada ainda este ano, mas precisamos calibrar esse tema. E isso é fazer política”. A ação dos líderes cooperativista no cenário nacional também deu o tom do discurso do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, que lembrou sobre seus primeiros ensaios em trazer a política para dentro dos debates do setor cooperativista, quando ainda trabalhava ao lado do pai. “Convenci meu pai que não era uma questão de ter ideologia na cooperativa, mas de ajudar a ter representantes atuando pelo setor”, disse, lembrando que o Brasil tem 7,8 mil cooperativas que faturam R$ 450 bilhões ao ano. “Somos uma massa econômica e uma massa social fundamental. Não temos como não ter uma representação política e buscar nossos direitos “
Mediando a mesa, o presidente da CCGL, Caio Vianna, reforçou que o setor produtivo precisa de apoio de políticas públicas que facilitem a atividade do setor privado, e não o contrário, com ações que venham para burocratizar, atrapalhar e atrasar os investimentos que o país tanto precisa, mas também tem o dever de cumprir com seu papel nos setores que são originalmente de sua competência como educação, segurança pública e saúde. “Às vezes se pensa que tudo depende do governo, mas aqui percebemos que há muito ainda o que fazer dentro da porteira, muito a se fazer após a porteira, evoluir em nossas cooperativas, mas sempre pensando em crescimento sistêmico. O poder público tem é que permitir que façamos os nossos projetos”, salientou. Vianna ainda citou a alta tributação incidente sobe o setor e a falta de investimentos em infraestrutura ou desregulamentação para o setor privado fazê-los que permitam ao produtor rural escoar sua produção com eficiência e rentabilidade.
Sobre a RTC
A Rede Técnica das Cooperativas (RTC) foi criada em 2018 congregando as áreas técnicas de pesquisa e mercado de 32 cooperativas agropecuárias gaúchas. Seu foco é criar um corpo de pesquisa integrado que dê suporte às cooperativas, otimizando custos e a aplicabilidade dos estudos desenvolvidos e permitindo a troca de ideias e compartilhamento de informações.
Representação
A celebração do Dia de Cooperar (Dia C) acontece em um mês e as cooperativas brasileiras, junto com as unidades estaduais do Sistema OCB, estão a todo vapor preparando um super evento para comemorar os 10 anos da maior iniciativa de estímulo às iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas no país. No Rio Grande do Sul, diversas cooperativas celebrarão com eventos regionais e, em Porto Alegre, o evento será no dia 6 de julho, no Parque da Redenção.
Segundo a gerente geral do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Karla Oliveira, as ideias das cooperativas já conquistaram o reconhecimento da ONU, ultrapassam a casa dos 10 milhões de atendimentos e já percorreram centenas de municípios brasileiros. Confira!
Qual a expectativa para a celebração deste ano?
Nossa expectativa é a mais positiva possível. Já temos confirmadas ações a serem realizadas simultaneamente em cerca de 400 cidades brasileiras. O que pretendemos é repetir o sucesso dos anos anteriores. Vale lembrar que o Dia de Cooperar é um movimento de ações realizadas por cooperativas ao longo de todo o ano e, assim, o que acontece no sábado, dia 6 de julho, é a celebração dessas ações. Nossa intenção é chamar a atenção da sociedade, mostrando o compromisso das cooperativas com a transformação socioeconômica dos lugares onde elas estão localizadas. Para nós, cooperar é cuidar das pessoas que estão à nossa volta.
Quais os números do Dia C?
O Dia C é um grande movimento nacional de estímulo às iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas, com o irrestrito apoio do Sistema OCB e de suas unidades estaduais, e faz parte da agenda estratégica do cooperativismo brasileiro.
A ideia surgiu em Minas Gerais, há 10 anos, e está alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, objetivando a erradicação da pobreza extrema no mundo até 2030. Todos os anos, cerca de 1,5 mil cooperativas beneficiam mais de dois milhões de pessoas, por meio do trabalho de quase 121 mil voluntários.
Ah, vale destacar também o seguinte: se considerarmos desde os 10 anos do Dia C, já tivemos mais 7,7 mil iniciativas e mais de 10 milhões de atendimentos. As ações do Dia de Cooperar já alcançaram 1/5 dos municípios brasileiros.
Qual a importância de se estar alinhado aos ODS da ONU?
Estarmos alinhados aos ODS é essencial, pois nos mostra que fazemos parte de um movimento muito maior – global – por meio do qual, as pessoas que já descobriram o potencial transformador das atitudes simples se empenham em construir um mundo cada vez mais justo, feliz, equilibrado e com melhores oportunidades para todos.
Um levantamento interno mostrou que cada ação realizada pelas cooperativas brasileiras está vinculada a pelo menos um ODS e isso nos enche de orgulho, já que mostra, mais uma vez, o compromisso das cooperativas em assumir seu protagonismo nesse processo de transformação social.
Vale destacar que a própria ONU já reconheceu a atuação das cooperativas brasileiras. Em julho do ano passado, o Sistema ONU no Brasil, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinou um memorando de entendimento com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). O objetivo foi a assegurar a possibilidade de desenvolvimento conjunto de iniciativas ainda mais abrangentes e com amplo impacto social.
Ah, e esse documento foi assinado depois de várias manifestações da própria ONU sobre as ações das nossas cooperativas. Em julho de 2017, por exemplo, os resultados do Dia C foram apresentados na assembleia geral da ONU, em Nova Iorque. Então, o olhar da ONU sobre o que as cooperativas realizam aqui no Brasil é fundamental para chancelar nosso esforço de contribuir com a erradicação da pobreza extrema no mundo até 2030.
Como motivar as cooperativas as estarem sempre engajadas?
Esse é, na verdade, o nosso grande desafio: engajar cada vez mais, um número maior de cooperativas nesse movimento. É muito importante que as cooperativas tenham em mente que elas é que fazem o Dia C acontecer, de fato. Nós, tanto da Unidade Nacional, quanto das unidades estaduais estimulamos as ações por meio da distribuição de materiais e da divulgação das ações, mas quem idealiza e mobiliza voluntários e parceiros é a cooperativa.
Poderia citar algum exemplo de transformação ocorrida graças ao Dia C?
Temos vários exemplos de transformação social, sim. Pessoalmente, gosto muito de contar a história de uma moradora de rua, em São Luís (MA), que após receber o apoio de uma cooperativa passou de assistida a voluntária. Graças a ação de desenvolvimento humano, essa mulher conseguiu poupar dinheiro e, assim, colocar o filho dela na escola. A ação de uma cooperativa mudou a realidade de uma família e isso tem muito valor.
Além dessa, há inúmeras ações que mudam a vida das pessoas, em especial a de jovens em situação vulnerável. Por exemplo: já documentamos as aulas de balés oferecidas à população indígena de Roraima, as aulas de música para crianças e adolescentes no Rio de Janeiro, aulas de atividades esportivas em Mato Grosso do Sul, enfim, muita transformação.
Temos também idosos que voltaram a enxergar após cirurgias de catarata realizadas por uma cooperativa, durante um grande mutirão de voluntários; há, ainda, projetos voltados à inserção social de detentos e diversas ações de recuperação de áreas degradadas, limpeza de rios, praias e orlas.
Nós temos, inclusive, uma revista que está na sexta edição que retrata bem esses exemplos. As edições podem ser baixadas diretamente do site do Dia C (clique aqui). Como será possível ver, de Norte a Sul do país, temos inúmeros exemplos de que cooperar por um mundo melhor vale muito a pena.
Representação
O modelo de integração proposto no Rio Grande do Sul pela Rede Técnica Cooperativa (RTC) servirá de inspiração para ações nacionais do setor cooperativista. A garantia é do presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, que participou da abertura da 1ª Jornada da RTC, no Wish Serrano, em Gramado (RS), na noite dessa quarta-feira (5/6). Ao lado de lideranças do movimento nacional e falando a uma plateia de cerca de 650 técnicos e dirigentes do setor cooperativista, ele acredita que esse movimento, que inicia no Estado, vai revolucionar o campo de pesquisa do corpo técnico das cooperativas. “A ideia é fantástica. E, como já é de praxe, o Rio Grande do Sul esparrama sementes boas para o resto do Brasil”, pontuou. O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, participou da abertura do evento.
Segundo Freitas, o grande salto da agropecuária brasileira se deu graças ao trabalho individual de pesquisadores, técnicos, produtores e curiosos. “O agronegócio é o sustentáculo da economia brasileira. Mas dá para fazer mais”, salientou, reforçando a ideia da criação de uma rede única como o que está sendo proposto no RS. “Essa é uma rede de intercâmbio humano. O diferencial do cooperativismo não está na soja, no milho ou no leite. O nosso diferencial é lidar com gente”, citou, pontuando que o sistema de integração vai ao encontro da disruptura que vem sendo apregoada pelas novas gerações. “O cooperativismo é o caminho da chamada Sociedade Y, da quarta revolução, de um modelo diferente de relacionamento”.
Anfitrião do encontro, o diretor-presidente da CCGL, Caio Vianna, confia no sucesso da RTC principalmente pelo respaldo que vem das pessoas que apoiam o projeto. “Temos certeza que vai ter um antes e depois dessa iniciativa. Porque essa é a maior força transformadora do campo. O Rio Grande do Sul é próspero em formar pessoas, exportar tecnologia e seus desbravadores”, ressaltou, lembrando que o objetivo final de todo esse trabalho não é apenas elevar produtividade, mas obter maior rentabilidade. Os ganhos que vêm desse compartilhamento também foram enaltecidos pelo presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (FecoAgro/RS), Paulo Pires. “A rede vem levar ao produtor tecnologia para que ele possa ter mais renda. Juntas, as cooperativas podem e vão construir um mundo melhor para a razão de ser de nossos associados”, ressaltou.
O movimento de inovação das cooperativas foi referendado pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho. Durante sua manifestação, reforçou a intenção em ser parceiro de novas iniciativas e prometeu apoio às ideias que fortaleçam a produção e a difusão de pesquisa. Covatti Filho ainda pontuou a necessidade que pesquisa e tecnologia sejam foco de políticas públicas, como o projeto que prevê de difusão de sinal de internet nas diferentes regiões do Rio Grande do Sul como uma forma de disseminar conhecimento. “Só tenho que agradecer porque ações como essa têm de ser louvadas, com a luta diária de cada um de vocês”, finalizou.
A 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa tem o apoio da CCGL, Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (FecoAgro) e Sistema Ocergs-Sescoop/RS e patrocínio dos terminais Termasa/Tergrasa.
Quem é a RTC
A Rede Técnica das Cooperativas (RTC) foi criada em 2018 congregando as áreas técnicas de pesquisa e mercado de 32 cooperativas agropecuárias gaúchas, cerca de 50% da safra gaúcha de grãos. Seu foco é criar um corpo de pesquisa integrado que dê suporte às cooperativas, otimizando custos e a aplicabilidade dos estudos desenvolvidos e permitindo a troca de ideias e compartilhamento de informações.
Agronegócio será alicerce da retomada do PIB
Com uma expectativa otimista para o desenvolvimento da economia brasileira que deve vir alicerçada pela força do agronegócio, o economista Luís Artur Nogueira ministrou a primeira palestra da 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa na noite desta quarta-feira (5/06) em Gramado (RS). Com muito humor em uma apresentação recheada de interatividade e atualidade, o também jornalista traçou projeções para o país. A previsão é que a economia sustente expansão no governo Bolsonaro a taxas de 2% e 3% ao ano, que o dólar fique entre R$ 3,50 e R$ 4,50 e que o IPCA transite entre 3% e 4%. Contudo, alerta ele, esses resultados só devem vir com a aprovação da uma Reforma da Previdência consistente. Além disso, sugeriu que o reaquecimento da economia brasileira depende de corte das taxas de juros, incentivo às cooperativas de crédito, atualização da tabela de Imposto de Renda, retomada das obras públicas paralisadas e adoção de um sistema de refinanciamento da dívida pública das empresas.
Nogueira manifestou confiança na agenda econômica trilhada pelo ministro Paulo Guedes e reforçou a relevância da iniciativa privada para o desenvolvimento. “O Brasil é maior do que qualquer governo. O setor privado se cansou de esperar por soluções milagrosas, olhou para dentro para ganhar eficiência e investiu em inovação. O setor privado está mais preparado para esse novo ciclo de crescimento econômico”, salientou, citando como exemplo o projeto da RTC apresentado nesta 1ª Jornada da RTC.
Para sustentar a expansão da produção mesmo frente à crise comercial internacional criada pela disputa entre Estados Unidos e China, ele acredita que a demanda global por produtos do agronegócio continuará crescendo. Além da exportação de commodities, o Brasil pode ganhar agregando valor a seus produtos. Quanto ao setor cooperativista, lembrou que, juntas, as diferentes cooperativas podem fortalecer seu poder de barganha em negociações.
Contudo, alertou o economista, há riscos que podem impactar o cenário, como as imprevisíveis interferências do governo Donald Trump na economia mundial, a intervenção do Poder Judiciário no cenário nacional e a própria crise política. Entre os desafios à frente para as economias internacionais, pontuou o impacto da guerra comercial atual na própria economia chinesa, que enfrenta dificuldade para manter a taxa de crescimento de 6% ao ano. Também elencou como essenciais a busca do equilíbrio das contas públicas como forma de angariar investimentos e a retomada de consumo. “O agronegócio vai efetivamente brilhar, assim como o varejo”, sentenciou.
Com informações de Carolina Jardine, assessora de Comunicação da RTC
Representação
Cooperativas gaúchas estão participando de mais um empreendimento da área de geração de energia. A PCH Forquilha IV Luciano Barancelli, localizada no Rio Forquilha, entre os municípios de Maximiliano de Almeida e Machadinho/RS, terá uma potência instalada de 13 MW e o custo estimado em R$ 73 milhões. O empreendimento é formado pela sociedade entre a Coprel (20%), a Cooperativa Creral de Erechim (20%), a Cooperativa Ceriluz de Ijuí (20%) e a empresa Erechim Energia (40%).
A pequena central hidrelétrica, que tem previsão de ser concluída em março de 2020, está sendo construída com um barramento de 300 metros de comprimento e 8 metros de altura e um canal de adução de 530 metros. A casa de força contará com três turbinas e a energia gerada será lançada no sistema interligado nacional por meio de uma linha de transmissão de 8,7 km.
Em 2017 o empreendimento foi um dos vencedores do leilão de energia A-6 realizado pelo Governo Federal, com entrega prevista para 2023 por um período de 30 anos.
“Em várias das nossas atividades a intercooperação está presente: os projetos conjuntos de geração de energia com outras cooperativas é umas delas. Isso mostra que estamos em sintonia e trabalhando juntos para os melhores resultados econômicos e sociais. E com essa parceria também com os empresários locais, que participam do empreendimento, vamos gerar mais energia de forma limpa e sustentável”, reforça o presidente da Coprel, Jânio Vital Stefanello.
Representação
A Ocergs (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul) reuniu no dia 23 de maio, na sede da Superintendência Regional do Sicredi Integração de Estados RS/SC, vereadores e o prefeito de Passo Fundo, para, juntamente com dirigentes e técnicos do Sicredi e da Ocergs, debater a legislação municipal que tratam da vigilância 24 horas em instituições bancárias públicas e privadas ou cooperativas de crédito a manterem uma vigilância armada em tempo integral, vigente no município desde 2017, por autoria do vereador Patric Cavalcanti. O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, e o presidente do Sicredi Integração de Estados RS/SC, Ari Rosso, comandaram os trabalhos, que teve ainda a participação do deputado estadual Elton Weber, presidente da Frencoop/RS.
O prefeito de Passo Fundo Luciano Azevedo falou de sua experiência de 27 anos de mandatos eletivos, sendo muitos deles como legislador, e da necessidade de aperfeiçoamento das legislações aprovadas. Discorreu sobre o tempo que o Sicredi discute com o poder executivo e legislativo a dificuldade de cumprir integralmente a lei, em função de conflitos com legislação federal que regra a questão. Azevedo disse também que a lei foi criada com o intuito de criação de empregos para a área dos vigilantes, mas por outro lado, trouxe outras situações que não foram corretamente debatidas e que neste momento inviabilizam seu cumprimento, sendo assim favorável a que seja revogada. “Claro que esta é uma questão a ser avaliada pela Câmara, mas tenho esta opinião. Devemos começar essa discussão do zero e buscar atender aos interesses da comunidade”, completou.
O deputado Elton Weber disse que a legislação vigente cumpre um clamor popular, e que é compreensível que os vereadores, assim como os deputados, atentem para questões como estas, onde a segurança é debatida. Disse ainda que, como ocorre na Assembleia Legislativa, as argumentações das partes envolvidas precisam ser ouvidas. “Quando a questão da segurança das agências bancárias e dos vigilantes foi colocada em pauta, ficamos atentos a isso. Mas temos que verificar também o que as instituições bancárias e cooperativas de crédito estão fazendo e ponderar, antes de apresentarmos e votarmos temas como esses”, destacou Weber.
O presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, alertou para a existência da lei municipal para segurança armada por 24 horas e, paralelamente, a lei federal que obriga a ter segurança monitorada nesse modelo à qual as cooperativas de crédito e redes bancárias já estavam adaptadas. O Sicredi, através do presidente Ari Rosso, apontou números sobre a eficácia das medidas de segurança adotadas para inibir assaltos e ataques , como cortina de aço, gerador de neblina e entintamento de cédulas para danificá-las. Representando a Central Sicredi Sul/Sudeste, o assessor jurídico Tiago Machado discorreu sobre os aspectos legais da norma em discussão, e os responsáveis pela área de segurança das cooperativas, Wagner Gotardo e Ricardo Golder, apresentaram as medidas que o Sicredi vem tomando para minimizar os impactos da criminalidade. Tiago Machado discorreu ainda sobre todas as medidas de segurança que a cooperativa está tomando, o que tem reduzido os índices de acessos dos criminosos aos numerários. Salientou que a maior das preocupações do Sicredi é com a segurança de seus colaboradores, terceirizados e associados. A questão da viabilidade econômica também foi esclarecida, já que em caso de presença de vigilantes por 24h nas unidades de atendimento, a manutenção de algumas agências poderá ser inviabilizada em função dos altos custos.
A Câmara de Vereadores de Passo Fundo foi representada pelo presidente da Casa, Fernando Rigon e pelos vereadores Eloí Costa, Pedro Daneli e Saul Spinelli. O autor da legislação, vereador Patric Cavalcanti, foi representado por seu assessor, Alexandre Melo. Após ouvidas as argumentações, o presidente da Câmara comprometeu-se em levar para os demais vereadores a possibilidade de alteração ou revogação da legislação.
Formação da Frencoop municipal
Outra pauta abordada no encontro foi a criação de uma Frente Parlamentar de Apoio ao Cooperativismo na Câmara Municipal de Vereadores de Passo Fundo, em função da importância do setor para a economia de Passo Fundo e região, além da atuação de importantes cooperativas no município. Vergilio Perius disse que a Ocergs está à disposição dos vereadores para orientações quanto à instalação da Frencoop e o voreador presidente, Fernando Rigon, disse que também esta possibilidade será debatida nos próximos dias.
Participaram da reunião secretário de Relações Institucionais de Passo Fundo, Edson Nunes; da Segurança, Coronel João da Rosa Gonçalves; de Interior, Antônio Bortoloti; além do procurador do município, Adolfo Freitas. O representante do deputado federal Giovani Cherini, Pedro Paulo Nunes, também participou do encontro.
Representação
Uma das maiores feiras agropecuárias do país – a Expodireto Cotrijal, realizada anualmente pela Cotrijal, em Não-Me-Toque, foi tema do Grande Expediente da sessão plenária do dia 21 de maio de 2019. A homenagem foi proposta pelo deputado Ernani Polo, que apontou a magnitude alcançada pelo evento, 20 anos após a sua primeira edição, e enalteceu a visão e a determinação do seu idealizador, Nei César Mânica. "Com muita sabedoria e competência, ele soube transformar o sonho de uma cooperativa, de uma comunidade pequena, em realidade”.
Em 2007, tornou-se internacional, recebendo delegações estrangeiras, que aumentam a cada edição. Em 2019, realizada em uma área de 98 hectares, a feira contou com 534 expositores, 268 mil visitantes e uma comercialização recorde de R$ 2,4 bilhões.Este ano, segundo Polo, comitivas de 74 países dos cinco continentes estiveram no evento. “Encontro de apaixonados pelo “agro”, de gerações de agricultores, algo que muito nos emociona”, disse.
Além da figura do presidente da cooperativa, Nei César Mânica, Polo saudou outros personagens marcantes na história da feira e da Cotrijal, como o ex-presidente Schmitão (Irmfried Otto Ingbert Harry Schmiedt) e os associados da cooperativa.
Conforme Polo, a Expodireto reflete um cooperativismo moderno, profissional e que busca a eficiência como forma de se manter competitivo no mercado. Ele registrou a importância do setor agropecuário para a economia do País, como gerador de emprego e renda, responsável por mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul. Disse que, enquanto foi secretário da Agricultura, sempre participou do evento e que, agora, como deputado, seguiria participando dele e apoiando suas ações para que o setor agropecuário gaúcho tivesse ainda mais excelência e qualidade. “O agro é gente, gente que produz e gente que consome. O agro é alimento, o agro é vida”, declarou o parlamentar.
Associaram-se à homenagem na tribuna os deputados Sérgio Turra, Elton Weber (presidente da Frencoop estadual), Paparico Bacchi, Vilmar Zanchin, Mateus Wesp, Tenente-Coronel Zucco, Luiz Fernando Mainardi, Sérgio Peres, Eduardo Loureiro, Aloísio Classmann e Eric Lins.
Acompanharam os pronunciamentos o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, o desembargador Francisco José Moesch, representando o Tribunal de Justiça, o procurador-geral de Justiça, Fabiano Dallazen, o subdefensor público-geral, Tiago Rodrigo dos Santos, o prefeito de Não-Me-Toque, Pedro Paulo, o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica e seu vice-presidente, Ênio Schroeder, além de centenas de associados e conselheiros da cooperativa. O cooperativismo foi representado pelo presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Vergilio Perius, pelo presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires e pelos diretores da Ocergs, Margaret Garcia da Cunha, Irno Pretto e Fernando Dalagnese, acompanhados de dirigentes de outras cooperativas, que prestigiaram a homenagem.
Com informações da ALRS
Representação
Os membros do Conselho Executivo da Organização Internacional das Cooperativas Agropecuárias, o ICAO, organismo setorial da Aliança Cooperativa Internacional, assinaram nesta quinta-feira (16) uma declaração conjunta. O documento foi firmado após a reunião do conselho executivo, realizada em Oslo, capital da Noruega, e que contou com a participação do presidente do Sistema OCB/MT, Onofre Cesário de Souza Filho, representante do cooperativismo brasileiro no conselho da ACI.
Segundo a liderança, a declaração conjunta firmada na Noruega estabelece uma parceria entre as organizações-membro para a defesa ao direito de acesso a sementes e, também, visando fomentar a intercooperação em temas relacionados a seguros agrícolas.
“Acreditamos que a Declaração de Oslo é um grande passo para o fortalecimento de uma parceria estratégica que pode facilitar o acesso das cooperativas brasileiras a novos e importantes mercados”, avalia Onofre Filho, representante da região Centro-Oeste na Diretoria da OCB que, há 30 anos, está vinculada aos organismos internacionais relacionados ao cooperativismo. O objetivo é a realização de ações de articulação em nível global, com vistas à criação de plataformas, por meio da intercooperação, que atendam aos interesses do cooperativismo brasileiro.
CONSELHO
O atual conselho executivo do ICAO é formado por integrantes das organizações que representam as cooperativas no Brasil, Coreia do Sul, Japão, Uganda, Noruega, Polônia, Malásia e Índia. A missão do ICAO é promover os interesses do cooperativismo agropecuário e auxiliar as organizações-membro na formulação e implementação de projetos e parcerias com os governos.
Fonte: Sistema OCB
Representação
A humanidade vive um momento de rápidas transformações e rupturas, e as novas gerações apresentam estratégias de negócio e propósitos de vida inovadores. Durante entrevista coletiva, concedida pelo presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, na 14ª edição do Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que elegeu as diretrizes estratégicas do setor para os próximos anos, a liderança comentou sobre esse cenário.
Márcio Freitas defende que o modelo de cooperativismo, baseado em valores e princípios de respeito ao próximo, tem tudo a ver com essa nova realidade. Diante disso, sugere que o movimento cooperativista faça uma revisão de conceitos e abrace com intensidade a política nas bases. O objetivo é ser mais dinâmico e elevar a voz do cooperado.
Confira a íntegra da entrevista abaixo.
Como o senhor interpreta a quantidade de mudanças e rupturas que estão acontecendo nesta nova fase da humanidade, em diversos setores, em decorrência das inovações tecnológicas e digitais? E como isso tudo interfere no cooperativismo?
Como ressaltou muito bem o nosso líder, Ariel Guarco, presidente da ACI, nós vivemos em um mundo de mudanças, de rupturas. Esse entendimento também foi reafirmado por Roberto Rodrigues, experiente líder do movimento cooperativista em nível global. As rupturas não estão acontecendo só nas empresas ou na tecnologia, mas na cabeça das pessoas.
Os jovens de hoje vivem intensamente as rupturas e buscam por modelos de negócios que valorize os relacionamentos e maneiras diferentes de viver. É chegada a hora de o movimento cooperativista fazer uma revisão dos seus conceitos. Não falo aqui dos valores e dos princípios, mas das estratégias do modelo de negócio, para adequá-las a essa nova fase da humanidade. Nós percebemos com muita clareza que o nosso modelo cooperativista, baseado em valores, princípios, em ética e respeito às pessoas e, acima de tudo, à democracia, tem tudo a ver com o momento atual, com essa nova visão do consumidor moderno.
As novas gerações exigem cooperativas e entidades que os representem, que os adotem. A Aliança Cooperativa Internacional tem levado isso pelo mundo. Aqui no Brasil, não podemos ficar de fora. Temos que nos atualizar, surfar nessa onda e preparar o cooperativismo para o contínuo processo de transformação.
Não é só mudar agora e estabelecer um status quo. A mutação vai continuar. Precisamos dar uma sacudida na nossa gente, nos lideres fantásticos do cooperativismo brasileiro, para que a gente possa se atualizar, continuar brilhando e mostrando nosso trabalho aqui e no exterior.
Com relação à Agenda Institucional do Cooperativismo, quais são as principais demandas apresentadas no documento deste ano?
Na realidade, ali tem uma bateria de demandas. Hoje, para se ter uma ideia, tem mais de mil projetos tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que tratam de alguma forma do cooperativismo. Mais de mil! Nós elegemos 37 projetos que consideramos prioritários para que tenham encaminhamento rápido neste ano.
Sabemos do cenário político global, das reformas que o Executivo precisa – previdenciária, tributária, quem sabe, a Política. Nós respeitamos os times da política, mas tem 37 pontos ali muito bem citados que são prioritários.
A Agenda trata principalmente das questões tributárias, mas também leva nossas sugestões em relação à previdenciária, além de outros pontos que são mais específicos por categorias dos ramos do cooperativismo. Ao mesmo tempo, a gente apresenta uma agenda positiva para o Executivo. É importante deixar bem claro: nós não fazemos demandas. O cooperativismo oferece ao governo uma aliança estratégica para o desenvolvimento de nossa nação.
Mostramos o cooperativismo como um aliado de governos sérios, pois queremos a mesma coisa: o desenvolvimento das pessoas. Então, estamos apresentando 17 pontos de parcerias público-privadas, de alianças em determinados assuntos, nos quais o cooperativismo pode somar ao governo, construir processos rápidos de desenvolvimento e de inclusão.
Não diferente também para o Judiciário, temos cinco acórdãos que estão nos Tribunais Superiores, que criam doutrinas, jurisprudências sobre interpretação de aspectos importantes para o cooperativismo, pois as ações surgem naturalmente nas cooperativas, nas regiões, nos juizados menores e ganham escala nos tribunais.
Quando questões chegam aqui em Brasília, é fundamental que a gente tenha um nivelamento dos assuntos. É importante que o Judiciário entenda esse aspecto do cooperativismo. Esses pontos os mais importantes, possíveis e palpáveis para esse ano, que é um ano difícil no jogo político, no jogo da economia nacional.
A presença dos representantes dos Três Poderes aqui no 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo da OCB pode ser um sinal positivo para que os itens da agenda avancem?
Não tenho dúvidas disso. Acho que o cooperativismo tem mostrado a sua capacidade de gerar respeito diante das entidades políticas que representam as pessoas no Brasil. Todos os dias o movimento cooperativista atua para ampliar sua interlocução com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. E temos obtido bons resultados. Isso mostra que as cooperativas, cada uma a seu modo, estão construindo sua base da forma correta e têm conquistado o respeito dos representantes políticos brasileiros.
Além do trabalho nacional da OCB, as cooperativas nos estados também podem trabalhar essa questão da representação nos seus legislativos estaduais?
Não só podem como devem. Nossa Gerência Institucional desenvolve um programa educação política, com o propósito de deixar claro que não temos uma bandeira ideológica partidária. O cooperativismo é neutro, por isso recebe pessoas de diversos credos, raças e correntes ideológicas e políticas. É um modelo aberto, livre. Mas nós devemos, sim, fazer política e isso significa não apenas trabalhar ou ajudar um candidato durante as eleições. É fazer militância permanente.
Isso é educação política: abrir as portas para o parlamentar conhecer melhor a cooperativa, para ele ter espaço para se pronunciar e perceber a necessidade das bases cooperativistas. Assim, quando estiver no Congresso Nacional, terá legitimidade para falar em nome das cooperativas. Isso é fundamental para que o Congresso tenha como perceber a legitimidade dos quase 15 milhões de cooperados na hora em que for defender nossas necessidades.
Este é um desafio que toda a humanidade tem que aprender: se envolver com a política, sim. Fazer militância. Em ambiente democrático, quem não se faz representar politicamente, está fora do jogo – um jogo sem banco de reserva, diferentemente do futebol. Ou você está jogando ou está fora do estádio. Então, nós temos que fazer valer a força que somos: 15 milhões de cooperados – portanto quase 60 milhões de brasileiros.
Temos avançado neste trabalho, principalmente junto ao Legislativo. Isso deve se intensificar nos estados, nos municípios, até mesmo para construirmos uma base de representantes mais comprometidos com as ideias do cooperativismo, em longo prazo.
Fonte: Sistema OCB
Representação
Nesta sexta-feira, 10 de maio, ocorreu em Brasília (DF) o encerramento do 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo. O congresso contou com a presença de um público formado por 1,3 mil pessoas, entre elas autoridades mundiais e nacionais do cooperativismo, dirigentes e cooperados, embaixadores, ouvintes e imprensa.
E como o tema do CBC é “O cooperativismo do futuro se constrói agora”, a sexta-feira foi marcada pela realização de uma plenária na qual os congressistas presentes votaram, dentre as diretrizes estabelecidas durante as sessões temáticas ocorridas na quinta, 9/5, aquelas consideradas prioritárias para os próximos anos. Todas as propostas que tiveram 50% + 1 dos votos nas votações da quinta-feira foram levadas à plenária, que também contou com a presença especial do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (leia mais).
Com base no grau do impacto que a diretriz tem para o cooperativismo como um todo e com a urgência na implementação, aquelas que alcançaram 75% ou mais na nota total máxima nos dois critérios foram consideradas prioritárias. Confira abaixo as ações primordiais do cooperativismo para os próximos dez anos:
COMUNICAÇÃO
- Ampliar o alcance de programas que trabalham conceitos de cooperativismo e cooperação nas escolas, como o Cooperjovem e cooperativas mirins;
- Divulgar o cooperativismo brasileiro e seus benefícios por meio de estratégias e ferramentas de comunicação, como mídia convencional, plataformas digitais, entre outras;
- Criação de uma campanha nacional de comunicação para estimular o papel das cooperativas escolares (mirins ou de alunos) na promoção do cooperativismo.
GOVERNANÇA E GESTÃO
- Identificar e promover boas práticas de governança e gestão em cooperativas de todos os setores e portes;
- Implementar mecanismos de governança cooperativa para relacionamento com os cooperados, como a Organização do Quadro Social, a educação cooperativista e a fidelização;
- Promover a importância do processo de sucessão nas cooperativas;
- Adotar sistema de qualificação em gestão “a distância” ou semipresencial para todos os gestores de cooperativas, em parceria com instituições de ensino reconhecidas e qualificadas;
- Estabelecer em estatuto social a capacitação obrigatória dos candidatos a conselheiros e dirigentes;
- Definir grade curricular mínima de capacitação para certificação de conselheiros, bem como definir ferramentas para avaliação de sua performance;
- Coibir a criação de cooperativas clandestinas por parte do Sistema OCB.
INOVAÇÃO
- Incentivar a capacitação de jovens sucessores para propiciar que estejam aptos a ocuparem cargos eletivos nas suas cooperativas;
- Criar um canal e-commerce para compras entre as cooperativas;
- Desenvolver programa de capacitação em inovação para conselheiros, dirigentes e colaboradores do Sistema OCB e das cooperativas;
- Incentivar startups e aceleradoras a desenvolver soluções para o cooperativismo;
- Promover a intercooperação para o compartilhamento e acesso a novas tecnologias.
INTERCOOPERAÇÃO
- Elaborar programa de intercâmbio de conhecimentos e boas práticas entre cooperativas;
- Atuar sobre a legislação para facilitar a intercooperação viabilizando o ato cooperativo;
- Promover negócios entre as cooperativas por meio de feiras, eventos e plataformas digitais;
- Criar mecanismos de comunicação para facilitar a troca de informações entre cooperativas do mesmo ramo e ramos diferentes;
- Instaurar fórum permanente de intercooperação no Sistema OCB.
MERCADO
- Adequar, aprimorar ou criar linhas de crédito adequadas para todos os segmentos do cooperativismo, sem interromper as atuais políticas de fomento ao modelo de negócio cooperativista;
- Criar e regulamentar instrumentos de capitalização e captação de investimentos pelas cooperativas, analisados por ramo;
- Fomentar a inserção de cooperativas no e-commerce;
- Obter o reconhecimento dos órgãos que contratam, bem como daqueles que fiscalizam os processos licitatórios, da possibilidade de participação de cooperativas em contratações públicas de bens e serviços, conforme previsto na legislação vigente (Lei 8.666/1993 e Lei 12.690/2012);
- Realizar parcerias entre cooperativas ou com terceiros para investimentos em logística, transporte, produção de insumos, terminais de distribuição de produtos e exportação.
REPRESENTAÇÃO
- Criar rede virtual com os parlamentares da Frencoop para municiá-los de informações e demandas do cooperativismo;
- Fortalecer a atuação de representação das OCEs e as Frencoops estaduais;
- Fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional;
- Manter a atual Lei 5.764/1971, permitindo adequações por outras legislações, como a utilização de tecnologia para realização virtual de assembleias e adesão de cooperados, ampliando as fontes de financiamento, assegurando um procedimento semelhante à recuperação judicial, dentre outros pontos;
- Buscar reconhecimento, tanto na formulação de políticas como em processos de contratações públicas, do registro na OCB como um importante instrumento de verificação do cumprimento da legislação cooperativista;
- Interceder junto ao Governo Federal para estruturação de um programa de melhoria de infraestrutura da rede de internet para os municípios do interior e zona rural;
- Assegurar a participação de representantes do cooperativismo como vogais de juntas comerciais e garantir que as OCEs atuem como parceiras nas análises de atos constitutivos das sociedades cooperativas, de forma a ampliar o conhecimento dos órgãos de registro público sobre as especificidades do tipo societário cooperativo e adequar os procedimentos e exigências à realidade do setor;
- Reduzir a alíquota previdenciária para os cooperados autônomos;
- Atuar junto à Frencoop para que seja encaminhado para votação o adequado tratamento tributário do ato cooperativo (PLP 271/2005);
- Regulamentar o art. 79, da Lei 5764/1971, inserindo imunidade tributária às cooperativas com base nas instituições sem fim lucrativo;
- Reduzir a alíquota do ISSQN do trabalhador autônomo vinculado a cooperativas;
- Garantir maior representatividade da base de cooperativas nos conselhos especializados por ramos, com mecanismos que garantam que o representante dos estados colha a opinião da base, e implementar câmaras técnicas para o desenvolvimento de soluções para os ramos;
- Ampliar a participação do cooperativismo em conselhos nacionais, estaduais e municipais de interesse;
- Inserir na Diretoria da OCB representantes de cada um dos ramos do cooperativismo;
- Criar uma comissão técnica com a participação de representantes das cooperativas para acompanhar a modernização da legislação cooperativista, especialmente em relação à definição de ato cooperativo e impacto da reforma tributária no cooperativismo;
- Alterar o estatuto social da OCB Nacional para possibilitar a participação das cooperativas no processo de eleição da sua Diretoria e do seus Conselhos Fiscal e de Ética, garantindo que cada cooperativa, central, federação e confederação registradas tenham direito a voto;
- Ampliar os canais de comunicação entre o Sistema OCB e as lideranças cooperativas;
- Atuar junto ao Executivo para inserir na educação brasileira temas de cooperativismo e empreendedorismo coletivo;
- Ampliar os canais de comunicação do cooperativismo com o poder público, assegurando o papel da OCB como órgão técnico-consultivo do governo e representante nacional do segmento em todos os fóruns e instâncias de interesse, conforme prevê a Lei Geral das Cooperativas (art. 105 da Lei 5.764/1971);
- Tornar o Sescoop o centro de referência do cooperativismo, defender seus recursos e combater as iniciativas do governo e do Legislativo de estatização ou realocação dos recursos;
- Fomentar a criação de novas faculdades do cooperativismo, visando à criação posterior de universidades;
- Garantir a participação da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) nas instâncias governamentais de discussão e deliberação de temas trabalhistas e sindicais;
- Criar selo de qualidade para as cooperativas brasileiras.
COOPERATIVISMO FANTÁSTICO
Ao final na votação, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reiterou que o sucesso do CBC deve ser creditado aos líderes cooperativistas que deixaram suas atividades para contribuir com seu tempo, dedicação, conhecimento e cooperação. “Vocês estão fazendo um cooperativismo fantástico. Tenho muita responsabilidade em representar vocês, mas é uma honra representar tudo isso que vocês fazem. Cada um do seu jeito, seu sotaque. Desde as cooperativas pequenas. Vocês são muito bons”, completou.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sistema OCB
Representação
Uma ação idealista com um toque de inovação. Assim é o trabalho desenvolvido pelo professor Trebor Scholz e pela mestra em planejamento urbanístico, Sylvia Morse, com comunidades de diferentes países. Os dois participaram do 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), na manhã dessa quinta-feira (9/5), e apresentaram exemplos de cooperativismo por plataforma, que tem um funcionamento semelhante ao de aplicativos de transporte, mas com um diferencial: a transparência.
Há 40 anos, Scholz iniciou uma cooperativa de alimentos junto com a vizinhança onde vive, em Nova Iorque. Atualmente, acompanha projetos espalhados pelo mundo, alguns no Brasil. As cooperativas assistidas reúnem diferentes profissionais especializados em ramos diversificados de atividade.
Segundo ele, naturalmente, obstáculos são encontrados pelo caminho, alguns devido à cultura local. No caso das cooperativas por plataformas, até mesmo a própria tecnologia pode implicar em alguma dificuldade, dependendo do acesso que o grupo cooperado tem a essas novas ferramentas.
Em São Paulo, a equipe de Trebor trabalha com um grupo de catadores na elaboração de uma plataforma para coleta de resíduos. Também atuam junto a um grupo de mulheres na Índia e outro de refugiados na Alemanha. Ao todo, são 350 iniciativas internacionais espalhadas por 97 cidades de 26 países.
Financiamento do Google
Esse movimento conta com a participação de muitos setores da sociedade. Em julho de 2018, o projeto obteve um financiamento do Google no valor de US$ 1 milhão para apoiar essas cooperativas de plataforma a iniciarem suas atividades. O investimento tem validade de dois anos, e deve encerrar em 2020.
Outro diferencial identificado nesse modelo de cooperativismo por plataformas é a colaboração e comprometimento entre cooperados, a conectividade entre eles, além da busca por qualificação. “As empresas precisam trabalhar juntas”, defende Scholz.
Esse sistema de organização também pode ser considerado um segundo pilar a ser pesquisado no século. Parte das cooperativas assistidas se tornaram parte de uma democracia social particular. Dessa experiência, Trebor espera que seja construída uma grande plataforma que possa ser utilizada em código aberto pelas cooperativas, inclusive as do Brasil.
A nova-iorquina Sylvia Morse trabalha com voluntariado desde 2012. Na economia cooperativa, atua junto a Center For Family Life in Sunset Park, que engloba uma comunidade de imigrantes, a maior parte deles de origem da América Latina e alguns chineses.
O programa desenvolvido com economia colaborativa começou em 2006 com essa organização, baseada em Nova Iorque. Há 12 anos, fornecem assistência técnica e treinamento para cooperados. O trabalho de Sylvia é recrutar os trabalhadores e realizar com eles os programas de capacitação. Nessa esfera, também acompanha outras empresas como, por exemplo, a Open & Go, plataforma colaborativa feita para pessoas que trabalham com serviço autônomo, como trabalhadores domésticos.
Esse ecossistema trabalha com organizações não lucrativas e outras organizações ajudam. "É uma cooperativa de indivíduos e, também, ligada a outras cooperativas que se juntaram à nossa para poder competir melhor. O que estamos tentando oferecer é uma estrutura que desafie, busque ultrapassar outras plataformas de aplicativo que existem, e oferecer esse serviço aos trabalhadores com transparência", relata Sylvia.
Transparência
Transparência é a palavra central nesse processo. "Trabalhamos com transparência de forma que fique claro qual porcentagem vai para a empresa e qual vai para o trabalhador. De modo que, no fim, o trabalhador saiba quanto vai receber", explicou.
Ao todo, são 340 trabalhadores que, segundo Sylvia, observaram o impacto do projeto do cooperativismo em suas vidas e, com qualificação, começam a ter maior oportunidade de trabalho. “Isso tem ajudado esses trabalhadores a terem mais oportunidades de trabalho e terem uma renda maior”, explicou Sylvia. "Agora, o objetivo é oferecer outros cursos, para que aprendam quais seus direitos e quais seus deveres. E, também, treinamento para líderes e para discursos em público".
Nos últimos dez anos a equipe de Sylvia pesquisou quais os limites e benefícios alcançados nesse trabalho, quando se tem mais voz na comunidade e quando as mulheres conquistam maior independência financeira. "As cooperativas de imigrantes têm crescido em Nova Iorque porque são negócios gerenciados pelos próprios trabalhadores, que não têm muitos recursos de capital". Segundo Sylvia, esse mercado ainda é composto basicamente por trabalhadores independentes, e tende a crescer no "boca a boca". Uma das estratégias para aumentar a produtividade das cooperativas por plataforma é fazer com que os profissionais comecem a trabalhar de modo menos informal.
Para o sucesso da empresa, também é importante fazer sempre a atualização das tecnologias, usar toda a estrutura disponível e desenvolver trabalhos em grupo e com outras cooperativas. Essas ações medem o sucesso e os impactos, quanto os trabalhadores estão ganhando, e o resultado tem sido de aumento em 20% do que ganhavam anteriormente, afirmou Sylvia. "Temos programas para promover a cooperação entre os trabalhadores, onde eles atuam como consultores. Assim, eles se tornam mais produtivos".
Em 2019, o foco da Center For Family Life in Sunset Park está em aumentar as ferramentas para ampliar o número de pessoas trabalhando e fazer com que o futuro das plataformas seja mais amigável ao usuário, para entender qual abordagem será menos custosa para os trabalhadores e para os empregadores e para nossa comunidade como um todo, visando diversificar nossos fundos, desenvolver novas tecnologias, fazer novos treinamentos e fazer nosso ambiente corporativo cada vez mais alto no ranking, concluiu.
Cooperativas de Plataforma e Ambiente Jurídico
O diretor-geral da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo – Escoop e gerente jurídico do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Mário De Conto, palestrou durante o painel sobre o Cooperativismo de Plataforma. Mário coordena atualmente na Escoop o projeto de pesquisa Cooperativas de Plataforma e Ambiente Jurídico, que analisa os fatores impulsionadores e restritivos ao desenvolvimento do Cooperativismo de Plataforma no ordenamento jurídico brasileiro, propondo medidas para seu desenvolvimento.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sistema OCB
Representação
A primeira noite da Semana Acadêmica da Unijuí de Santa Rosa vai destacar a força do cooperativismo regional. O evento que acontece no auditório central da instituição, na segunda-feira, 13, contará com a presença do Superintendente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Gerson José Lauermann, do Diretor Executivo da Fecoagro, Sérgio Feltraco e do CEO da Essent Jus, Guilherme Sturm, que falarão sobre “A Inovação e Gestão na Era das Tecnologias”. O painel inicia às 19 horas e terá a mediação do Professor Pedro Büttenbender.
A noite do cooperativismo é organizada pelos acadêmicos do curso de Gestão de Cooperativas, com o apoio do Sistema Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Fecoagro, Essent Jus e Núcleo de Cooperativismo da Emater. Aberto a todos os interessados o evento trará destaques no que se refere a gestão e também temas abordados no Congresso da OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras, que encerra na sexta, 10, em Brasília.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Cotrimaio
Representação
O 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo, realizado pelo Sistema OCB entre 8 e 10 de maio em Brasília, busca, entre outros objetivos, formas de melhorar as diretrizes e horizontes da relação política e institucional do sistema cooperativo.
Na abertura do evento, a Presidente da Cooperativas de Las Americas destacou o papel que os cooperativistas americanos estão desempenhando no mundo, já que vários representantes ocupam posições no nível do cooperativismo internacional. "O fortalecimento da união é uma responsabilidade para a América, somos chamados à unidade", disse ela no início de seu discurso.
Ele lembrou que o movimento assumiu sua agenda global em 2015, alinhado com a agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que as Nações Unidas estabeleceram como linha de ação, já que traz todas as questões que o cooperativismo aborda, como o fim da pobreza, o fim do problema do desemprego juvenil, o fim da fome em algumas partes do continente e a eqüidade de gênero, além dos demais objetivos.
Graciela ressaltou que hoje o cooperativismo deve ser o núcleo das economias que querem avançar de forma colaborativa, já que o papel das cooperativas é representar aquela economia centrada nas pessoas.
Ela também observou que "nosso desafio é nos unir com uma única voz no movimento cooperativo americano, diante das organizações internacionais" já que "cada cooperativa trabalha sua própria terra e localidade, e devemos ir além, entrar nas agendas internacionais", disse referindo-se ao volume cooperativo que hoje representa a América - mais de 200.000 cooperativas de base e 93 organizações presentes na Cooperativas de Las Americas.
Continuou dizendo: "devemos acrescentar a voz do cooperativismo nos lugares onde ele não está presente, nos lugares onde as agendas internacionais estão estabelecidas. (...) A América deve ter voz e presença nesses lugares, já que o cooperativismo é o instrumento válido para avançar o desenvolvimento ", afirmou.
Graciela Fernández concluiu seu discurso convidando o movimento cooperativista brasileiro a fazer parte dessa transformação. Ele também ressaltou a importância da formação de líderes cooperativos e profissionais universitários no cooperativismo, uma vez que existem desafios nas legislações cooperativas nas Américas.
Fonte: Cudecoop
Representação
No dia 21 de março, a Cooperatives Europe, no âmbito da Parceria ICA-UE sobre desenvolvimento cooperativo ( # coops4dev 🌍 ), divulgou uma nova pesquisa temática regional “Cooperativas e Paz: Fortalecendo a Democracia, a Participação e a Confiança - Uma Abordagem de Estudo de Caso” apresentando vinte estudos de caso de mais de quatorze países, cobrindo diferentes tipos e fases de conflitos. A pesquisa foi apoiada pela Cooperatives Europe Development Platform ( CEDP ), teve a co-autoria do Co-operative College, Kooperationen e Coopermondo e a participação de todos os membros do CEDP.
Apresentando exemplos práticos, o relatório analisa cooperativas que contribuem para o empoderamento de grupos minoritários afetados por conflitos, proporcionando trabalho decente e desenvolvimento sustentável em contextos frágeis, bem como apoiando a mitigação de conflitos por meio de parcerias com outros atores e prestação de apoio humanitário. O relatório demonstra que as cooperativas podem desempenhar um papel importante na construção da paz em todo o mundo, ao mesmo tempo que contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ( ODS ) da ONU . Ao construir comunidades auto-suficientes e resilientes, e incentivando o diálogo e a participação democrática, o modelo cooperativo de negócios é capaz de preencher a lacuna entre a resolução de conflitos e estratégias de desenvolvimento de longo prazo , abordando os desafios estruturais persistentes enfrentados pelas comunidades. O relatório também oferece várias conclusões e recomendações dirigidas a formuladores de políticas, líderes de cooperativas e parceiros externos.
O relatório foi endossado pelas principais partes interessadas, incluindo representantes de alto nível do movimento cooperativo, da sociedade civil, das autoridades locais e da UE. O Membro do Parlamento Europeu e vice-presidente da Comissão DEVE no Parlamento Europeu, Stelios Kouloglou, destacou o valor da parceria com cooperativas para a consolidação da paz, referindo que: "o papel destas parcerias será de particular relevância para os decisores, que podem procurar desenvolvimento cooperativo internacional como uma estratégia adicional para a construção da paz. "
Fonte: ACI
Representação